Mortalidade infantil indígena preocupa a Sociedade Brasileira de Pediatras

A mortalidade infantil indígena no Brasil é de 55,9 por mil nascidos vivos, quase o dobro dos números do conjunto da população apurados pelo Censo 2000 e divulgados pelo IBGE em 2002, de 29,6 óbitos por mil nascidos vivos. Preocupada com esta realidade

  
  

A mortalidade infantil indígena no Brasil é de 55,9 por mil nascidos vivos, quase o dobro dos números do conjunto da população apurados pelo Censo 2000 e divulgados pelo IBGE em 2002, de 29,6 óbitos por mil nascidos vivos.

Preocupada com esta realidade, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) realizou, em Cuiabá, o IV Fórum Nacional de Defesa da Saúde da Criança Indígena, junto com a Escola de Saúde Pública, a Fundação Nacional de Saúde e com participação da Universidade Federal do Mato Grosso .

Pediatras, professores, diversos profissionais que atuam com os curumins e representantes de várias etnias, se reuniram no dia 10 de maio, no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios.

Os primeiros fóruns da SBP sobre o tema ocorreram em Brasília (2000), Manaus (2001) e Campo Grande (2002). Depois dos quais foram realizadas seis oficinas para a reformulação do programa de vacinação de crianças indígenas.

Segundo o presidente da SBP, Lincoln Freire, "as crianças e adolescentes indígenas reclamam o direito fundamental de nascer, crescer e se desenvolver, na perspectiva de seus valores culturais, na integridade de seu território preservado, poupados da virulência das doenças disseminadas pelos colonizadores".

De acordo com Alda Iglesias, presidente da Somape, para o fórum de Cuiabá foram convidados os xavante, kayapó, juruna e outras etnias e o objetivo é contribuir para uma mudança no olhar e na prática das instituições em relação aos curumins.

Fonte: ICV

  
  

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ELOA

ELOA

06/05/2009 16:27:50
Eu vejo um descaso terrivel contra estes seres humanos, eles estavam aqui muito antes dos então colonizadores,foram enganados, massacrados, e o pior continuam lutando pela sobrevivencia, o governo parece fechar os olhos e os ouvidos. Essas crianças são como as nossas, elas precisam dos mesmos cuidados, é vergonhoso saber que estao tirando dos indios o pouco que lhes restaram, a cultura, a saúde de seus filhos um lugar para morar.