UFMT e Canadá trabalham para conectar povos indígenas na internet

A UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso parou na sexta-feira (21/3) pela manhã para ouvir as experiências dos canadenses com suas comunidades indígenas e assinar convênios para implantar o programa Conectividade, ligando as nações indígenas de Mato G

  
  

A UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso parou na sexta-feira (21/3) pela manhã para ouvir as experiências dos canadenses com suas comunidades indígenas e assinar convênios para implantar o programa Conectividade, ligando as nações indígenas de Mato Grosso à Internet.

Há mais de 200 anos o Canadá vem estreitando relações com os índios e melhorado suas condições de vida através de tratados formais e de responsabilidade pela integridade física, social, econômica dos índios. Naquele país, cada nação tem o título de suas terras, tem autonomia para governar seu território, pagam impostos e somente se submetem à Justiça indígena.

Os índios que vivem nos centros urbanos também são orientados e recebem capacitação para o mercado de trabalho. Ao todo o governo canadense investe 4% do seu orçamento anual com programas de apoio indígena.

O Canadá tem 976.305 índios de 600 nações, incluindo 52 grupos culturais e mais de 50 línguas. Representam 3,1% da população total do Canadá.Essas e outras experiências farão parte agora de um intercâmbio com a UFMT, através do Instituto de Ciências Humanas e Sociais e o Departamento de Antropologia, onde está o Museu Rondon.

A apresentação foi feita por uma delegação completa de integrantes do Ministério para Assuntos Indígenas, Ministério dos Assuntos Estrangeiros e Comércio Internacional, Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional, Ministério da Saúde e a Embaixada do Canadá no Brasil.

Estiveram presentes o reitor da UFMT, Paulo Speller, o diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Brasil – Iphan, Cláudio Conte, representantes da Funai - Fundação Nacional do Índio e de várias nações indígenas, professores, estudantes, arquitetos e Ongs.

O Canadá tem vários desafios em relação a proteção dos povos indígenas, alguns semelhantes aos brasileiros. Os índios de lá estão no mercado de trabalho, sobrevivem economicamente, mas os salários são menores.

A população indígena jovem cresceu muito e milhares estão nas universidades, mas os índices de doenças são elevados e de suicídio também. As mulheres aborígines sofrem com o desemprego e a violência familiar.

Mas o que tem revolucionado tudo isso e que deverá agora ser utilizado em Mato Grosso é um programa de conectividade, ou seja, de comunicação entre os povos indígenas e a sociedade em geral. Objetivo que está sendo atingido através da Rede Mundial de Computadores – Internet.

"O Canadá avançou muito nas relações com as nações indígenas e a UFMT, que sempre esteve voltada para a melhoria da qualidade de vida de Mato Grosso, pretende ampliar suas pesquisas e facilitar a integração entre os povos e a sociedade", disse o reitor Paulo Speller.

Fonte: Instituto Centro de Vida

  
  

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