1º Dia: Abertura Oficial e Protesto Sócioambiental

Dia 27 de novembro Congresso Nacional Foto: Melina Prestes A SOS Mata Atlântica viabilizou um ônibus para a Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), em Brasília. O ônibus foi composto por cerca de 20 organizações não-governamentais do Estado

  
  

Dia 27 de novembro

Congresso Nacional

A SOS Mata Atlântica viabilizou um ônibus para a Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), em Brasília. O ônibus foi composto por cerca de 20 organizações não-governamentais do Estado de São Paulo.

Ministra Marina Silva

Dia 28 de novembro

Indiazinhas

A viagem durou 15 horas, cerca de 1200 km. Saímos de São Paulo no dia 27, às 21h00, e chegamos ao meio dia do dia 28, em Brasília. Infelizmente, o grupo chegou após o presidente Lula e a ministra Marina Silva terem discursado, impossibilitando nossa participação na abertura oficial. Um grupo de ambientalistas protestou durante o discurso de Lula, contra a atual política ambiental do governo. O presidente ficou muito irritado e perdeu a compostura diante das críticas.

Leonardo Boff

Leia o discurso de Lula, na Abertura da CNMA

Leia o discurso da Ministra Marina Silva, na Abertura da CNMA

O protesto, que não estava no “script” do evento, irritou também a assessoria de imprensa do ministério, pois sua repercussão ecoou por todos os jornais do Brasil. A assessoria não pôde abafar a divulgação do descontentamento dos ambientalistas, na capital federal.

A organização da Conferência Nacional de Meio Ambiente decepcionou muito. Foi complicado fazer o credenciamento e as pessoas do balcão de informações não sabiam responder perguntas simples sobre a programação, que só foi distribuída no segundo dia, com algumas alterações.

A sala de imprensa não serviu de base infraestrutural para a cobertura dos veículos abertos e comerciais. Ela era sim, a base da assessoria de imprensa do Ministério de Meio Ambiente e da CNMA. Não houve nenhum auxílio oferecido aos jornalistas.

Os poucos jornalistas presentes foram negligenciados e foi sugerido que procurassem informações no site do ministério, com atualização diária. Ou seja, a cobertura poderia e deveria ser feita da cidade de origem, não queriam muitos jornalistas por lá. Essa característica causou um grande estranhamento porque, em geral, os jornalistas são convidados e existe interesse na divulgação de informações. Talvez, isto é, provavelmente a ASCOM tenha centralizado tanto as informações para ter maior controle.

Durante a Conferência, a sensação era de que os jornalistas deveriam acompanhar pela internet os relatórios da assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente. Em conversa com outros jornalistas e radialistas, foi possível perceber a mesma insatisfação organizacional.

Estive há duas semanas na cobertura jornalística da Feira Adventure Sports Fair, que foi realizada em São Paulo, e a atenção com os jornalistas foi muito diferente. A sala de imprensa era um espaço funcional para o exercício do jornalismo plural de diferentes veículos midiáticos. Existia a cobertura independente paralela à cobertura institucional dos organizadores da Adventure. Existiu um convívio harmônico.

Em suma, para nós da imprensa, foi decepcionante a linha comunicacional utilizada durante a Conferência Nacional de Meio Ambiente. Pareceu que os mesmos que ignoram a importância da gestão socioambiental, defendida por Marina Silva com afinco, estão centralizando a comunicação pública. As críticas como ela mesma disse em discurso, são benéficas e precisam ser ouvidas dentro do processo democrático.

Outra dificuldade de participação na CNMA foi vivida por convidados e observadores (classificação para os não delegados estaduais), que foram impedidos de participar de alguns grupos e subgrupos temáticos. A crítica da categoria é justa, uma vez que reivindicavam a participação com direito a voz e sem direito a voto.

Diante desse quadro de exclusão, foi articulado um encontro entre entidades ambientalistas e movimentos sociais na tenda do Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), no dia 29, ao meio dia. O encontro foi organizado devido à inexistência de algo semelhante na programação do CNMA.

O dia 28 terminou com a palestra do Leonardo Boff e show musical típico do Cerrado, na tenda do GTA.

Boff fala sobre Analfabetismo Ambiental

  
  

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