Carnaval de São Paulo terá ação para inclusão de deficientes visuais

Um camarote com recursos próprios para acessibilidade será montado para que os convidados do projeto acompanhem suas escolas

  
  

Neste ano, o Carnaval de São Paulo terá mais acessibilidade para deficientes visuais. Em uma iniciativa pioneira da Prefeitura de São Paulo, São Paulo Turismo (SPTuris) e o Complexo Educacional FMU, o projeto “Carnaval Paulistano - Só Não Vê Quem Não Quer” levará 45 pessoas cegas e com baixa visão para acompanhar de perto os ensaios, a concentração e os desfiles de três tradicionais escolas de samba de São Paulo: Rosas de Ouro, Mocidade Alegre e Camisa Verde e Branco.

O projeto foi apresentado em coletiva de imprensa, na manhã do dia 11 de janeiro, no auditório Ulysses Guimarães, no Complexo Educacional FMU. Na ocasião, esteve presente o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que enalteceu a iniciativa da instituição e da SPTuris em ampliar a acessibilidade dos deficientes visuais em um evento de repercussão internacional como é o Carnaval brasileiro.

Para apresentar o projeto, a coletiva contou com a participação de representantes das escolas de samba, da reitoria do Complexo Educacional FMU, da presidência da SPTuris e da Fundação Dorina Nowill para Cegos, que apoia o projeto.

O grupo de deficientes visuais será levado às quadras das escolas de samba algumas horas antes dos ensaios começarem. Eles poderão tocar nos instrumentos e entender como são e como funcionam, antes de aproveitar a folia. A atividade será realizada nos dias 23 de janeiro (Mocidade Alegre), 30 de janeiro (Rosas de Ouro) e 2 de fevereiro (Camisa Verde e Branco).

Uma semana antes dos desfiles, os deficientes ainda serão levados ao Sambódromo do Anhembi para participar da concentração. No local, estarão expostos maquetes dos carros alegóricos e miniaturas das roupas e fantasias confeccionadas por alunos de Arquitetura e Moda do Complexo Educacional FMU.

E ainda, durante os desfiles, um camarote com recursos próprios para acessibilidade será montado para que os convidados do projeto acompanhem suas escolas. Previamente, um CD de áudio-descrição será entregue a cada participante com explicações de cada detalhe do evento.

“Cada vez mais, temos de pensar em incluir. E a própria essência do Carnaval é ser uma festa para todos. Há alguns anos, já estamos fazendo modificações no Sambódromo para receber melhor os cadeirantes, temos descontos nos ingressos do evento para pessoas com deficiência e também contamos com o apoio de transporte do Atende, da Prefeitura. Agora, vamos além. Queremos melhorar sempre”, diz Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos que também é responsável pela organização do Carnaval e pela administração do Anhembi, onde está o Sambódromo.

Os participantes foram selecionados por meio de um sorteio realizado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos. Para garantir o conforto e a segurança em todas as etapas, todos estarão acompanhados por um responsável com visão normal. O transporte para todas as atividades será oferecido gratuitamente pela fundação.

Fonte: Wilson Diniz

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