Capital paulista tem Corredor Cultural do Samba o ano todo

SP Samba, parceria entre prefeitura, Sebrae e Liga das Escolas de Samba, já promoveu mais de 350 capacitações e agora investe no turismo do samba Beth Matias Uma série de ações promove e divulg

  
  

SP Samba, parceria entre prefeitura, Sebrae e Liga das Escolas de Samba, já promoveu mais de 350 capacitações e agora investe no turismo do samba

Beth Matias

Uma série de ações promove e divulga o samba paulistano

São Paulo - Além de animar a população nos dias de folia, a indústria do Carnaval também representa um 'filé mignon' para as micro e pequenas empresas. Elas aproveitam esta época para aumentar seu faturamento e criar novidades. Esse trabalho tem exigido cada vez mais profissionalização e se estendido pelos 365 dias do ano.

O Carnaval paulistano irá empregar diretamente em 2007 mais de 25 mil pessoas, segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), empresa de economia mista que faz a promoção turística da cidade e administra o Sambódromo do Anhembi. Isso sem contar com o trabalho voluntário e os informais, que não aparecem nas estatísticas.

Com a criação do projeto SP Samba, há quatro anos, o Sebrae, em parceira com a prefeitura e a Liga das Escolas de Samba de São Paulo, tem ajudado a mudar o perfil dessa indústria na cidade.

O projeto começou em maio de 2003 e tinha como objetivo inicial organizar os processos de uso responsável dos espaços (escolas de samba) e gerar oportunidades de trabalho e melhoria da qualidade da renda para a comunidade do samba.

O sucesso da empreitada levou o SP Samba em 2005 a ganhar um novo viés. Além da capacitação das escolas, voltou-se também para o turismo, com a criação do G5, um grupo de desenvolvimento receptivo das escolas de samba da zona norte de São Paulo, com o apoio da SPTuris, do Sebrae e da Liga.

“É um corredor cultural do samba que se preocupa em desenvolver o turismo de maneira responsável, aproveitando o que as quadras têm de melhor”, explica Camila Patrício, coordenadora do SP Samba no Sebrae em São Paulo. Integram o G5 a Mocidade Alegre, Unidos do Peruche, Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria e X-9 Paulistana

Samba e sopa

O grupo já participou de feiras como o Salão do Turismo e São Paulo Meu Destino, mostrando o potencial turístico das escolas de samba. Em 2006, firmou uma parceria com a rede de hotéis Blue Tree para apresentação de shows nesses locais.

Também no ano passado, o grupo lançou o roteiro 'Samba e Sopa', que, em apenas 15 dias de projeto piloto, recepcionou nas escolas de samba mais de 600 turistas.

Em 2007, os turistas brasileiros e estrangeiros estão tendo a oportunidade de participar do projeto 'Samba in Sampa', no qual o turista é recepcionado no famoso Bar Brahma, participa de um happy hour, assiste a um ensaio na quadra de uma escola de samba com tratamento VIP – que dá direito a espaço reservado, acesso às alas, fotos com fantasias e sambar com passistas – e depois volta ao Bar Brahma para terminar a noite.

“O SP Samba é um projeto de parceria muito importante para a cidade, principalmente porque também envolve o turismo. O Samba in Sampa recebe uma média de 120 turistas por semana, um público que talvez não tivesse a iniciativa de, sozinho, de visitar as quadras, mas amparado no projeto, acaba consumindo, participando e remunerando as escolas de samba participantes”, diz o assessor da presidência da SPTuris, Luiz Sales.

O circuito Samba in Sampa possui também outros três produtos: Show de Carnaval (contratação das escolas para apresentação em eventos), Visite a Nossa Quadra (visita às quadras das escolas em dias de ensaio) e Escolha o Nosso Samba Enredo (visita às quadras das escolas em dias de escolha do Samba Enredo).

Segundo Camila Patrício, 40 agências de turismo receptivo foram capacitadas para comercializar esses produtos. Para o Carnaval deste ano, o G5 organizou no Sambódromo uma arquibancada vip para os turistas. O pacote, desenvolvido pelo grupo com a capacitação do Sebrae, foi apresentado à empresa Ingresso Fácil, responsável pela comercialização.

Ao comprar o ingresso para a Arquibancada do Turista, o visitante terá à sua disposição 15 recepcionistas bilíngües, um grupo de samba para animar os intervalos dos desfiles e vai ganhar como presente um 'kit folião' (almofada, boné, capa de chuva e porta-objeto), além de um serviço de massagistas profissionais. “Nosso objetivo é fidelizar o turista”, diz Camila.

Virada de mesa

Desde que começou, em 2003, o projeto SP Samba já promoveu 355 capacitações em oito escolas de samba. São cursos como Aprender a Empreender, Juntos Somos Fortes, Oficina Sebraetec, Oficina de Artesanato, Estratégia de Marketing, Qualidade Total, Paisagismo e Cenografia.

De acordo com a coordenadora, os cursos, oficinas e capacitações foram desenvolvidos de acordo com os gargalos que as escolas apresentavam. “Na Mocidade Alegre, por exemplo, eles tinham problema de comercialização de fantasias. No final do Carnaval, sempre sobravam entre 20% ou 30% das fantasias”, lembra Camila.

O projeto trabalhou com um grupo de 30 desempregados, que passaram por cursos de capacitação em estratégia de marketing em negociação, criatividade e administração de conflitos. De 30 desempregados, a escola passou a ter 30 vendedores de fantasias, desobstruindo assim o trabalho do chefe-de-ala. O resultado foi que em 2004 a escola conseguiu vender todas as fantasias e foi campeã do Carnaval. Coincidência ou não, Camila diz que o trabalho desenvolvido na Mocidade está dando frutos em outras escolas.

Outro gargalo diagnosticado no projeto foi a compra de matéria-prima, que era em sua maioria importada e a preços muito caros. “O problema eram os atravessadores”, diz a coordenadora. A idéia então foi fazer um link entre a escola e a indústria fornecedora de matéria-prima, como isopor, tecido, sianinha, ferro e madeira. A primeira Rodada de Negócios, em 2004, envolveu cinco escolas e 10 fornecedores.

A experiência ajudou o projeto a capacitar produtores de avestruz para tingimento e classificação de plumas. No ano seguinte, a 2ª Rodada de Negócios reuniu 11 escolas e 20 empresas. “Agora em 2007, queremos voltar às rodadas, envolvendo um número maior de fornecedores”, diz Camila.

Serviço:
Escritório Sebrae Regional Norte – (11) 6976-2988
SP Turis – (11) 6226-0428
Bar Brahma – (11) 3333-0855
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 e (61) 2107-9362

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Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Foto: Alexandre Diniz

  
  

Publicado por em

Ariana

Ariana

26/09/2008 13:34:01
nossa muit legao o testo, estou fazendo um tcc sobre turismo cultural e meu sub tema é o samba..