Cruzeiros crescem e apresentam recordes no turismo do país

Se nem tudo vai bem nos aeroportos, nos portos há o que comemorar. Os 12 navios e mais de 300 mil pessoas que passarão por eles neste verão não são apenas recordes, mas também sinalizadores de que a temporada 2007

  
  

Se nem tudo vai bem nos aeroportos, nos portos há o que comemorar. Os 12 navios e mais de 300 mil pessoas que passarão por eles neste verão não são apenas recordes, mas também sinalizadores de que a temporada 2007/2008 terá procura ainda maior. As companhias italianas MSC e Costa Cruzeiros, por exemplo, acrescentarão um terceiro navio aos dois que trouxeram agora, cada uma, à costa do país.

Na penúltima temporada, foram 399 escalas em 13 portos; na última, 677 escalas em 17; na atual, 918 em 17. Há cinco anos, o total de passageiros era cinco vezes menor que o de agora, segundo a Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar).

Jorge Araújo/FI

Temporada tem 12 navios

O argentino Roberto Fusaro, diretor da MSC para a América Latina, afirma que "não é do interesse da empresa" que haja crise no sistema aéreo brasileiro, mas admite que parte dos turistas migrou dos pacotes aéreos para os marítimos.

Na temporada atual, quase todos os bilhetes já foram vendidos, restando opções nem sempre nas cabines mais em conta e, às vezes, apenas nas mais caras. As 918 escalas serão distribuídas em 198 escalas em Santos, 130 em Búzios, 96 no Rio, 65 em Fernando de Noronha, 61 em Angra dos Reis, 55 em Recife, 51 em Natal e 43 em Salvador, entre outras.

São todos lugares com seus devidos atrativos, em que o cruzeirista pode despender boa parte de um dia em programação própria ou oferecida pela companhia e paga à parte. Isso se não ficar com preguiça de desembarcar - quase todas as embarcações têm boate, piscina, cassino, biblioteca, spa. Algumas oferecem bons vinhos a preços razoáveis e alta gastronomia incluída no pacote; outras, ainda oferecem quadras de futebol e de basquete, toboágua, minigolfe e shows com artistas nacionais conhecidos, nomes como Toquinho e Roberto Carlos.

Um atrativo com que as paradas marítimas brasileiras nem sempre contam, no entanto, é com um bom porto. No de Santos, apesar de ampliações, há casos de congestionamento e alguma confusão tanto no embarque como no desembarque por causa do imenso fluxo de navios. O porto do Rio tem infra-estrutura pouco condizente com o fluxo de passageiros que recebe e por ai vai.

Mas os preços abaixam e, se uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Abremar deste ano constatou que os cruzeiristas tendem a ter renda mensal superior a R$ 5 mil; talvez esse número caia nos próximos anos. Há mini-cruzeiros de quatro dias em navios menos suntuosos a partir de US$ 189 e mini-cruzeiros de três dias nos navios de primeira classe a partir de US$ 300.

Além disso, para a próxima temporada as empresas marítimas terão diversas novas promoções. Principalmente para quem se programar e comprar sua passagem para a temporada 2007/2008 até o final de março, há benefícios como terceiro hóspede grátis, "upgrade" de cabine e bônus para passagens aéreas, no caso do passageiro que for sair da sua cidade para porto em outro Estado.

Entre os que já fizeram pelo menos um cruzeiro na vida, revela a pesquisa da Fipe e da Abremar, 95% pretendem repetir a experiência.

Por: Thiago Momm / Folha de São Paulo

Fonte: ecoturismo-br

Editoria: Guto Bertagnolli

  
  

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