Brasil participa pela primeira vez de uma feira de turismo na China

De 20 a 23 de janeiro, o Brasil participou da WTF (World Travel Fair) em Shangai, na China. Foi a primeira vez que a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) esteve em uma feira no país, que começa a viver um crescente movimento de turismo emissivo inte

  
  

De 20 a 23 de janeiro, o Brasil participou da WTF (World Travel Fair) em Shangai, na China. Foi a primeira vez que a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) esteve em uma feira no país, que começa a viver um crescente movimento de turismo emissivo internacional. Isso porque o governo chinês passou a autorizar, em 2003, destinos fora da Ásia que pudessem ser visitados por turistas que não fossem a trabalho, mas por lazer.

É o que chamam de ADS (Status de Destino Aprovado) que, com negociação do Governo Federal e do Ministério do Turismo, foi concedido ao Brasil em novembro passado. Essa categoria permite que empresas de turismo montem e vendam pacotes a chineses para visitarem o País.

Espera-se que a China seja, até 2020, o quarto maior emissor de turistas do mundo, enviando ao mundo 100 milhões de turistas. Com o ADS, o Ministério do Turismo estima que o Brasil passe a receber 100 mil chineses por ano até 2007.

Em 2003, o fluxo foi de 14,456 visitantes, segundo o Anuário Estatístico da EMBRATUR. `Depois de anos de demanda reprimida, os chineses começam a viajar a lazer para o exterior`, informa o gerente de Turismo de Negócios da Embratur, Lawrence Reinisch, que esteve no evento.

Ele conta que neste período inicial, quando a França e o Reino Unido já possuem ADS e os Estados Unidos o obterão em breve, a perspectiva é de que os chineses viajem primeiro a esses países e que venham ao Brasil principalmente aqueles que já foram à Europa e América do Norte a trabalho.

`O lado positivo é permitir-nos adquirir experiência com um número menor de visitantes e prepararmo-nos para o que contamos que será um grande influxo a partir de 2007`, conta Reinisch, ressaltando que, quando se fala de China, um número menor de visitantes pode representar mais turistas do que os de vários países emissivos tradicionais do Brasil somados.

Em 2004, viajaram para o mundo quase 30 milhões de turistas chineses e Reinisch acredita que muitos deles estejam interessados em programas para a América do Sul, porque são destinos mais baratos do que a Europa devido ao momento cambial.

Durante a feira, operadores chineses demonstraram interesse em trabalhar o Brasil em conjunto com outros destinos latino-americanos.

`A América do Sul é um novo destino para os chineses. Muitos que já conhecem a Europa, os Estados Unidos e a Austrália devem ir para lá como o próximo passo. É necessário oferecer tarifas aéreas mais baratas para aumentar o número de turistas de lazer`, diz Tom Wang, da Shanghai Shihua International Travel Service, que acredita que Cidades Patrimônio e Ecoturismo serão mais fortes no momento, além, evidententemente, do turismo de negócios e eventos.

Nessa área, inclusive, foi percebido o grande interesse pelas Feiras Comerciais Brasileiras, divulgadas pelo Calendário da Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras).

Estiveram no estande a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), Varig, Ariaú Amazon Tower, Nascimento Turismo e Toursbrasil, todos preparando caminho para o inicio do vôo da Varig, que fará São Paulo-Munique-Beijing, previsto para operar a partir de junho deste ano.

Segundo Abraham Peczenik, presidente da Toursbrasil, que já esteve na China cinco vezes nos últimos meses, `o turismo chinês está acordando para começar, no final de 2005 ou em 2006, a viajar para a América do Sul.`

Lincoln Delbone, gerente de Relações com o Mercado da Infraero, faz coro à expectativa da iniciativa privada: `O mercado chinês é extremamente promissor e de grande potencial, não só na captação de turistas, como no desenvolvimento do mercado de transporte de carga aérea`.

A China é hoje o país com maior taxa de crescimento de tráfego aéreo, e o know-how adquirido pela Infraero na ampliação e modernização dos aeroportos brasileiros está
sendo agora comercializado com sucesso em diversas regiões do mundo.

De acordo com Andre Beraha, da Nascimento Turismo, a viagem da sua empresa à China pela segunda vez, mostra a confiança no desenvolvimento deste mercado:`Acreditamos que a feira tenha trazido os resultados que nós viemos buscar`, disse.

Já Marcelo Brito, do Ariaú Amazon Towers Hotel, aposta na geração de bons negócios entre Brasil e China. `Viemos para mostrar o quanto é belo nosso Pais e para suprir os profissionais de turismo chineses com informações corretas sobre a região amazônica”, disse.

João de Mendonça Lima Neto, Cônsul-Geral do Brasil em Shangai, comemora o momento vivido pelo Brasil na China. `As expectativas oficiais e empresariais são no sentido do crescimento expressivo do turismo bilateral nos próximos anos. A China já desponta como um dos grandes países emissores.

O crescimento do fluxo depende, porém, de uma campanha de divulgação do potencial do receptivo por parte dos dois países, pois o nosso maior desafio é superar a barreira do desconhecimento`, declara.

O Primeiro-Secretário do Consulado Geral de Shangai, Paulo Joppert, visitou o estande e também notou a imortância da promoção do Brasil na China.

`A entrada em vigor do ADS é uma oportunidade valiosa para estimular o turista chinês. Atualmente, já existe um grande setor da população chinesa que possui poder aquisitivo para viajar ao exterior.

Além do turismo, outros setores do relacionamento econômico bilateral têm igualmente demonstrado expressivo potencial de crescimento, como o minério de ferro e a soja, dos quais a China é tradicional grande compradora`, informou Joppert.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Embratur

  
  

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