Cadastro TBI é alimentado pelos Escritórios Brasileiros de Turismo no exterior

O sistema Trade Business Intelligence (TBI), banco de dados de uso exclusivo do Ministério do Turismo, operacionalizado pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), atingiu nesta semana 1.181 cadastros totalmente qualificados de operadoras de turismo

  
  

O sistema Trade Business Intelligence (TBI), banco de dados de uso exclusivo do Ministério do Turismo, operacionalizado pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), atingiu nesta semana 1.181 cadastros totalmente qualificados de operadoras de turismo estrangeiras.

O programa permite consolidar informações detalhadas dessas empresas com o objetivo de melhor orientar o planejamento de ações estratégicas de promoção, marketing e apoio à comercialização do Brasil nos mercados prioritários. O TBI é alimentado pelos nove EBTs (Escritórios Brasileiros de Turismo) do Instituto no exterior desde o início do ano.

Na prática, o processo implica na sistematização de dados: contatos da operadora e de seus tomadores de decisão; se comercializa (ou não) o Brasil e por qual razão; em caso afirmativo, quais destinos vende e quanto disponibiliza de seu faturamento a essa operação; em caso negativo, quais dificultadores aponta; que outros países competidores do Brasil são oferecidos em seus catálogos; dentre outras informações estratégicas. O foco tem sido nas operadoras de maior faturamento em cada mercado.

`Estamos construindo um banco de dados que organiza a informação, identificando oportunidades, assim como ameaças, para não se perder o momento de agir decisivamente`, conta Ronnie Schroeder, diretor de Turismo de Lazer e Incentivo da Embratur.

Ele lembra também que tudo é trabalhado de acordo com o Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional, estudo que vem orientando a promoção do Brasil no exterior.

O TBI foi criado, e vem sendo atualizado, a partir de um sistema maior, o Cadastro do Turismo Internacional (CTI). Esse cadastro contém dados gerais de contatos feitos em feiras de turismo, seminários, treinamentos, coletivas de imprensa etc.

E também por meio do Brasilnetwork, portal da EMBRATUR voltado para profissionais estrangeiros. A partir do CTI são identificadas as maiores operadoras, o que, invariavelmente, se desdobra em uma aproximação planejada do Escritório junto a essas empresas para qualificar a informação que deve ser inserida no TBI.

São realizadas, então, reuniões no EBT ou visitas do Executivo à companhia. As visitas são identificadas em três níveis: prospecção (quando Brasil não é comercializado); ampliação (tentativa de diversificar a oferta de Brasil); e retenção (trabalho de conter o avanço da venda de competidores sobre o Brasil).

`A busca pela demanda, batendo à porta das operadoras, tem surpreendido positivamente o mercado`, comenta Liane Galina, consultora do EBT Itália.

EBTs em Brasília:

Dentro do atual modelo de trabalho adotado pelos Escritórios em janeiro, os consultores permanecem dez dias em planejamento de atividades em Brasília (DF) e partem para executar uma agenda, previamente fechada, de 45 dias em seus mercados de atuação.

Em agosto, eles retornam ao Brasil e nos dias 15 e 17 têm agenda aberta com profissionais brasileiros de turismo que desejem conhecer as atividades dos EBTs e planejar ações conjuntas.

Os Escritórios estão presentes em Portugal (sede em Lisboa), Espanha (Madri), Reino Unido (Londres), França (Paris), Itália (Milão), Alemanha (Frankfurt), Estados Unidos (Nova York), Japão (Tóquio) e América do Sul (Brasília).

Sendo que o japonês promove o MERCOSUL em parceria com a JICA (sigla em inglês para Agência de Cooperação Internacional do Japão) e o sul-americano conta com apoio das embaixadas brasileiras nos países.

Fonte: Embratur
Del Valle Editoria
Contato: vininha@vininha.com

  
  

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