Carnaval com trilhas e natureza

Opção diferente para os tradicionais passeios de carnaval: descanso, tranquilidade e contato com a natureza.

  
  
Administrada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a reserva é aberta ao público e conta com duas trilhas interpretativas e autoguiadas / Adrian Moss

Você é daqueles que não gosta muito da folia do carnaval e prefere um passeio mais tranquilo? Então que tal tomar banho em um aquário natural com água cristalina? Gostou? Então você precisa conhecer a Reserva Natural Salto Morato, localizada em Guaraqueçaba

(PR), onde poderá explorar trilhas interpretativas, conhecer uma das maiores cachoeiras do Paraná e ainda se refrescar no aquário, ao lado de peixes nativos. Tudo isso no meio do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do país.

Administrada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a reserva é aberta ao público e conta com duas trilhas interpretativas e autoguiadas.

A primeira delas, Trilha da Figueira, leva até uma imponente árvore centenária que abriga diversas espécies de plantas e animais. O destaque fica por conta de suas raízes, que formaram um arco sobre um rio local.

Já a segunda, Trilha do Salto, termina ao pé do Salto Morato, uma cachoeira com aproximadamente 100 metros de altura. No caminho, o visitante ainda passa por um aquário natural de águas cristalinas onde é possível nadar com os peixes.

De acordo com um dos técnicos ambientais da reserva, Rodolfo Cabral, a expectativa para a visitação no carnaval é bem grande. “Esperamos um aumento significativo na visitação durante os dias de feriado e estamos bem preparados para recebê-los”, explica.

Segundo Cabral, a infraestrutura é um diferencial da reserva, que oferece um centro de visitantes, trilhas autoguiadas, sanitários em diversos pontos da reserva, além de lanchonete e espaço para camping.

Uma das pessoas que aproveitou o início do ano para fugir da agitação das praias badaladas e conhecer a reserva pela primeira vez foi o engenheiro mecânico Luiz Guilherme Campos, que viajou com amigos. Ele explica que escolheu a região pela calma que ela oferece no período das festividades. Campos afirma que a experiência foi muito positiva.

“Eu gostei bastante da estrutura oferecida ao visitante. A natureza é exuberante e o contato com ela foi muito bom. O salto é maravilhoso e a figueira é incrível”, afirma empolgado.

Ao ser questionado se gostaria de voltar, o engenheiro não hesitou: “quero voltar sim; e da próxima vez para acampar!”, conclui.

Camping:

A Reserva Natural Salto Morato também possui estrutura de camping, que comporta em média 40 pessoas simultaneamente, contendo duas churrasqueiras, iluminação noturna, pontos de energia elétrica, além de banheiros masculino e feminino com chuveiro quente à disposição dos campistas.

Para a utilização do camping, é preciso realizar a reserva antecipadamente, principalmente em períodos de alta visitação, como nos feriados prolongados, nas férias escolares e durante todo o verão.

Não há limite de tempo de permanência para quem for acampar na reserva. O valor da diária é de R$ 10 por pessoa. Crianças menores de 10 anos não pagam.

Formas de acesso

Uma opção para se chegar à Reserva é passar por Paranaguá, também no litoral paranaense. Lá, há a possibilidade de pegar uma embarcação até Guaraqueçaba.

Nesse passeio por baías e mangues, as belezas do litoral paranaense são reveladas. É possível, ainda, ser surpreendido pela presença de golfinhos, comuns na região.

Ao chegar em Guaraqueçaba, é necessário pegar um táxi (que sai em média 100 reais, levando até quatro passageiros) para fazer o traslado de Guaraqueçaba até a Reserva Natural Salto Morato.

Para quem gosta de viajar com tranquilidade e apreciando a paisagem, a estrada é uma boa sugestão, passando por vilas e mirantes, no coração da Mata Atlântica.

Diariamente, partem ônibus de Curitiba em direção a Guaraqueçaba, pela Viação Graciosa. O percurso é completado com uma caminhada de 4 km até a Reserva Natural Salto Morato.

De automóvel, a partir de Curitiba o caminho pode ser feito pela BR 277 em direção ao litoral e, no km 29, entrando na PR 408 (Morretes-Antonina), ambas asfaltadas.

Outra alternativa é pegar a BR 116, sentido São Paulo, até a Estrada da Graciosa (km 60), com trechos de paralelepípedos. Quem for tanto pela Estrada da Graciosa quanto pela PR 408 deve entrar na PR 340 (Antonina-Cacatu).

Um pouco à frente, nessa rodovia, deve-se acessar a PR 405 (Cacatu-Guaraqueçaba). A partir desse ponto são 67 km de estrada de chão. Por todo o trajeto há placas rodoviárias indicando a direção da Reserva e uma placa sinaliza a entrada de Salto Morato.

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Fonte: Maria Luiza Campos

  
  

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