Caverna do Diabo e região recebem investimentos em meio ambiente

Visitada desde os anos 1940, tornou-se um grande atrativo turístico nos anos 1960, quando recebeu a maioria das atuais estruturas

  
  

A Caverna do Diabo, localizada no Parque Estadual de mesmo nome, passará a contar com nova iluminação, dotada de lâmpadas menos impactantes e com um sistema automático de acendimento conforme os visitantes adentram a caverna, apagando os setores onde não há ninguém.

Com isso, haverá diminuição do impacto ocasionado pelas lâmpadas no interior da caverna e redução nos custos com energia. Ainda foi instalado um sistema de sensores de monitoramento ambiental e um sistema de iluminação de emergência com tecnologia de fibra ótica.

A entrega da nova iluminação será realizada oficialmente no próximo dia 5, às 15h30, no Parque Estadual Caverna do Diabo, localizado na Estrada da Caverna, Rodovia SP 165, km 108, Eldorado/SP.

A Caverna do Diabo é um dos pontos turísticos mais populares e conhecidos do estado de São Paulo. Visitada desde os anos 1940, tornou-se um grande atrativo turístico nos anos 1960, quando recebeu a maioria das atuais estruturas, sob a administração da Estrada de Ferro Campos do Jordão.

As passarelas em concreto e o represamento do curso de água no interior da caverna, assim como as estruturas externas, são dessa época.

Essas estruturas permitiram a visitação massiva em um modelo de turismo tradicional. O uso sem diretrizes e controle voltado à conservação causou muitos impactos.

Com a transferência da administração do parque à Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo - FF, esse quadro se alterou. Hoje são adotados procedimentos com o intuito de reduzir os possíveis impactos.

A Caverna do Diabo é um atrativo turístico de grande importância, que movimenta a economia regional e é fonte de renda para a população do entorno imediato, formada, principalmente, por quilombolas.

Iluminação anterior

O Projeto de Preservação da Mata Atlântica - PPMA fez a primeira grande reforma da iluminação no final dos anos 1990, melhorando muito as condições, porém ainda não alcançando a excelência técnica que o ambiente cárstico requer.

Dentre as demandas apresentadas durante a formulação do Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica no Estado de São Paulo, foi pontuada a questão da iluminação do trecho aberto à visitação como uma das prioridades, tanto pelo estado de deterioração dos equipamentos existentes quanto, e principalmente, para criar o controle efetivo dos impactos da iluminação na zona afótica.

O novo projeto

O projeto de iluminação da Caverna do Diabo está dividido em seis setores que poderão ser acionados separadamente, manualmente ou automaticamente. Foram instalados dois tipos de iluminação: a iluminação dos grandes detalhes, caso da maioria dos espeleotemas no interior da caverna, feito por meio de lâmpadas com produção de alto fluxo luminoso e a iluminação de pequenos detalhes, que será acionada somente quando necessária.

Assinatura de convênio com comunidade quilombola e novos critérios para manejo de espécies nativas

O secretário de estado do Meio Ambiente Bruno Covas assinará convênio com a Associação dos Remanescentes de Quilombo de Nhunguara para a realização de projeto de melhorias e inovações no viveiro de mudas florestais nativas e frutíferas da comunidade.

O projeto foi selecionado entre 45 propostas apresentadas em atendimento ao edital lançado no âmbito do Programa Crédito Ambiental Paulista, com financiamento do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - Microbacias II - Acesso ao Mercado, que conta com recursos do Banco Mundial.

O projeto apresentado pela Associação de Nhunguara tem a parceria da Fundação ITESP.

Durante o desenvolvimento do projeto serão financiadas a ampliação e ações de melhoria no viveiro já existente, apoio à comercialização e tecnologias de produção sustentáveis, como a conversão da produção para o sistema orgânico, produção própria de composto orgânico e utilização de embalagens biodegradáveis.

O projeto terá duração de dois anos. O investimento total é no valor de R$ 274.387,60, dos quais R$ 239.438,60 são financiados e o restante é contrapartida.

As atividades previstas envolvem a coleta de sementes florestais da mata atlântica para a produção de mudas, dando uma alternativa de uso econômico em consonância com a conservação ambiental, estando assim plenamente alinhada com o potencial ambiental do Vale do Ribeira, que detém a maior parte dos remanescentes da vegetação nativa do estado e a presença marcante da agricultura familiar.

Na oportunidade, será assinada a resolução que estabelece critérios e procedimentos para plantio, exploração e manejo sustentáveis de espécies nativas do Brasil no bioma Mata Atlântica no estado de São Paulo.

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Fonte: Secretaria de Estado do Meio Ambiente São Paulo

  
  

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