Chapada dos Guimarães-MT, apesar dos atrativos naturais, teve redução de 30% na visitação

O turismo como uma atividade que gera renda para a população e divisas para os municípios está cada vez mais escasso na região de Chapada dos Guimarães, segundo maior destino turístico do Mato Grosso. Apesar dos atrativos naturais, a dificuldade de ace

  
  

O turismo como uma atividade que gera renda para a população e divisas para os municípios está cada vez mais escasso na região de Chapada dos Guimarães, segundo maior destino turístico do Mato Grosso.

Apesar dos atrativos naturais, a dificuldade de acesso e, em alguns casos, a proibição da entrada de veículos acaba por desmotivar a circulação turista.

Empresários do setor alertam que esta situação atinge em especial o denominado turismo ecológico, justamente o que mantém o visitante por mais dias nas pousadas das redondezas ao município.

“Tenho a minha clientela de fim de semana, geralmente das cidades vizinhas, mas o problema é que para manter o negócio precisamos registrar movimento durante a semana”, reclamou o proprietário da Pousada Penhasco e Ametur Turismo, Justiniano Silva.

Dentro do turismo ecológico, Silva alerta que o movimento retrai-se em pelo menos 30%.O presidente do escritório de Mato Grosso da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Vicente Silva, alerta que o movimento na região caiu em média de 30% até 50%.

“Em nossa agência mesmo (Anaconda Turismo) tivemos que reduzir a estadia de nossos turistas de duas para uma noite, por falta de atrativos”, disse.

A empresa recebe semanalmente cerca de 40 turistas.A principal reclamação da categoria está na falta de estrutura, conservação das estradas que dão acesso a pontos turístico e a proibição, por parte do Ibama, de visitação de alguns pontos. Entre eles, a caverna Aroe Jari (do “Francês”), a suspensão de visitas já ultrapassa um ano.

“Enfrentamos duas barreiras, uma é que um dos pontos mais bonitos da Chapada (Caverna do Francês) não pode estar no “tour”. Quando o acesso é permito, caso da Casa de Pedras, tem de ser a pé. Neste caso, pessoas idosas, crianças e deficientes físicos ficam de fora”, relatou Silva ao criticar que não há manutenção da estrada que dá acesso ao ponto.

Quando o assunto é estrada, o empresário lembra da Cidade de Pedras, a 20 quilômetro de Chapada dos Guimarães. “A estrada é só areia, está muito ruim e muitos acabam desistindo”, disse.

O reflexo dessa situação é o curto período de permanência por parte dos visitantes. “Antes, o turista ecológico ficava de três a quatro dias, agora fica apenas duas noites. Isso porque pontos importantes não podem ser visitados e outros somente têm-se acesso por caminhadas, fato que acaba por comprometer o passeio”, enfatizou.

A falta de movimento pode ser verificada nas ruas da cidade. Durante a semana, de segunda a quinta-feira é praticamente impossível encontrar um restaurante funcionando no período noturno.

Fonte: ICV

  
  

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