Circuito das Termas de Vulcão oferece muitas atrações para quem aprecia a natureza

um lugar repleto de atrativos para aquelas pessoas que apreciam a natureza e adoram percorrer estradas que, a cada curva, apresenta uma paisagem natural surpreendente

  
  
<br />Um dos excelentes circuitos que os turistas podem desfrutar foi batizado de “As Termas de Vulcão”

O Território Andino/Lacustre, na Região da Araucanía, no Chile, é repleto de atrativos para aquelas pessoas que apreciam a natureza e adoram percorrer estradas que, a cada curva, apresenta uma paisagem natural surpreendente.

Um dos excelentes circuitos que os turistas podem desfrutar foi batizado de “As Termas de Vulcão”, nome dado pelas estâncias termais ao longo do caminho. O roteiro começa em uma das cidades mais importantes do Sul do Chile, Villarrica, distante 82 quilômetros de Temuco, a Capital da Araucanía. Caracterizada por sua cultura, marcada tanto pelo tempo da conquista espanhola, como pela raça Mapuche, tornou-se um dos lugares de grande interesse turístico.

A partir de Vilarrica percorre-se a margem Sul do Lago Villarrica ou Mallolafquen, até a cidade de Pucón, com diferentes ofertas turísticas. Lá, inicia-se o trajeto para a Rota Internacional passo Mamuil Malal, que fica a uma altitude de 1.207 mil metros acima do nível do mar, perto da cidade de Curarrehue. Depois, é preciso virar no Km 17 para a cidade de Coñaripe, localizada na Região dos Rios, passando pelo belo Parque Nacional Villarrica, caracterizado por vulcões, florestas, cavernas, rios e lagos, com vastas florestas de pinho e carvalho. Na área, existe uma fauna diversificada, destacando pumas, raposas, cervos, gambás e “macaquinhos da montanha”, uma das três espécies de marsupiais que existem no Chile.

Neste trajeto, o visitante encontra três lindas cachoeiras. A primeira é a Cachoeira Palguín, que provoca nuvens de vapor da água, caindo logo em um barranco profundo, rodeado por árvores com mais de 70 metros de altura e cercada por vegetação nativa exuberante. Mais adiante, está o Salto de La China, com mais de 75 metros de altura e queda contínua, tornando-a mais alta na área. A outra é a Cascata Leão, com mais de 70 metros de altura, dos quais 60 metros são de queda contínua, caindo sobre uma rocha, onde, em uma cratera, a água “descansa” para depois continuar e cair por mais 10 metros. Ponto adicional de grande atrativo é a geleira Pichillancahue, localizada nas encostas do Vulcão Villarrica. Com 17,3km2 de gelo, ela é coberta com material de erupções vulcânicas, por isso apresenta uma cor preta muito particular.

A partir de Vilarrica percorre-se a margem Sul do Lago Villarrica ou Mallolafquen, até a cidade de Pucón

Águas a 80ºC
Por esta via, os visitantes encontrarão as Termas de Palguín, que tem uma piscina exterior com fontes termais entre os 36°C e os 52°C, localizada num ambiente natural, no sopé do Vulcão Villarrica; e as Termas Geométricas, cujas águas fluem naturalmente a 80°C de temperatura, no meio das florestas nativas do Parque Nacional Villarrica, onde os visitantes podem nadar em 20 piscinas. Mais adiante, estão as Termas Vergara, localizadas em um belo lugar para desfrutar de um dia de lazer e relaxamento, em suas cinco piscinas com diferentes temperaturas e um tobogã de 20 metros.

Depois de tanto relaxamento, e continuando por este caminho, chega-se à cidade de Coñaripe, centro turístico ligado às atividades de Verão no Lago Cafaquén, de águas verde-azuladas, cujas costas possuem vegetação nativa e areia vulcânica. A partir daí se avança para o Sudoeste, chegando à cidade de Lican Ray, pitoresco balneário do Lago Calafquen, que em Mapuche significa “flor entre as pedras”. O litoral Norte de Lican Ray tem uma longa praia de areia preta e jardins cobertos de flores. A cidade em si é pequena e está organizada em torno da sua única rua pavimentada, a Avenida General Urrutia, que tem a maioria das cabanas, restaurantes, cafés e mercados de artesanato. Na baixa estação, Ray Lican fica praticamente fechada.

A etapa final do circuito corresponde à secção Lican Ray – Villarrica, onde o visitante pode encontrar no caminho dezenas de locais com móveis de belos estilos, lojas de artesanato da região para decorar suas casas ou simplesmente para levar um presente para parentes e amigos.

Pegue a estrada
A melhor forma de conhecer os circuitos do Território Andino/Lacustre é alugar um carro em Temuco, a capital da Araucanía, escolher um roteiro e sair dirigindo, sem presa. Antes de sair pelas estradas da região, é importante consultar as condições das rodovias com a polícia chilena, com o serviço de atendimento ao turista ou com a Corporación Nacional Forestal de Chile (Conaf).

Fonte: Jaime Bórquez Assessoria

  
  

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