Começa temporada de observação de baleias jubarte na Bahia

O turismo de natureza é a segunda modalidade mais procurada por estrangeiros no país

  
  

Começa este mês a temporada de observação da baleia Jubarte na costa da Bahia. É entre os meses de julho e novembro que cerca de 15 mil desses mamíferos marinhos vêm da Antártida para o litoral brasileiro a fim de se reproduzirem e acasalarem, um ritual da natureza que se transformou em uma grande atração turística. O principal berço fica no Parque Nacional dos Abrolhos, que em 2014 recebeu 4 mil turistas.

O turismo de natureza é a segunda modalidade mais procurada por estrangeiros no país, com 19% da preferência, segundo estudo do Ministério do Turismo.

Somente em 2014, os parques nacionais receberam quase 6,6 milhões de turistas, 10,8% a mais do que no ano anterior. O vasto e competitivo potencial para o turismo de natureza, aliás, é uma das pautas estratégicas do MTur.

A estruturação dessas unidades de conservação e o aumento da visitação a essas áreas estão entre as prioridades do Plano Nacional do Turismo (PNT).

De acordo com o ministro do Turismo, Henrique Alves, o turismo é uma forma eficiente de proteger o patrimônio natural do país. “O Brasil é a nação mais competitiva do mundo em recursos naturais. O turismo, portanto, é um aliado da preservação: quanto mais se aprecia, mais se cuida e preserva, e mais se gera renda, riqueza, empregos e boas experiências de turismo no país”, diz.

Abrolhos:

Por se tratar de uma área de conservação, as regras são rígidas para a chegada em Abrolhos. A porta de entrada é o município de Caravelas e as embarcações levam cerca de três horas para chegar ao arquipélago. A cerca de 70km da costa estão as ilhas vulcânicas Redonda, Siriba, Guarita, Sueste e o Recife dos Timbebas.

O desembarque só é permitido na ilha Siriba, onde também é possível fazer trilha e observar aves. A riqueza biológica do parque de Abrolhos é tamanha que, nos anos 1830, a região foi objeto de pesquisa do cientista Charles Darwin, criador da teoria da evolução das espécies.

Com o fim da caça e o aumento da população das baleias, cada vez mais é possível avistá-las em diferentes pontos da costa baiana. Hoje, empresas especializadas oferecem esse tipo de turismo em quase todo o litoral do estado.

Nesta época, as baleias costumam ficar em águas rasas, bem próximas da costa, a fim de proteger os filhotes de predadores. Isso facilita a aproximação e observação.

Sérgio Cipolotti, do Projeto Baleia Jubarte, afirma que desde que feito de maneira responsável, esse tipo de turismo ajuda a viabilizar economicamente a preservação desses gigantes marinhos.

“O Projeto Baleia Jubarte incentiva o turismo de observação, por entender que ele ajuda a viabilizar economicamente a preservação da espécie”, diz Cipolotti.

Em média, os filhotes medem quatro metros e pesam 1,5 tonelada. Já os adultos chegam a 16 metros de comprimento e 40 toneladas, o que equivale ao peso de oito elefantes juntos. Além de se admirar com a beleza e tamanho das baleias, os turistas podem ver acrobacias e saltos nos quais as baleias chegam a expor até dois terços do corpo.

A fim de não prejudicar o ecossistema, entretanto, é fundamental conscientizar os turistas sobre o equilíbrio ecológico na região e sobre a importância de respeitar os animais. Por isso, o passeio deve ser feito por meio da contratação de operadoras capacitadas em lidar com a espécie marinha.

Também é preciso seguir regras como: não aproximar o barco a menos de 100 metros das baleias; desligar as hélices do barco durante o período de observação; não permanecer mais de 30 minutos próximo às baleias e respeitar o limite de velocidade.

As embarcações devem ter sempre um biólogo a bordo que, além de coletar informações para pesquisas, ajuda a orientar os turistas e tripulantes.

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Fonte: MTur

  
  

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