Cúpula de Ecoturismo: que resultados esperar

A Organização das Nações Unidas declararou 2002 como o Ano Internacional do Ecoturismo. A Organização Mundial de Turismo (OMT) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estão liderando a organização de atividades para esse evento, que ac

  
  

A Organização das Nações Unidas declararou 2002 como o Ano Internacional do Ecoturismo. A Organização Mundial de Turismo (OMT) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estão liderando a organização de atividades para esse evento, que acontece em Québec, no Canadá, de 19 a 22 de maio, em nível internacional. A declaração da ONU é um testemunho da importância crescente do ecoturismo, não só como um setor de grande potencial para o desenvolvimento econômico - especialmente em lugares remotos onde existem poucas possibilidades - mas também como um poderoso instrumento para a conservação do ambiente natural, desde que seja adequadamente planejado, desenvolvido e manejado.

Vários esforços para entender melhor as implicações do ecoturismo, assim como para melhorar a técnica de seu planejamento, gestão e marketing vêm sendo conduzidos em diferentes partes do planeta por diversas organizações internacionais, agências de governo, empresas de ecoturismo e praticantes, ONGs e pesquisadores. No entanto, não houve até o momento um esforço realmente abrangente para disseminar os resultados alcançados, ou para integrar esses resultados de modo a se produzir a sinergia necessária para garantir que o ecoturismo realmente irá gerar os benefícios econômicos, sociais e ambientais que dele se espera.

Entre as várias atividades realizadas em nível global, nacional e local no âmbito do Ano Internacional do Ecoturismo, a Cúpula almeja ser um marco. Seus objetivos globais e seu espírito estão alinhados com a filosofia da Organização das Nações Unidas no campo do desenvolvimento sustentável, e mais particularmente, com os Princípios para Implementação do Turismo Sustentável do PNUMA. Similarmente, a Cúpula deverá ser inspirada pelo Código Global da Ética no Turismo, aprovado por consenso por todos os Países Membros da OMT, em outubro de 1999. As conclusões e recomendações da Cúpula deverão ser comunicadas à Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (também conhecida como Rio+10), a ser realizada em Johanesburgo, na África do Sul, em setembro de 2002.

De acordo com Klaus Toepfer, Sub-secretário Geral das Nações Unidas e Diretor Executivo do PNUMA, se for adequadamente administrado, o ecoturismo poderá ser uma ferramenta inestimável para o financiamento da proteção de locais ecologicamente sensíveis e para o desenvolvimento de populações que vivem em suas vizinhanças. Espera-se que a Cúpula Mundial sobre Ecoturismo seja a maior reunião de todos os segmentos envolvidos ou afetados pela questão. Esse será o evento-chave para o Ano Internacional do Ecoturismo em 2002. Para nos assegurarmos que o ecoturismo seguirá um caminho verdadeiramente sustentável será necessária a intensa cooperação - e parcerias - entre a indústria turística, governos, moradores locais, além dos próprios turistas. A Cúpula Mundial sobre Ecoturismo será o fórum onde ocorrerá esse importante diálogo entre parceiros. Essa reunião será abrigada pela Comissão Canadense de Turismo e por Tourisme Quebec.

Os objetivos da Cúpula de Quebec serão:
Propiciar uma ampla revisão do potencial de contribuição do ecoturismo ao desenvolvimento sustentável;

Propiciar a troca de informações sobre as boas práticas e as lições aprendidas pelo planejamento, desenvolvimento, gestão e marketing do turismo sustentável;

Avançar no conhecimento dos impactos sociais, econômicos e ambientais do ecoturismo;

Avaliar a eficácia de mecanismos regulatórios e esquemas de voluntariado para o monitoramento e o controle dos impactos do ecoturismo;

Revisar as experiências e lições aprendidas com a participação das comunidades locais e dos povos indígenas nos projetos e negócios de ecoturismo;

Ampliar a capacidade de governos, do setor privado e das ONGs para usarem efetivamente o ecoturismo como uma ferramenta para atingir o desenvolvimento sustentável e a conservação dos recursos naturais;

Encontrar meios de estimular um comportamento mais responsável por parte de todos que atuam no campo do ecoturismo, incluindo pessoas do setor público, empresários e seus empregados, além dos próprios turistas;

Definir novas áreas de colaboração internacional e interinstitucional com vistas a colaborar para o desenvolvimento e gestão sustentáveis do ecoturismo em todo o mundo;

Preparar uma Declaração de Québec sobre Ecoturismo e elaborar um conjunto de conclusões e recomendações para o planejamento, desenvolvimento, gestão, marketing e monitoramento de atividades ecoturísticas, com vistas a garantir sua sustentabilidade a longo prazo.

  
  

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