Desbrave as belezas da Serra dos Órgãos

Com altitudes que chegam até 2300m, na região pode-se cavalgar, observar aves, caminhar pelas trilhas, tomar banhos de cachoeira, sobrevoar de parapente e, se sobrar fôlego, desbravar um dos melhores pontos de escalada do país

  
  
No relevo acidentado, com altitudes que variam de 80 a cerca de 2.300 metros

No século 19, incomodada com as altas temperaturas do verão carioca, a corte de Dom Pedro II escolheu Petrópolis para erguer um palácio. O que atraía o monarca, além da temperatura amena, era também a paisagem: um mar de montanhas pontudas que, vistas de longe, mais pareciam os tubos de um órgão. Daí o nome: Serra dos Órgãos. Hoje, passado o tempo do Império, o que atrai os entusiastas do ecoturismo e do turismo de aventura para cá são essas mesmas montanhas, mas de um modo completamente diferente.

No relevo acidentado, com altitudes que variam de 80 a cerca de 2.300 metros, pode-se cavalgar, observar aves, caminhar pelas trilhas, tomar banhos de cachoeira, sobrevoar de parapente e, se sobrar fôlego, desbravar alguns dos melhores pontos de escalada do Brasil. Tudo isso no meio de uma Mata Atlântica virgem, repleta de espécies raras e berço dos mananciais que dão origem ao Rio Paraíba do Sul e à Baía de Guanabara. Um tesouro muito bem protegido pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Para relaxar e recobrar as energias depois de tanta aventura, sempre é bom lembrar que Petrópolis e Teresópolis, as principais cidades serranas, têm dezenas de pousadas charmosas e restaurantes renomados. Só eles já são razão suficiente para tirar muitos cariocas da capital fluminense nos finais de semana ou durante o inverno. Afinal, a Serra dos Órgãos está a menos de duas horas de viagem do Rio de Janeiro.

Acessibilidade
O melhor é conversar com as operadoras para verificar se estão capacitadas a atender pessoas com mobilidade reduzida ou outras deficiências. No Parque Nacional, a partir da sede de Teresópolis, uma trilha adaptada circular de 8 quilômetros aproxima cadeirantes da vegetação nativa e de belos mirantes.

Turismo Responsável
A administração do parque tem promovido programas de educação ambiental com exposições, jogos educativos, além de conversas com a comunidade. Na região, pesquisadores estão envolvidos no mapeamento e na conservação de animais em extinção. Ainda assim, há problemas com o lixo deixado pelos visitantes nas áreas de proteção ambiental e com a extração de espécies nativas.

Viajar com Crianças
Na região serrana, diversas operadoras oferecem circuitos fechados para crianças, que incluem arvorismo, parede de escalada e tirolesa. Algumas pousadas nos arredores de Itaipava também têm atividades como rapel, escalada e trilhas de curta duração, ideais para a garotada. O cachoeirismo na Queda do Véu da Noiva aceita crianças a partir de 10 anos. Entre as atrações do centro histórico, o Museu Imperial tem um detalhe que costuma agradar as crianças: para andar nos corredores sem estragar o piso, é preciso usar chinelinhos fornecidos pelo Museu. Em todos os casos, consulte as operadoras de turismo de aventura a respeito das atividades que os pequenos podem realizar.

Como Chegar
De avião: os aeroportos mais próximos das duas cidades são o Galeão e o Santos Dumont, ambos no Rio de Janeiro. Outra opção é o aeroporto doméstico de Juiz de Fora.

De ônibus: há ônibus para Petrópolis e Teresópolis partindo do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Belo Horizonte.

De carro: para ir a Petrópolis, quem parte do Rio de Janeiro deve pegar a BR-040. A cidade está a 65 quilômetros da capital. De São Paulo, pode-se seguir pela Presidente Dutra e, depois, pela BR-040. De Belo Horizonte e Juiz de Fora, o acesso também é pela BR-040. Para Teresópolis: quem sai do Rio deve pegar a BR-040 e, depois, a BR-116 (mais conhecida como Rio-Teresópolis).

Fonte: MTur

  
  

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