EBTs têm meta de qualificar mil empresas até final de maio

Desde janeiro deste ano, quando os EBTs (Escritórios Brasileiros de Turismo no exterior) do Ministério do Turismo, por meio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), adotaram o modelo de trabalho atual, tem sido promovida uma intensa visita e busca d

  
  

Desde janeiro deste ano, quando os EBTs (Escritórios Brasileiros de Turismo no exterior) do Ministério do Turismo, por meio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), adotaram o modelo de trabalho atual, tem sido promovida uma intensa visita e busca de dados das operadoras de turismo de maior faturamento nos seus nove mercados de atuação.

Trata-se da alimentação do sistema Trade Business Itelligence (TBI), um banco de dados, de uso exclusivo do órgão, que permite consolidar informações estratégicas dessas empresas com o objetivo de melhor orientar o planejamento de ações.

Nesses quatro meses, já foram totalmente qualificados 220 cadastros e outros 7.000 estão sendo trabalhados, de uma base de 23 mil contatos. A meta é, até o final de maio, alcançar mil qualificações, mais de 100 por mercado.

“Estamos construindo um banco de dados que organiza a informação, identificando oportunidades, assim como ameaças, para não se perder o momento de agir decisivamente”, conta Ronnie Schroeder, diretor de Turismo de Lazer e Incentivo da Embratur.

Tudo é montado de acordo com o Plano Aquarela, Marketing Turístico Internacional, que vem orientando a promoção do Brasil no exterior. Na prática, o processo implica na sistematização de dados: contatos da operadora e de seus tomadores de decisão; se comercializa (ou não) o Brasil e por qual razão; em caso afirmativo, quais destinos vende e quanto disponibiliza de seu faturamento a essa operação; em caso negativo, quais dificultadores aponta; que outros países competidores do Brasíl são oferecidos em seus catálogos; dentre outras informações estratégicas.

A agência de marketing promocional Mark Up, vencedora da licitação para instalação do novo modelo, é responsável pela construção do TBI. Com expertise em gestão e planejamento estratégico, a agência está desenvolvendo o sistema de acordo com as necessidades do segmento de turismo. Assim, o TBI foi criado, e vem sendo atualizado, a partir de um sistema maior, o Cadastro do Turismo Internacional (CTI).

Esse cadastro contém dados gerais de contatos feitos em feiras, seminários, treinamentos, coletivas de imprensa etc. E também por meio do Brasilnetwork, o portal da Embratur voltado para profissionais estrangeiros.

A partir do CTI são identificadas as maiores operadoras, o que invariavelmente se desdobra em uma aproximação planejada do Escritório junto a essas empresas para qualificar a informação que deve ser inserida no TBI. São realizadas, então, reuniões no EBT ou visitas do consultor à companhia. As visitas são identificadas em três níveis: prospecção (quando Brasil não é comercializado); ampliação (tentativa de diversificar a oferta de Brasil); e retenção (trabalho de conter o avanço da venda de competidores sobre o Brasil).

“É um instrumento que qualifica o relacionamento com o trade e inspira confiança. Creio que essa será uma base consistente para novas ações de planejamento estratégico e orientação mercadológica, pelo fato de passarmos a conhecer bem os players”, comenta Schroeder.

Nessa nova fase, o apoio aos Estados também tem sido outro grande foco dos Escritórios. Para se ter uma idéia, apenas entre março e abril, foram realizados eventos de Goiás, Brasília (DF), Alagoas e Sergipe em Portugal e na Espanha. E de Búzios (RJ) no Reino Unido. Outra novidade tem sido a agenda aberta que os consultores cumprem quando estão no Brasil, uma vez que no novo modelo eles permanecem 45 dias em seus mercados e dez em Brasília.

A primeira experiência ocorreu nos dias 18 e 19 de abril. A consultora na Itália, Liane Galina, por exemplo, atendeu a secretaria de Turismo do Distrito Federal, que estuda realizar alguma ação no país por ocasião dos 100 anos de Oscar Niemeyer.

Os Escritórios estão presentes em Portugal (sede em Lisboa), Espanha (Madri), Reino Unido e Benelux (Londres), França (Paris), Itália (Milão), Alemanha (Frankfurt), Estados Unidos (Nova York), Japão (Tóquio) e América do Sul (Brasília). Sendo que o japonês funciona em parceria com a JICA (sigla em inglês para Agência de Cooperação Internacional do Japão) e o sul-americano conta com apoio das embaixadas brasileiras nos países.

Mudança :

O EBT norte-americano tem novo executivo. Ao lado de Miguel Jerônimo, Clovis Casemiro chega para substituir Veridiana Lisboa. Pelo tamanho e potencial de crescimento para o Brasil, os Estados Unidos são o único mercado que conta com dois consultores - responsáveis também pelo Canadá.

Casemiro possui mais de 27 anos de experiência no turismo, entre agências de viagens e hotelaria, especialmente em departamentos de Vendas e Administração. Fluente em Inglês e Espanhol, vem da rede CVC. Na hotelaria, já passou pelas cadeias Caesar Park, Othon e Sheraton, entre outras, e foi diretor-comercial da ABIH-CE (Associação Brasileira da Indústria Hoteleira).

Tem bom trâmite no trade estrangeiro e histórico de participações em eventos internacionais de turismo, como feiras e workshops. Entre 1998 e 2002 foi diretor da IGLTA (International Gay and Lesbian Travel Association).

Fonte: Embratur

Del Valle Editoria
Contato: vininha@vininha.com

  
  

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