Ecoturismo - desenvolvendo e acompanhando uma indústria internacional

A Cúpula Mundial de Ecoturismo, que se realizou na cidade de Quebéc, no Canadá, entrou no seu último dia de evento congregando mil e cem participantes de 130 países. As discussões do primeiro dia ocorreram em torno das principais questões que envolvem o d

  
  

A Cúpula Mundial de Ecoturismo, que se realizou na cidade de Quebéc, no Canadá, entrou no seu último dia de evento congregando mil e cem participantes de 130 países. As discussões do primeiro dia ocorreram em torno das principais questões que envolvem o desenvolvimento do ecoturismo: a atividade apresenta grande potencial para o crescimento econômico, ao mesmo tempo que demanda proteção para nosso patrimônio natural e cultural. As conclusões do primeiro dia convergem para a percepção geral de que é essencial esclarecer esses conceitos e estabelecer seus limites, para que se possa desfrutar ao máximo dos benefícios que o ecoturismo pode propiciar.

O Secretário Geral Francesco Frangialli afirmou que “o desenvolvimento sustentável do ecoturismo está na encruzilhada de uma preocupação econômica com três vertentes: econômica - estimulando a atividade e reduzindo a pobreza; social - criando oportunidades de trabalho para os mais desfavorecidos; e ambiental - provendo os recursos financeiros necessários para se proteger os recursos naturais e culturais que atraem os ecoturistas. Todos os envolvidos devem trabalhar conjuntamente para atingir os objetivos dessas três importantes áreas”.

As apresentações das conclusões das 20 reuniões regionais preparatórias, que ocorreram durante 2001 e 2002 em todos os continentes do planeta, confluiram para o entendimento que, seja qual for o destino, seja para regiões montanhosas, ilhas exóticas, paraísos tropicais, países ricos ou pobres, o ecoturismo deve ser desenvolvido com objetivos de sustentabilidade. Deverá ser bem planejado e políticas específicas deverão ser recomendadas às diferentes instituições de governo envolvidas em cada caso.

Também foram discutidos o compartilhamento das responsabilidades e dos benefícios do ecoturismo para assegurarmos que tanto as iniciativas de governo como as do setor privado contribuirão para reduzir a pobreza e proteger a rica herança natural e cultural de todos os países. “Muitos projetos de ecoturismo nascem de um ato passional”, disse Neil Hartling, do sub-comitê de Outdoor Experience da Comissão de Turismo Canadense, que fez uma palestra. “No entanto, sempre esquecemos que a equação custo / benefício é essencial para a sobrevivência dessas iniciativas. Ações que promovem o envolvimento dos moradores das localidades, parcerias fortes entre todos os envolvidos, além da educação do turista, deverão trabalhar juntas para assegurar o desenvolvimento sustentável do ecoturismo”.

A Cúpula Mundial de Ecoturismo também foi um fórum para os participantes compartilharem a visão comum de um conjunto amplo de atividades que vêm sendo denominadas de “melhores práticas”. As principais organizações internacionais e muitas organizações nacionais já têm seus “guias ou manuais das melhores práticas” que informam e educam os turistas sobre a necessidade de respeitarmos o meio ambiente das localidades visitadas, suas comunidades, e sobre os melhores meios de obter o máximo da sua experiência ecoturística. Na manhã de ontem, a Comissão de Turismo do Canadá (CTC) lançou a publicação “Best Practices in Natural Heritage Collaborations: Parks and Outdoor Tourism Operators”. O documento delineia os princípios básicos de gestão e comunicação utilizados para garantir o sucesso dos parques nacionais do Canadá.

Na ultima terça (21), os delegados presentes ao evento iniciaram a preparação da Declaração de Ecoturismo da Cidade de Québec, baseada nos quatro temas do encontro: políticas e planejamento; regulação; desenvolvimento de produtos, marketing e promoção; acompanhando e controlando custos e benefícios do ecoturismo.

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Fonte: Assessoria de Imprensa

  
  

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