EcoViagem participa do III Encontro de Ecoturismo do SENAC: `Qual é o papel da mídia no ecoturismo?`

Por: Karina Miotto Ecoturismo e profissionalismo: responsabilidade na prática, foi tema do III Encontro Senac de Ecoturismo que aconteceu na sexta (18) na unidade do Sesc da avenida Paulista, em São Paulo. Sete palestrantes estiveram presentes no debat

  
  

Por: Karina Miotto

Ecoturismo e profissionalismo: responsabilidade na prática, foi tema do III Encontro Senac de Ecoturismo que aconteceu na sexta (18) na unidade do Sesc da avenida Paulista, em São Paulo. Sete palestrantes estiveram presentes no debate, entre eles as jornalistas Adriana Moreira e Ana Paula Brasil. Yary Nascimento foi quem representou o Portal EcoViagem.

O objetivo do encontro era discutir o papel da mídia na divulgação de notícias voltadas ao ecoturismo. Adriana Moreira é repórter do jornal O Estado de S. Paulo e afirma que ainda falta espaço na imprensa para a divulgação de assuntos na área. Ana Paula Brasil, da Band Sports e ex-editora da revista Adventure, concorda com Adriana. Diz que falta mais espaço na mídia e especialização de jornalistas que entendam profundamente do assunto. “Você só protege o que ama e só escreve sobre o que conhece”, diz.

Apesar disso e da correria por que passam muitas redações, Adriana diz que existe, sim, preocupação com o que é divulgado. Afinal de contas, o leitor, o ouvinte e o telespectador devem ser vistos como cidadãos e não apenas como turistas em potencial.

Uma questão que causou discussão durante a palestra foi até que ponto lugares muito bonitos, inexplorados e pouco conhecidos devem ser divulgados. “Às vezes a gente quer mostrar um lugar, mas não quer que as pessoas apareçam. Não divulgo locais que não estão apropriados para receber turistas”, afirma Ana Paula. Já para Adriana, é preciso falar de lugares maravilhosos para que as pessoas saibam como preservá-lo. “Outra coisa que podemos e devemos fazer é cobrar do governo para que projetos saiam do papel”, pois também faz parte da função do jornalista denunciar agressões contra o meio ambiente e ações a favor do turismo responsável.

Outra discussão acalorada envolveu a ética da profissão. Muitos veículos de comunicação recebem convites de diversas operadoras para que seus jornalistas possam viajar gratuitamente. “Engana-se quem pensa que só porque pagam tudo, não podemos criticar”, afirma Adriana. E Ana Paula completa: “Aceitar convite não é igual a dar a matéria” – palavra de quem já desistiu de uma reportagem no meio de uma viagem quando viu que o guia jogava bituca de cigarro na mata em pleno trekking.

Se existe algo em comum entre esses profissionais, é que estão todos engajados na causa ambiental e ecoturística. “Divulgar o ecoturismo, para mim e para o Marcelo Maestrelli, diretor do Portal EcoViagem, é uma filosofia de vida”.

A divulgação precisa ser feita com cuidado e responsabilidade. O jornalista deve ser imparcial e ter bom senso na hora de noticiar lugares e agências de viagem – deve-se tomar todo cuidado com as picaretas, aquelas que se dizem preocupadas com turismo responsável, mas que na prática estão bem longe disso.

Para terminar, as palavras de Claudia Correia de Almeida Moraes, coordenadora do curso de Pós-Graduação em Ecoturismo do Senac-SP, ditas nos minutos finais do debate: “Precisamos lembrar que a mídia é importante, sim, mas não é o único meio responsável pela educação ambiental”. Cuidar do meio ambiente e promover o turismo responsável também é papel de agentes de viagem, operadoras e dos próprios viajantes. Seguindo a mesma trilha, a mídia deve procurar cumprir o seu papel.

  
  

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