Eduardo Coelho

Eduardo Coelho é presidente da Associação dos Atrativos Turísticos de Bonito e Região (Atratur). A entidade visa fomentar a atividade do turismo sustentável entre os donos de atrativos turísticos do município de Bonito e região. Saiba um pouco sobre essa

  
  

Eduardo Coelho é presidente da Associação dos Atrativos Turísticos de Bonito e Região (Atratur). A entidade visa fomentar a atividade do turismo sustentável entre os donos de atrativos turísticos do município de Bonito e região. Saiba um pouco sobre essa instituição que busca a sustentabilidade para os empresários e turistas de um dos destinos ecoturísticos que mais deram certo em todo o Brasil.

EcoViagem: O que é a Atratur?
Eduardo Coelho: Atratur é a Associação dos Atrativos Turísticos de Bonito e Região. Congrega os atrativos turísticos de Bonito, Jardim, Bodoquena e Miranda atualmente. A Atratur visa defender os interesses dos associados, capacitar melhor os associados e tem representação em diversos conselhos como Conselho Municipal de Turismo de Bonito (CONTUR), o Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Bonito (CONDEMA), temos uma cadeira no Conselho Estadual de Controle Ambiental (CECA), uma no Conselho da Reserva da Biosfera, outra no Conselho do Projeto Pantanal, no Conselho de Desenvolvimento da Região Sudoeste, ou seja, temos uma boa representação. Além das reuniões que são realizadas na cidade, a cada 3 meses fazemos uma reunião festiva e de trabalho que promovida em um sitio turístico. Essa reunião visa integrar os associados e trocar experiências, o associado conhecer o atrativo do concorrente fazendo com que sejamos concorrentes parceiros se ajudando e colaborando, isso tem trazido mais profissionalismo para a gente, é um trabalho muito importante, a ultima reunião em que estive foi a semana passada, reunimos com todas as agências de Bonito, para melhorar o relacionamento dos sítios com as agências elaborando uma relação construtiva, para temos uma agenda positiva de trabalho.

EcoViagem: A Atratur está na internet?
Eduardo Coelho: Sim, a Atratur tem um site que é o www.atrativosbonito.com.br, esse site não vende anúncio. O objetivo é democratizar a informação, é fazer com que o turista possa saber sobre todos os passeios que existem na região, inclusive os que não são sócios, e poder decidir o que é melhor para ele. Neste site temos também notícias, tabela de preços dos atrativos, relações de hotéis, agências. Estamos finalizando o módulo legislação e atas dos conselhos, por enquanto as atas estão sendo colocadas como notícia, mas ele vai ser um site muito bom para pesquisa de estudantes, para pessoas que querem entrar no segmento de turismo, porque vai ter toda Legislação Federal, Estadual e Municipal, essa é a nossa meta. É um site informativo.

EcoViagem: Quanto tempo existe a Atratur?
Eduardo Coelho: Existe há 6 anos aproximadamente e ele tem um departamento que é o Amigos do Mimoso, que funciona como uma ONG (Organização Não-Governamental). O objetivo é recuperar a qualidade ambiental do Rio Mimoso. Depois nós vamos ter outros departamentos, se você entrar no site da Atratur você vai ver que tem mais informações sobre os amigos do mimoso.

EcoViagem: Como surgiu a Atratur?
Eduardo Coelho: Quando foi criado o CONTUR de Bonito foi realizada uma reunião com os proprietários de atrativos de Bonito, nessa reunião eu falei: - Se a gente não tiver uma associação o representante do CONTUR vai estar falando por si próprio, nós temos que ter uma maneira institucional de reunir os sócios periodicamente para dizer ao representante do CONTUR o que nós queremos. Daí foi plantada a semente de constituir a Atratur. Então constituímos a Atratur. Os três primeiros anos ficamos só com o estatuto, passados três anos e pouco firmamos com CNPJ. Hoje estamos constituídos legalmente, tanto que conseguimos a cadeira no Conselho Estadual Ambiental que é um conselho importantíssimo do Estado, isso tudo foi conquistado através de uma disputa muito acirrada, temos também uma cadeira no Conselho Inter Estadual do Projeto Pantanal que existe em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

EcoViagem: O que de produtivo a Atratur conquistou nesses 6 anos de existência?
Eduardo Coelho: A Atratur teve um papel muito importante na organização de várias entidades de classe de Bonito, para o pessoal entender a importância de existir as entidades de classe e elas, por sua vez funcionarem. Teve um papel muito importante no encaminhamento dos diversos segmentos para a profissionalização. Recentemente nós fizemos dois cursos de primeiros socorros em que houve a participação de funcionários de sítios e também alguns guias. Nós demos condições para a realização de capacitação. Sabemos que todos os guias possuem capacitação, mas eles precisam de reciclagem e também achamos que os guias devem ter um programa permanente de capacitação em primeiros socorros. Atratur teve também um papel muito importante na conscientização e disseminação de informações sobre a melhor maneira de comprar equipamentos de primeiros socorros para os diversos atrativos. Capacitar os funcionários no aspecto de primeiros socorros para dar apoio aos guias, no caso de alguns passeios que às vezes não possuem guias como balneários, então, o próprio salva-vidas tem de fazer a parte do primeiro socorro. Na parte de profissionalização da gestão dos atrativos, inclusive com essa troca de experiências, então, a Atratur, acho que tem contribuído bastante. Agora, ela poderia fazer mais, mas como toda associação ela tem seus problemas, de participação dos sócios, de recursos. Cada sócio paga R$ 60,00 por mês, que é um valor pequeno se multiplicarmos por 25 sócios, o orçamento é pequeno, de vez em quando alguém paga uma cota extra, mas a gente vem conseguindo. A colocação do nosso site no ar foi uma ação muito importante.

EcoViagem: A Atratur é aceita pela maioria dos atrativos de Bonito e região?
Eduardo Coelho: Não são todos os atrativos que participam da Atratur, em Bonito nós temos mais ou menos uns 40 atrativos, mas tem alguns atrativos que na verdade não são atrativos, eles são operadores, por exemplo, o cara opera com quadriciclo, esse tipo de atrativo a gente não esta tentando levar ao Atratur, como passeio de bote também, a gente está tentando levar o atrativo que é proprietário de terra. Houve uma discussão para decidirmos se os botes deveriam participar da Atratur ou não, decidimos que não deveria participar, mas dissemos: - Vamos apoiar vocês. Criem uma associação de botes que vamos apoiar vocês para conquistarem uma cadeira no CONTUR. E hoje existe essa associação de bote ela tem uma cadeira no CONTUR. Os operadores de botes, a maior parte são agências, e a cabeça pensa diferente da nossa e às vezes nós temos interesses conflitantes. Os principais atrativos proprietários de terra são associados a nós, acho que 90 a 95%. Recentemente o buraco das Araras que é um atrativo bem visitado, mas que cobra pouco se associou, então, a gente vem se consolidando. Estamos também com um sócio novo que é a fazenda São Francisco, de Miranda, vamos buscar outros atrativos em Miranda também. Tenho impressão que até o final do ano nós vamos ter em torno de 30 sócios. Temos tido uma boa participação na reunião, é muito difícil a gente fazer uma reunião com menos de 14 ou 15 atrativos, considerando que muitos moram em fazenda ou estão longe, você conseguir esse número é muito bom.

EcoViagem: A Atratur tem alguma participação no sentido de fazer um conceito de preços dos atrativos, como é que isso funciona?
Eduardo Coelho: Nós já discutimos várias vezes esse assunto sobre preço. Nós procuramos padronizar a parte de comicionamento de agências para definir alguns conceitos sobre a remuneração do guia. O guia sendo um profissional bem remunerado, talvez em Bonito o guia seja mais bem remunerado em todo o Brasil, um profissional valorizado, embora a gente tenha os nossos conflitos, todas as cidades que trabalham com turismo têem conflitos. Procuramos conscientizar os atrativos que não se pode ficar aumentando os preços sem realizar melhorias de qualidade, você tem de ter qualidade no serviço, cuidar da segurança, desde o equipamento que a pessoa usa a informação que ela recebe ser realmente informação de Ecoturismo mesmo, e ter o conceito de que cada atrativo é um atrativo e que cada um tem o seu preço, não é porque fulano colocou o preço tal que você tem de colocar aquele preço, o que vai funcionar são as regras do mercado. Tradicionalmente no final do ano acontece o reajuste dos tarifários, nesse ano foi muito interessante, pois esse ano tivemos vários atrativos que não reajustaram as suas tabelas embora tivemos atrativo que fizeram um reajuste grande, outros intermediário. Os maiores reajustes foram nos atrativos que fizeram mais melhorias. Antes existia um negócio, quando um subia todo mundo subia, parecia que era combinado e nunca foi combinado, porque o mercado é livre, não pode haver combinação de preço, se você entrar no site da Atratur você consegue ver lá os preços. A Atratur também tem a atuação na área do meio ambiente, nós já fizemos visitas no IBAMA, fizemos carta pedindo para fazer um programa de recuperação das matas ciliares e recomposição das reservas legais como obrigação dos fazendeiros.

EcoViagem: Vocês tem planos de atuação para implementar essas iniciativas?
Eduardo Coelho: Sim, não é exatamente um plano, mas existe a preocupação. A Atratur conseguiu aprovar na Assembléia Legislativa a Lei 1871 que é a Lei de proteção do Rio Prata e Formoso e seus afluentes, estabeleceu uma séries de restrições, aumentou a faixa de proteção, é uma lei que vem ajudando. Essa cadeira que nós conseguimos agora no CECA ela vai ajudar muito a gente nesse sentido. Agora a gente também tem de brigar contra os órgãos de Meio Ambiente, porque hoje se precisar fazer um desmatamento a licença sai com 2 ou 3 semanas, para você licenciar um sítio turístico demora 2 ou 3 anos e um sítio turístico via de regra ele vem ajudar o meio ambiente porque o proprietário vê que ele tem que recuperar a mata ciliar, observar os corredores de fauna, ele tem de mudar alguns hábitos, ele tem de educar seus funcionários para pararem de caçar, que é uma coisa que acontece muito pouco hoje, mas ainda acontece, diminuir a quantidade de cachorro. Então, via de regra quem quer entrar no turismo e no ecoturismo tem melhorado a condição ambiental e quem desmata piora e desmatar você licencia em 3 semanas, para ajudar demora 3 anos, então a gente tem as nossas lutas, entre aspas, “contra” o pessoal do meio ambiente para conscientizar eles, para chegarem mais perto da realidade. Hoje eles estão exigindo um monitoramento dos impactos ambientais que não existe conhecimento e nem técnicos ainda que saibam fazer isso, então nós vamos discutir para que seja adiada a implantação e que seja incentivada algumas pessoas a fazerem... hoje nós temos quatro atrativos: Gruta São Miguel, Estância Mimosa, Rio da Prata e Bahia Bonita, o Aquário Natural, que estão fazendo e desenvolvendo essa metodologia, então, não dá para exigir isso de um atrativo que tem uma visitação muito pequena, ele não agüenta pagar. Tudo isso a gente discute, tem toda uma parte do meio ambiente pautada pelo bom censo, é muito amplo o campo de trabalho. Outra coisa que a Atratur faz é incentivar os associados a realizarem ações sociais, nós temos vários atrativos que estão dando apoio a um projeto de capacitação de crianças carentes que está ministrando aulas de inglês para 75 crianças, uma parte delas oriunda do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, além da aula de inglês é dado aula de postura pessoal, de higiene, esses cursos começaram há 3 meses e mudou a postura dessas crianças, futuramente vão ser guias, vão atender em agências, alguns podem até virar empresário, é um trabalho importante que esta sendo feito e conscientizar o sócio que é importante apoiar essas ações.

EcoViagem: Os atrativos de Bonito e região recebem o mesmo número de visitantes cada um?
Eduardo Coelho: Mesmo com a cidade lotada nós temos vários atrativos que estão recebendo uma quantidade pequena de turistas, por conta disso os atrativos mais tradicionais ou mais antigos sofrem uma pressão muito grande e extrapolam sua capacidade de carga. A Atratur trabalha no sentido de dar informação ao turista e de conscientizar as agências para melhorar essa distribuição de fluxo. Ao invés de um atrativo receber 120 pessoas por dia, é muito melhor que ele receba 90 pessoas e outro atrativo que recebe 5, passe a receber 30 ou 40, isso distribui melhor a renda. Agora, esse é um trabalho que não tem sido muito bem entendido, o pessoal às vezes pensa que é demagogia. Mesmo assim já vem dando algum resultado. Se a gente conseguir dar sustentabilidade econômica como grande número de atrativos nós vamos gerar mais empregos, nós vamos gerar melhoria de qualidade ambiental. Mas isso é difícil, porque toda imprensa vai lá e se concentra em mostrar as mesmas coisas, dê uma olhada nas revistas, é mais ou menos as mesmas coisas, os mesmos passeios, entre os quais, os dois que sou proprietário sempre estão em destaque. Inclusive, uma outra coisa que Atratur faz. O jornalista para poder ir aos atrativos ele tem de pedir a cortesia via Atratur, aí a Atratur entrega o kit jornalista que tem a relação de todos os atrativos, que procura fazer com que o jornalista vá ao maior número possível de passeios, em outras palavras, a nossa luta é para que todos os passeios sejam divulgados, queremos melhorar a informação do jornalismo, tanto que nós agora desenvolvemos o kit em conjunto com o CONTUR e pode ser tanto entregue pelo CONTUR quanto pela Atratur. O que queremos é que o jornalista receba uma informação adequada e com isso melhoremos a qualidade das reportagens, não só falar sobre o que existe na cidade de Bonito, mas sobre os outros atrativos também.

EcoViagem: A questão de alguns atrativos não receberem um bom número de visitantes não é devido a distância em que estão de Bonito?
Eduardo Coelho: A distância é um fator, mas são vários os fatores como a qualidade do recurso natural, a capacidade de gestão que o proprietário atrativo tem. A gestão do atrativo é muito complexa, você tem de se relacionar com o meio ambiente, com os guias, as agências, os órgão públicos, com os funcionários, então é multidisciplinar. É muito comum a pessoa abrir um atrativo e não conseguir se relacionar adequadamente com os agentes de vendas, e mesmo com os guias, ele não entende como funciona a cabeça dessas pessoas, que são parcerias. Às vezes o atrativo não faz a divulgação de maneira adequada, a divulgação espontânea e a imprensa às vezes não sai bem. É muito comum o dono do atrativo não saber esperar passar pela fase pré-operacional, porque a propaganda boca a boca é uma das mais importantes no ecoturismo. Precisa começar a vir turista para falar um para o outro. É natural que tenha um crescimento lento, mais o volume de turista pequeno nos dois primeiros anos, principalmente num destino que tem um monte de atrativos já consolidados. Muitas vezes o dono do atrativo não sabe esperar essa fase e ele começa a achar que os agentes estão sacaneando. Então ele começa a brigar falar mau e isso que faz ele não decolar. Isso é uma coisa que nós da Atratur procuramos passar para quem esta entrando no mercado: - Olha, tenha muita paciência nos dois primeiros anos. Não briguem. O mercado funciona assim. Mas em alguns momentos algumas pessoas acham que você esta falando tudo para desmotivar. Não sei se isso é só aqui no Brasil ou lá fora também é assim, mas as pessoas tem muito espírito “armado” achando que você esta dando uma informação errada, que você tem objetivo contra. Outra coisa, os atrativos recebem muito os estudantes das escolas de Bonito e da região também em prol da educação ambiental com cortesia, muitas vezes inclusive a refeição de cortesia, então é um trabalho que vem de muitos anos para cá e vem funcionando.

EcoViagem: Você conhece algum outro pólo no Brasil que tenha padrões como o de Bonito e região?
Eduardo Coelho: Comecei no Turismo em torno de oito anos atrás com o Rio da Prata, e há uns três montei a Mimosa, então nesse trabalho de implantação não deu tempo de viajar. Estive sempre muito antenado observando na televisão, nos canais específicos, pesquisando na internet, lendo bastante revistas, jornais etc. A gente esteve meio fechado na nossa realidade. No ano passado eu fui até Brotas e voltei extremamente decepcionado, porque Brotas aparece na imprensa também como um destino organizado, só vi organizado a operação de rafting que até achei que tinha muitas coisas boas, como também tem seus problemas, como nós temos lá, é impossível não ter problemas numa atividade que está crescendo. A visitação de cachoeiras sem guias, lixo nas trilhas, os preços irrisórios cobrados por donos de atrativos, falta de capacitação e investimento de alguns donos de atrativos. A operação toda dominada pelos operadores. Acho que uma das características importantes de Bonito, que talvez foi fundamental para o desenvolvimento, não vamos entender como puxar a sardinha para o nosso lado, foi que os donos dos atrativos fizeram investimentos, eles acreditaram no negócio, valorizaram seus produtos. Quando entrei no mercado todos os equipamentos eram das agências, esses equipamentos eram de péssima qualidade, porque as agências normalmente não tem capital, o cara monta um negócio, começa como guia e aí vira agência e ele vai desenvolvendo e não consegue ter muito capital. O Rio da Prata foi o primeiro passeio de Bonito que colocou máscara própria, roupa de neoprene e posteriormente bota de neoprene e aí começou a cobrar preços melhores, e começou a se capitalizar reinvestir os recursos e ir melhorando. Acho que um dos grandes motivos em que Bonito desenvolveu é que houve investimentos nos atrativos e que teve as turmas de guias capacitadas pela Universidade Federal, curso da Embratur, que foi um curso de excelente qualidade. Acho que esses foram os dois fatos mais importantes. Preciso viajar aprender mais, a gente quer fazer um hotel de pequeno porte lá no Rio da Prata, não sei se de 16 ou 20 unidades habitacionais, dentro do espírito do turista visitar vários atrativos, não é para ficar lá dentro não, é para ele fazer vários passeios da região. Vi que Foz do Iguaçu está se desenvolvendo, eles estão melhorando, tiraram os veículos de dentro do Parque, fui também no ano passado em Campos do Jordão e também senti muito fraco o ecoturismo por lá. O ecoturismo ainda é uma coisa nascente no Brasil, talvez a gente vá ter mais evolução em Fernando de Noronha, Bonito, talvez agora na Chapada Diamantina, alguma coisa ali em Goiás, Pirenópolis, começando a engatilhar, mas a atividade vai ser fortíssima, vai ser muito, muito forte e daqui a uns cinco ou dez anos.

EcoViagem: Para terminar gostaria de deixar aberto para que você dissesse algo que não foi perguntado?
Eduardo Coelho: Acho que o Portal Ecoviagem é fundamental para o desenvolvimento do ecoturismo no Brasil eu acredito que, se ele já não é a principal mídia do segmento, ele vai ser, vocês estão fazendo um trabalho com muito nível.

  
  

Publicado por em