Festival de Ecoturismo de Boiçucanga - Adrenalina no ar, na terra e no mar

Programação radical do Festival de Ecoturismo de Boiçucanga é um convite para descer a serra no inverno. O dia ensolarado na Praia de Boiçucanga, em São Sebastião, é um convite. Não, n&ati

  
  

Programação radical do Festival de Ecoturismo de Boiçucanga é um convite para descer a serra no inverno.

O dia ensolarado na Praia de Boiçucanga, em São Sebastião, é um convite. Não, não é para se estirar na areia tentando conseguir um bronzeado durante o inverno, mas para aproveitar o Festival de Ecoturismo, que ocorre até o fim do mês. Vôos de parapente, passeios de canoa havaiana e trilhas por cachoeiras são algumas das atrações programadas - há eventos diários.

A iniciativa surgiu da união dos comerciantes da vila em parceria com a Associação dos Monitores de Ecoturismo de São Sebastião (Amess). ''''Maresias, por exemplo, é conhecida como a praia dos surfistas, das baladas... Mas Boiçucanga não tinha uma identidade própria'''', explica João Alves Tiradentes, da Pousada Di Mari, uma das participantes do festival.

''''As atividades promovidas durante o festival já eram realizadas. O que fizemos foi reunir todo mundo'''', diz José Antonio Duarte, idealizador do evento e dono da Pousada Canto Verde. A idéia é que o festival seja realizado anualmente.

NO AR

Há opções para todo tipo de aventureiro. Que tal ver a praia do alto num vôo de parapente, por R$ 100" A caminhada até o alto da rampa, natural, não é longa, mas íngreme. ''''O vôo aqui é bastante técnico'''', explica o instrutor Márcio Aita Júnior. Decolar pode ser a parte mais difícil para voadores de primeira viagem - no duplo, o aprendiz vai à frente do instrutor. É necessário correr para o... abismo! E deixar que a vela faça seu trabalho.

Passado o medo da decolagem, o resto é só curtição. O parapente desliza de um lado a outro, enquanto ganha altitude. Lá embaixo, é possível ver os carros que passam pela Rio-Santos e a praia à frente. Em dias claros, é possível observar as Ilhas dos Gatos e das Couves.

O vento bate no rosto, e o silêncio traz uma tranqüilidade que faz parecer que o tempo parou. O pouso ocorre na praia, sob olhares atentos de banhistas. O diretor de teatro Cainan Baldez, de 25 anos, e a namorada, Fernanda Sampaio, atriz de 26, encararam o desafio.

A decolagem de Fernanda não foi fácil: foram quatro tentativas até voar. Baldez deu mais sorte e voou logo na primeira tentativa. ''''O visual é ótimo, dá para ver as praias todas lá embaixo'''', conta. Foi a proposta do festival que atraiu a dupla para Boiçucanga. ''''Também fizemos trilha, rapel... Foi superdivertido'''', diz Fernanda.

NA TERRA

Entre mar e montanha, é possível, sim, ficar com os dois. Boiçucanga conta com uma grande área de mata atlântica preservada, com algumas opções de trilhas. A mais procurada é a das cachoeiras, com aproximadamente 4 quilômetros (ida e volta).

Segundo o monitor de trilhas Gilberto Soares, o Giba, historicamente Boiçucanga ficava em uma área de conflitos dos índios tupiniquins, do litoral sul do Estado, e tupinambás, do norte. E algumas das trilhas usadas hoje - embora bastante modificadas - foram feitas pelas tribos. A das cachoeiras tem alguma dificuldade, mas nada que exija do turista um porte atlético. No caminho, há três cachoeiras. A da Pedra Lisa, primeira e mais bonita, tem um trecho de corredeiras que proporcionam uma verdadeira hidromassagem.

Na Samambaia-Açu, segunda a ser alcançada, dá para praticar cascading (rapel na cachoeira). Segundo o monitor Leandro Saadi Sampaio, não é necessário experiência. ''''Os iniciados vão pelo meio, onde há mais água. Para os iniciantes, é melhor ir pelo cantinho'''', diz. Custa R$ 50. Já a última, da Serpente, é só para ser observada.

Filipe Santarelli, de 25 anos, e a mulher, Natália, de 20, foram passar a lua-de-mel na vila e aprovaram o passeio. ''''Gostamos de natureza e queríamos fazer algo divertido, diferente'''', conta ele. ''''Foi ótimo, muito bonito mesmo'''', afirma Natália.

NO MAR

E se o tempo ajudar, mesmo no inverno é possível navegar até as Ilhas dos Gatos e das Couves. Na Marina Canto do Rio, o passeio em uma lancha de 18 pés, com direito a marinheiro, para cinco pessoas, custa R$ 600. Para quem procura algo mais em conta, em frente à Praça da Mentira, na Barra, há pescadores que oferecem o passeio por um preço mais em conta - mas sem o mesmo serviço. Pode ser de barco ou lancha, e custa entre R$ 15 e R$ 20 por pessoa.

Outra possibilidade é remar numa canoa havaiana até a Ilha dos Gatos. Ali, o que se conta é que havia uma mansão pertencente aos Rockefellers. Com o tempo, a casa, no alto do morro, desmoronou. As ruínas estão lá, assim como o caseiro, que vive em um imóvel feito de pedras, de frente para o mar.

Festival de Ecoturismo de Boiçucanga: programação completa no site www.praiadeboicucanga.com.br.

repórter: Adriana Moreira

fonte: Portal Estadão

  
  

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