Funasa alerta viajante sobre o risco de febre amarela silvestre

As viagens para áreas de matas durante o período de férias e a proliferação de mosquitos, no período das chuvas de verão, são dois fatores que aumentam o risco de transmissão da febre amarela silvestre nas regiões endêmicas para a doença. Na cadeia de

  
  

As viagens para áreas de matas durante o período de férias e a proliferação de mosquitos, no período das chuvas de verão, são dois fatores que aumentam o risco de transmissão da febre amarela silvestre nas regiões endêmicas para a doença.

Na cadeia de transmissão da febre amarela silvestre, o macaco é o hospedeiro do vírus que provoca a doença. A contaminação ocorre quando um mosquito leva o vírus do macaco contaminado para o homem.

A partir de 1998, a Funasa - Fundação Nacional de Saúde, órgão executivo do Ministério da Saúde, imunizou mais de 61 milhões de pessoas contra a febre amarela silvestre. A febre amarela urbana foi erradicada no Brasil, não há casos desde 1942.

As secretarias de Saúde dos estados de Goiás e do Rio Grande do Sul informaram, recentemente, sobre a ocorrência de mortes de macacos o que pode significar a ocorrência de surtos de febre amarela entre esses primatas.

Em Goiás, no município de Rio Quente, no final de outubro, um macaco foi encontrado doente e morreu dias depois. A Fundação orientou as secretarias estadual e municipal de Saúde para que investigassem se havia casos humanos suspeitos, o que não se constatou, bem como foram vacinadas as pessoas da região que ainda não eram imunizadas.

Em novembro de 2002, foi confirmado um caso de febre amarela silvestre em um macaco guariba capturado no município de Jaguari, no noroeste do Rio Grande do Sul. Como o município não estava inserido na área de risco daquele estado, onde já foi realizada a vacinação, serão imunizados todos os moradores de Jaguari e do município contíguo de Mata, assim como as pessoas que viajarem para lá.

Além dessas regiões, a Funasa recomenda a vacinação contra a doença às pessoas que irão viajar para áreas de matas ou cachoeiras nas férias .

A mesma recomendação vale para os praticantes de pescarias em rios e lagos, esportes radicais, ou esportes da natureza, os ecoturistas.Uma extensa faixa de território brasileiro é considerada endêmica para a febre amarela silvestre.

O vírus amarílico circula nas área de matas em todos os estados das regiões Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), além do Maranhão, na região Nordeste. Uma outra área que também é considerada de risco abrange faixas territoriais de sete estados: sudoeste do Piauí e região oeste da Bahia, Minas gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul.

Recomenda-se a vacinação prévia contra a febre amarela silvestre para todos aqueles que viajarem para essas áreas. A vacina está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano, é gratuita, e deve ser aplicada 10 dias antes da viagem. A imunização vale por dez ano.

Fonte: Funasa

  
  

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