Fundação SOS Mata Atlântica inaugurou o Projeto Guararu

Por : Melina Prestes Belas paisagens no museu de percurso de Mata Atlântica Foto: Hélcio Toth A Fundação SOS Mata Atlântica inaugurou no sábado, dia 24 de janeiro, o Projeto Guararu. De cunho sócioambiental, ele trabalha no trecho da Rodovia Guaru

  
  

Por : Melina Prestes

Belas paisagens no museu de percurso de Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica inaugurou no sábado, dia 24 de janeiro, o Projeto Guararu. De cunho sócioambiental, ele trabalha no trecho da Rodovia Guarujá-Bertioga (SP-61) com o conceito de “museu permanente de percurso”.

Preservação sócioambiental da região de Guararu

Na prática, a “estrada” deixa de ser vista somente como uma passagem (um trecho entre dois pontos), e passa a ser, por si só, um roteiro turístico. A “estrada parque” agrega um valor estético com a preservação ambiental nas rodovias que trafegam pela Mata Atlântica.

Inauguração em 24 de janeiro de 2004

O conceito de “estrada parque” se assemelha a um “museu natural” – expressão cunhada na precursora, que foi na Rodovia dos Romeiros, que liga Itu a Pirapora do Bom Jesus.

O sistema da “estrada parque” foi implantado com gestão participativa, através da inclusão e integração dos vários segmentos da comunidade (proprietários de terras, marinas, condomínios particulares, pontos turísticos, comunidades tradicionais, iniciativa privada e Poder Público).

A SOS Mata Atlântica fez a ponte integrativa para a construção do benefício coletivo. Foram criados mecanismos para fomentar atividades sustentáveis – como o ecoturismo – resgate e valorização da cultura e dos patrimônios naturais, históricos e arqueológicos existentes na região.

Para haver gestão participativa foi necessário um diagnóstico social, ambiental, cultural e legal da região, por meio de pesquisas de campo e oficinas com as comunidades caiçaras, moradores antigos e lideranças comunitárias, em especial as comunidades da Prainha Branca e da Cachoeirinha – que se engajaram ativamente no processo.

O trajeto rodoviário em Guararu foi valorizado e preservado. A comunidade foi conscientizada da importância da conservação permanente e das vantagens locais na luta contra a especulação imobiliária.

Os moradores estão recuperando a auto-estima com a preservação do meio ambiente onde vivem. Está sendo resgatada a dignidade humana com o trabalho sócioambiental. Vale destacar que existe um trabalho permanente de educação ambiental, coleta seletiva de lixo e capacitação em ecoturismo, com a finalidade de proporcionar novas opções profissionais aos moradores. A coleta de materiais recicláveis está gerando renda para a comunidade local além da preservação do ecossistema de Guararu.

O presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin, salienta que o modelo da Estrada Parque Guararu pode ser multiplicado em várias regiões do país. “Fazemos com que o espaço de “ir” e “vir” passe a envolver ecoturismo, conservação, lazer, cultura, preservação ambiental e geração de renda” – declarou.

  
  

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