Investimentos em infra-estrutura atraem turistas para o Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte está em processo de recolonização. Mas, desta vez, os `invasores` não assustam a população potiguar, nome derivado dos nativos que resistiram à colonização do século XVI. Isto porque é através do turismo que investidores e turistas e

  
  

O Rio Grande do Norte está em processo de recolonização. Mas, desta vez, os `invasores` não assustam a população potiguar, nome derivado dos nativos que resistiram à colonização do século XVI. Isto porque é através do turismo que investidores e turistas europeus querem conquistar o estado.

Atrás apenas da exploração de petróleo e produção de sal, o turismo injetou na economia estadual no último ano US$ 416,7 milhões, o que representa um crescimento de 34,8% sobre 2003 (US$ 308,9 milhões). Desse total, os estrangeiros respondem por US$ 146 milhões, um resultado 68% superior o período anterior.

Segundo Francisco Soares Lima Júnior, sub-secretário de estado de Turismo e coordenador do Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste), são os investimentos em infra-estrutura que atraíram os investidores para o estado.

Desde 1994, o Prodetur liberou US$ 44 milhões para o setor público promover obras, como saneamento de municípios e reforma do Aeroporto Internacional Augusto Severo. O valor faz parte da primeira fase do projeto. Agora, estimam-se mais US$ 65 milhões para novos projetos.

A nova estrutura, segundo ele, melhorou também o nível do turista. Em 2002 o gasto médio diário do turista que visitou o estado foi de US$ 35 por dia; já em 2004, segundo as pesquisas, o gasto médio diário passou para US$ 48,82.

`Este turista é mais exigente em relação aos equipamentos e os serviços ofertados`, ressalta. `Isto, consequentemente, mexeu também com o mercado imobiliário`.

Atualmente 60% dos investimentos no mercado imobiliário são de empresas estrangeiras. Existem 70 empreendimentos em construção em todo o estado. De acordo com Lima Júnior, Natal merece destaque. Na Via Costeira, por exemplo, uma pequena Cancun potiguar com 8 km de extensão a beira mar, existem 11 hotéis. Entre eles, alguns tradicionais como Ocean Palace e Pestana Natal.

O local, porém, pode abrigar ainda outras nove unidades. `Há 15 anos, o estado fez uma licitação para concessão dos terrenos e muitos grupos ainda aguardam o momento certo para investir`.

Um exemplo disso é o espanhol Serhs, que está construindo na região um hotel, orçado em US$ 60 milhões, com 400 quartos. O grupo suíço Zenario, também aposta num empreendimento de alto luxo, com 150 quartos na Via Costeira. Estas empresas, ressalta Lima Júnior, regularmente usam recursos próprios para realizar os empreendimento.

A vinda dos grupos estrangeiros aumentou também o número de charters para a região. Em 2002 havia cinco vôos semanais da Europa com destino a Natal. Em 2004 o número de vôos passou para 14, estabelecendo ligação com Amsterdam, Milão (2), Barcelona (2), Madri, Lisboa (3), Estocolmo, Oslo, Helsinque, Tenerife e Las Palmas. Este ano, a transportadora portuguesa TAP transformou quatro vôos charters em regulares.

A promessa é que sejam diários a partir de novembro. No período devem ser iniciados também os vôos de Londres, quando a região passará a receber 21 vôos por semana vindos da Europa. `Mas a TAM ainda é a maior operadora de charters para a região`, destaca Lima Júnior.

Natal registrou em março deste ano, em relação ao mesmo mês de 2004, aumento de 23% no volume de passageiros embarcados na cidade.

Segundo a Infraero, o número de embarques saltou de cerca de 25,4 mil para 31,3 mil em um ano. Só na TAM Linhas Aéreas, por exemplo, embarcaram em março deste ano 11,4 mil passageiros, 57% mais que em 2004.

Não são apenas as empresas estrangeiras, no entanto, que apostam na região. Lima Júnior destaca, por exemplo, a companhia de aviação BRA, que possui um projeto de fazer na Via Costeira um hotel com 300 quartos. O investimento seria justificável, uma vez que a empresa tem a cidade como base de seus charters europeus. Atualmente, faz cinco vôos semanais vindos de Portugal, Itália e Espanha.

Fonte: Prodetur

  
  

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