Lagoa Misteriosa: do azul cristalino ao verde jade

Nesta época do ano, com o aumento da incidência solar, ocorre um processo de turvamento das águas do atrativo de Jardim (MS), cujas águas de tom azul cristalino passam para o verde

  
  
Processo natural de turvamento das águas e descoberta de novo tipo de vegetação são agora revelados

Nesta época do ano, com o aumento da incidência solar, ocorre um processo de turvamento das águas do atrativo de Jardim (MS), cujas águas de tom azul cristalino passam para o verde, devido a proliferação de algas. "Este é um processo natural, que ocorre desde meados da década de 70, época também em que a Lagoa Misteriosa foi descoberta, segundo informações dos antigos proprietários do local", comentou a Diretora de Sustentabilidade do Grupo Rio da Prata, Luiza Coelho.

Ainda segundo Luiza Coelho, o período de água verde, geralmente, vai do final de setembro até o início de abril, impossibilitando a realização das atividades de flutuação e batismo. "A camada de algas se concentra na superfície, atrapalhando a visibilidade para o visitante, contudo não impede a realização do mergulho certificado, ou seja, do mergulho básico e avançado, os quais vão até as profundidades de 18 a 25 metros, respectivamente", ressaltou.

Descoberto novo tipo de vegetação na Lagoa Misteriosa
Altamente preservada,a região da Serra da Bodoquena, da qual o município de Jardim (MS) faz parte, possui a maior extensão de florestas no estado do Mato Grosso do Sul, e devido às suas caraterísticas geológicas esconde rios de águas cristalinas, cachoeiras, grutas e cavernas, extensa fauna e avifauna, rica população de peixese diversidade de vegetações.

Lagoa Misteriosa

No último dia 05, Osvaldo Esterquile Jr, Engenheiro Ambiental da Lagoa Misteriosa e do Recanto Ecológico Rio da Prata, deparou-se com uma novidade encontrada no trajeto da trilha, ao redor da dolina.

Por ser uma espécie nunca vista na área, os proprietários dos atrativos solicitaram a ajuda da Dr. Vivian Ribeiro Baptista Maria, Bióloga, integrante da Equipe da empresa Bíon - Consultoria Ambiental.

De acordo com informações repassadas por ela, "trata-se de um holoparasitas de raízes (predominantemente de árvores) a maioria está presente no interior de formações florestais e, normalmente, não são perceptíveis por serem subterrâneas, a não ser durante o período reprodutivo quando suas inflorescências emergem do solo, como é o caso mostrado nas fotografias".

Dr. Vivian ressaltou aida que "pertencem a família Balanophoraceae (angiospermas muito incomuns). São todas aclorofiladas".

Esta família inclui 17 gêneros e aproximadamente 50 espécies. Destes, seis gêneros e 12 espécies são registrados para o território brasileiro.

Fonte: Portal Bonito

  
  

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