Mais de 250 operadores estrangeiros percorreram 17 Estados brasileiros

A movimentação provocada em 17 Estados brasileiros por 268 operadores de turismo de 27 países nas últimas duas semanas deve gerar ao País, pelo menos, US$ 120 milhões nos próximos anos, de acordo com levantamento realizado durante os encontros comerciais

  
  

A movimentação provocada em 17 Estados brasileiros por 268 operadores de turismo de 27 países nas últimas duas semanas deve gerar ao País, pelo menos, US$ 120 milhões nos próximos anos, de acordo com levantamento realizado durante os encontros comerciais com profissionais brasileiros no final das viagens.

Esses operadores eram participantes do projeto do Ministério do Turismo, operacionalizado pela Embratur(Instituto Brasileiros de Turismo), Caravana Brasil, que traz profissionais estrangeiros para conhecer in loco a infra-estrutura turística de destinos nacionais.

`O máximo que eu ouvia falar era do Rio e de carnaval, mas chegando aqui descobri que é um país com cultura muito vasta e povo amistoso. Definitivamente vou começar a comercializar Brasil`, garante a norte-americana Krystyne Skorka, da operadora de Illinois, Gary-Wheaton Travel, que participou da caravana para Salvador (BA).

Para o diretor de Turismo de Lazer e Incentivo da Embratur, Ronnie Schroeder, a operação alcançou e superou objetivos.

`Há relatos de operadores de diversos países que já fecharam negócios durante a própria viagem, o que resulta na ampliação e diversificação da oferta de Brasil no exterior`, diz.

Em seu terceiro ano, a Caravana Brasil assumiu um novo formato, concentrando as expedições em duas grandes saídas. `A estratégia consiste em ter grupos conhecendo simultaneamente diferentes destinos brasileiros e, ao final, reuni-los para uma apresentação geral do Brasil e um grande encontro comercial com profissionais nacionais`, explica Jurema Monteiro, gerente de Apoio à Comercialização do Instituto. Uma etapa reuniu sul-americanos, enquanto a outra foi dedicada aos demais mercados do mundo.

Na primeira saída, entre 30 de maio e 5 de junho, 66 operadores da América do Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai , sendo que esses últimos viajaram entre 06 e 10 de junho) passaram por oito Estados brasileiros (SC, PR, SP, RJ, MS, SE, AL e CE).

Já a segunda saída envolveu 202 profissionais da Europa, América do Norte e África do Sul (Alemanha, Bélgica, França, Espanha, Inglaterra, Itália, Portugal, Suécia, Holanda, Polônia, Áustria, República Tcheca, Rússia, Hungria, Grécia, Estados Unidos, México e África do Sul) em dez Estados (RS, RJ, MG, MT, BA, PE, RN, MA, PA e AM). Os consultores dos EBTs (Escritórios Brasileiros de Turismo) da EMBRATUR no exterior acompanharam viagens de seus mercados de atuação.

Negócios de milhões :

No último domingo, dia 11, no Rio de Janeiro (RJ), os operadores da segunda etapa tiveram seu encontro comercial dentro da programação do Destination Brazil Show Case, evento promovido pela BITO (Brazilian Incoming Tourism Operators). Já a reunião de negócios dos sul-americanos foi em São Paulo (SP), no dia 5, durante o 2º Salão Brasileiro de Turismo - Roteiros do Brasil. Ao todo, 109 profissionais brasileiros que trabalham o receptivo internacional participaram dessas rodadas comerciais - 78 no Rio e 31 em São Paulo.

Nas noites que antecederam essas reuniões, ambos os grupos ainda participaram de um evento de confraternização em locais de vista panorâmica: no restaurante do terraço do Edifício Itália e no Pão de Açúcar.

Levantamento da FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas) durante o Salão do Turismo, a pedido da diretoria de Estudos e Pesquisas da Embratur, revelou que, pelo menos 32 das operadoras sul-americanas esperam movimentar US$ 20 milhões em negócios com o Brasil nos próximos dois anos (as demais empresas não responderam à consulta).

A BITO, por sua vez, já estima negócios perto de US$ 100 milhões em relação aos operadores da Europa, América do Norte e África do Sul.

O presidente da Embratur, Eduardo Sanovicz, encontrou-se com os dois grupos. Com os sul-americanos, esteve acompanhado do presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), José Zuquim, e de representantes da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) e do Ministério das Relações Exteriores. Na Destination Brazil Show Case, o presidente da BITO, Roberto Dultra, recebeu com Sanovicz os operadores. Também participou o vice-presidente da Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro S.A.), José Carlos Sá.

A gerente Comercial da operadora carioca Compass, Lourdes Figueiredo, vê boas perspectivas de relação comercial: `Todos estavam com sede de informação e de conhecer os produtos. Estou confiante particularmente com os contatos feitos com russos, mercado que está despertando para o Brasil`.

A operadora russa Morozova Lolita, da Akvilon Travel, confirma a tendência: `Brasil é o meu principal e mais popular destino de América do Sul. Toda vez que venho, descubro algo novo e interessante`, diz avisando que vai incluir Paraty (RJ), um dos destinos que visitou com a caravana, no seu catálogo que já conta com Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Búzios (RJ), Foz do Iguaçu (PR) e Manaus (AM).

E se a Rússia é um novo mercado, Portugal, o principal emissor europeu de turistas para o Brasil, busca , e aprova , novidades. `É garantida a entrada do Pará em nossos programas, destino para o um cliente específico, interessado em natureza e selva`, diz Miguel Ferreira, diretor Comercial da portuguesa Convencional.

Junto com os operadores da segunda etapa, ainda participaram do evento promovido pela BITO 14 jornalistas estrangeiros de mercados europeu e norte-americano.

Histórico :

A Caravana Brasil teve início em 2003, com foco nos operadores nacionais que vendem o Brasil no exterior. Em 2004, passaram a ser atendidos os operadores estrangeiros, um por vez, a partir das indicações repassadas pelos EBTs no exterior, cruzado com informações do Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional e dos parceiros da operação. O formato foi mantido em 2005.

Neste ano também foram realizadas saídas menores, com dois grupos nacionais e dois internacionais. Para o segundo semestre ainda estão previstas outras duas grandes edições simultâneas do projeto, aproveitando a Feira das Américas, da ABAV (Associação Brasileira das Agências de Viagem), e o Festival de Turismo de Gramado (RS).

São parceiros do projeto: BITO, Braztoa, Varig, TAM, TAP, South African Airways, Air France, Iberia, Alitalia, os Bureaux de Comercialização, Infraero, FOHB (Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil), Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux e governos dos Estados e Municípios.

Fonte: Embratur

Del Valle Editoria
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