MTur participa do I Encontro Brasileiro de Geoparks

Evento discutirá a estruturação do primeiro geopark brasileiro, em Araripe/CE

  
  
O Geopark Araripe reúne achados geológicos e paleontológicos com registros que datam de 70 e 110 milhões de anos

O Ministério do Turismo (MTur) participou nesta quinta-feira (10), em Crato (CE), do “I Encontro Brasileiro do Geoparks: Construindo Novas Candidaturas”. Há três anos, a porção cearense da Bacia do Araripe, um dos principais sítios do Período Cretáceo do Mundo, foi chancelada pela Unesco como o primeiro Geopark do Brasil. Durante o evento, que foi promovido pelo Governo do Ceará, representantes do MTur apresentaram projetos para a estruturação do turismo na região, um dos requisitos exigidos pela entidade para a aprovação do título.

O encontro aconteceu no Hotel Encosta da Serra e contou com a participação de representantes das secretaria estaduais de Cultura, Ciência e Tecnologia, Turismo e Cidades, do Ministério da Integração Nacional, Conselho de Política e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Regional do Cariri (Urca), entre outros.

Durante o evento, os participantes conheceram conceitos e iniciativas do Ministério do Turismo para a roteirização e prestação de serviços turísticos. De acordo com a coordenadora de Segmentação do MTur, Sáskia Lima, um dos projetos apresentados foi o Tour da Experiência, que auxilia os empreendedores do ramo a inovarem em seus atrativos, proporcionando sensações inesquecíveis para os turistas. “O turista de hoje busca novos produtos, ele não quer apenas tirar fotos. E a diversificação da oferta será muito importante para o incremento turístico do geopark”, explica.

A perspectiva ambiental também foi um dos pontos discutidos. Na ocasião, os coordenadores do Geopark do Araripe apresentaram o projeto enviado a Unesco, a fim de contribuir para a aprovação de novas candidaturas brasileiras. A coordenadora ressalta que “a participação do Ministério do Turismo no evento é muito importante para que possamos conhecer o processo de candidatura de territórios para serem reconhecidos pela UNESCO como Geoparks, pois temos recebidos solicitações de apoio a algumas candidaturas e sabemos que o Brasil tem um imenso potencial para ter outros Geoparks instituídos.”

Atualmente, o Brasil tem seis territórios aspirantes: Campos Gerais, no Paraná, Bodoquena Pantanal, no Mato Grosso do Sul, Vale da Ribeira e Tietê, em São Paulo, Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais e Búzios, no Rio de Janeiro. A expectativa é de que as candidaturas sejam aprovadas na Conferência Global de Geoparks em 2010, na Malásia.

GEOPARK ARARIPE

O Geopark Araripe reúne achados geológicos e paleontológicos com registros que datam de 70 e 110 milhões de anos, em excepcional estado de preservação. A região possui mais de um terço de todos os registros de Pterossauros descritos no mundo, mais de 20 ordens diferentes de insetos e da única notação da interação inseto-planta.

A proposta do geopark prevê a preservação do local, transformando-o em sítio de visitação e pesquisa, com registros documentais considerados imprescindíveis à compreensão da origem, evolução e atual estrutura da Terra e da vida.

Um GeoparK é uma área com expressão territorial e limites bem definidos, com número significativo de sítios de interesse geológico com particular importância, raridade ou relevância cênica/estética, interesse histórico-cultural e riqueza em biodiversidade. Um Geopark tem três objetivos primários: Conservação, Educação e Turismo de Natureza.

Fonte: MTur

  
  

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