O crescimento que vem do céu

O Brasil vai ter em 2005 o melhor ano da história da promoção internacional no País. A indústria do Turismo mantém o ritmo e reafirma-se como um dos setores mais importantes para a geração de divisas, criação de postos de trabalho. As previsões apontam pa

  
  

O Brasil vai ter em 2005 o melhor ano da história da promoção internacional no País. A indústria do Turismo mantém o ritmo e reafirma-se como um dos setores mais importantes para a geração de divisas, criação de postos de trabalho. As previsões apontam para receitas na ordem de US$ 4 bilhões pela visitação por turistas estrangeiros.

Eles devem somar 5,4 milhões ao fim dos 12 meses. Reflexos do número aproximado de sete milhões de desembarques internacionais que devem ser registrados no acumulado de janeiro a dezembro.

Enquanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta um crescimento da economia mundial de cerca de 4%, a atividade deve experimentar uma expansão entre 5% e 6% em todo o mundo, de acordo com a OMT (Organização Mundial do Turismo). No Brasil, o crescimento deve ficar bem acima dessa média, na casa dos 15%.

Esse desempenho, fruto de planejamento, foco em promoção e presença constante nos mercados emissores, passa também pela articulação e fomento de meios para que os visitantes cheguem aos destinos brasileiros, através de conexões aéreas. E com uma tendência importante: a diversificação dos portões de entrada. Não mais apenas por aeroportos do eixo Rio-São Paulo os turistas têm desembarcado.

Hoje, por exemplo, a maioria das capitais da região nordeste já possui ligações diretas com a Europa. Com a diversificação e ampliação de conexões, o continente está `mais perto` e o que se tem visto, em resumo, é um significativo aumento do número de vôos entre o Brasil e outros países, sejam charters ou regulares.

No geral, comparando-se os primeiros dez meses, em 2005 o País teve um aumento de 12,78% nos desembarques internacionais ante o forte desempenho registrado em 2004.

`A expansão do fluxo turístico ocorre motivada também pelo incremento do comércio internacional e pela participação brasileira em diferentes mercados`, interpreta o presidente do FAVECC (Fórum das Agências de Viagem Especializadas em Contas Comerciais), Goiaci Alves Guimarães.

`A ampliação de vôos regulares contribui com o fomento dos negócios no âmbito do turismo corporativo, ao mesmo tempo em que os fretamentos colaboram com o fortalecimento da Marca Brasil como opção recomendada de destino de lazer`, conclui.

Por conta da promoção do País e dos Estados e investimentos em infra-estrutura, os destinos ficam em evidência e caem no gosto dos estrangeiros. Surgem vôos charters para atender a essa necessidade, reforçando o fluxo e aumentando a demanda, também com ajuda da propaganda interpessoal (segundo os Estudos de Demanda Turística Internacional, a parcela mais ponderável dos turistas que vêm ao Brasil pela primeira vez o fazem por indicações de amigos).

Dessa forma, criam-se as condições para o estabelecimento de vôos regulares, que têm operado com confortáveis taxas de ocupação durante todo o ano, praticamente.

`Os vôos charters pavimentam o caminho para a criação de rotas regulares`, define o diretor de Estudos e Pesquisas da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), José Francisco de Salles Lopes. Um aspecto importante quanto aos vôos não-regulares é o trabalho da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) e da APEX Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), que viabiliza o uso dos porões desses aviões para a exportação de mercadorias.

Fonte: AssCom Embratur

Del Valle Editoria
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