O turismo brasileiro foi ajudado pela ampliação dos destinos do Nordeste

A diversificação da oferta de produtos turísticos brasileiros é uma das principais razões para que o país tenha, há 26 meses consecutivos, um superávit na balança turística (diferença entre os gastos dos turistas estrangeiros no Brasil e os gastos de turi

  
  

A diversificação da oferta de produtos turísticos brasileiros é uma das principais razões para que o país tenha, há 26 meses consecutivos, um superávit na balança turística (diferença entre os gastos dos turistas estrangeiros no Brasil e os gastos de turistas brasileiros no exterior).

A afirmação foi feita pelo secretário nacional de Políticas de Turismo, Milton Zuanazzi, em entrevista ao Programa Manhã Nacional, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Segundo Zuanazzi, a desvalorização do real em relação ao dólar e ao euro não explica, por si só, o superávit na balança, já que essa situação monetária não é algo recente.

`O sol e a praia ainda são nosso grande atrativo, mas o Brasil hoje começa a ter uma posição significativa na área de eventos e de outros segmentos, como o ecoturismo, o turismo de aventura, o turismo histórico e cultural.`

O secretário explica ainda que o Brasil adotou uma posição de estimular o turismo de brasileiros no exterior e no interior do país, o que não acontecia anteriormente.

`Nós somos um país que se preocupa muito em `vender`o estrangeiro para os brasileiros, e tínhamos pouca preocupação em fazer o contrário. Estamos comemorando tanto os estrangeiros aqui quanto o número de brasileiros viajando dentro do país. Isso é muito importante para a economia brasileira`, afirmou.

Segundo Milton Zuanazzi, o turismo brasileiro também foi ajudado pela ampliação dos destinos do Nordeste brasileiro, que cria uma alternativa aos destinos tradicionais: Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, houve um aumento do número de vôos fretados para o país.

Ele explicou ainda que os turistas que mais visitam o país são os europeus e os próprios sul-americanos. A explicação para o número não tão elevado de norte-americanos seriam os problemas para a aquisição de vistos.

Isso porque a Lei de Reciprocidade, que rege as relações internacionais do Brasil, prevê que os estrangeiros tenham as mesmas dificuldades para entrar no país que os brasileiros que forem ao exterior enfrentarem.

`O mercado americano ainda está limitado devido à problemática do visto. Estamos agora tentando vencer isso, a fim de criar uma alternativa à Lei de Reciprocidade`, disse o secretário nacional.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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