O turismo impulsiona o desenvolvimento econômico

Apesar de confessar que Turismo não é a sua especialidade, o economista Gustavo Franco, presidente do Banco Central entre 1997 e 1999, afirmou que a atividade turística, dentro do setor de prestação de serviços, está na ponta de lança do desenvolvimento e

  
  

Apesar de confessar que Turismo não é a sua especialidade, o economista Gustavo Franco, presidente do Banco Central entre 1997 e 1999, afirmou que a atividade turística, dentro do setor de prestação de serviços, está na ponta de lança do desenvolvimento econômico brasileiro.

`O Turismo tem um papel de destaque e gera valor adicionado, divisas e tudo de bom para a economia, tanto quanto a indústria tradicional gera, inclusive tecnologia. Então, é ótimo que o desenvolvimento do Turismo traga essa mensagem, que não apenas o Brasil pode progredir muito fora da indústria, do agronegócio, dos setores primário e secundário, como pode ter um desenvolvimento sustando muito bom`, avaliou Franco.

Mesmo aparecendo hoje entre os cinco principais geradores de receita para o país, Franco acredita que os números do setor de Turismo ainda sejam subestimados. Segundo ele, o que os economistas fazem em geral é medir o tamanho da atividade pelo número de viajantes internos e externos.

O que a gente não sabe é o tamanho do gasto que o viajante tem quando se desloca, para qual atividade o dinheiro vai, dentro do complexo do turismo, que, por ser uma atividade heterogêna, fica difícil de medir, explica.

Gustavo Franco afirmou também que o Brasil ainda tem muito preconceito contra o setor de serviços, mesmo que este seja responsável por 55% do valor adicionado da Economia.

`Trata-se de um fato antigo, de uma época em que se achava que a redenção do Brasil era a industrialização. É um preconceito nocivo, inclusive, já que em qualquer parte do mundo os serviços representam mais da metade, chegando às vezes a dois terços das economias`, alerta.

O economista aproveitou ainda para traçar um breve perfil do desenvolvimento da atividade turística no país, que, segundo ele, vem sofrendo um processo de evolução.

O turismo é, segundo me parece, uma atividade mais inerente ao mundo globalizado que a gente vive, mais hoje do que foi ontem.

`Como o Brasil hoje é um país mais cosmopolita e internacionalizado, talvez mais do que jamais foi, os horizontes mentais das pessoas sejam mais internacionais do que jamais foram.

A possibilidade do turismo interno e externo é uma consideração de consumo muito mais relevante hoje do que jamais foi para o brasileiro. Os serviços são, portanto, parte importante da globalização e o turismo está aí na ponta disso tudo`, concluiu.

Fonte: Mercado e Eventos

  
  

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