Palestra sobre ecoturismo reúne trade de agências e operadoras na Adventure Fair

A manhã deste segundo dia da Adventure Sports Fair foi reservada ao trade de agências e operadoras de viagens. Os visitantes puderam conhecer a feira para fazer contato com os expositores, negócios e ainda participarem de palestras específicas sobre ecotu

  
  

A manhã deste segundo dia da Adventure Sports Fair foi reservada ao trade de agências e operadoras de viagens. Os visitantes puderam conhecer a feira para fazer contato com os expositores, negócios e ainda participarem de palestras específicas sobre ecoturismo. O tema foi discutido para fomentar a modalidade turística, além de objetivar o desenvolvimento do setor no Brasil através da capacitação de profissionais da área.

Presença do trade na pelestra sobre ecoturismo

A palestra que abriu o dia abordou a questão do turismo sustentável ou ecoturismo. Os palestrantes foram Douglas Simões, da Venturas e Aventuras, Ismael Walligora, da Ambiental Expedições e Edgar Werblowsky, da Freeway, representantes das maiores operadoras de ecoturismo do país, que passaram aos convidados um panorama sobre o desenvolvimento da prática no Brasil. O que é, como funciona, quais os mercados e caminhos que o ecoturismo brasileiro deve tomar.

Palestrantes: Douglas Simões, da Venturas e Ismael Walligora, da Ambiental

Os expectadores marcaram presença participando ativamente da palestra, e levaram a debate questões de grande relevância para o setor. Uma delas foi sobre os possíveis riscos ao ambiente ocasionados pela crescente participação de grandes operadoras não especializadas nesse tipo tão especial de turismo, gerando o chamado “ecoturismo de massa”.

Ismael reconheceu que o interesse das operadoras de turismo convencional no atraente mercado do turismo ambiental e, possíveis agressões à natureza são inevitáveis. Acredita, no entanto, que essas agências perceberão naturalmente a importância do controle e do manejo sustentável dessa prática, preservando assim o meio ambiente, que é matéria prima e fonte de renda do mercado de ecoturismo.

Outra importante questão levantada pelos presentes é a cobrança de tarifas ambientais, como ocorre em Fernando de Noronha. Segundo Ismael a proposta seria ineficaz, pois, entre outras razões, acabaria reforçando o mito de que o ecoturismo é caro. Para ele, a solução seria uma regulamentação adequada do ecoturismo, através da criação de normas específicas.

Os participantes da platéia também fizeram sugestões para a resolução de problemas como o lixo deixado por turistas nos ambientes que visitam e outras formas de degradação. Bruno Stigger, empresário de Florianópolis, contou sobre um projeto que está desenvolvendo com o Senac de sua região, o “Floripa quatro tempus”, que visa educar ambientalmente os nativos da ilha através de cursos gratuitos. Para Bruno, a inserção de ambientalismo e ecoturismo nos currículos escolares é fundamental para um turismo sustentável.

A realização de palestras como essas é de extrema importância para o desenvolvimento racional e saudável do ecoturismo no Brasil. Através de discussões baseadas na troca de idéias, conhecimento e experiências, o setor de ecoturismo poderá estruturar-se e crescer economicamente e então poderá cumprir sua principal meta, que é a de aproveitar os ambientes naturais sem lhes causar impacto.

  
  

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