Parque do Rio Doce/MG investe no Turismo Ecológico

Roteiro já tem monitores capacitados e agência de turismo qualificada

  
  
Centro de Visitantes do Macuco dará suporte para visitantes e guias ambientais

Caminhar por uma trilha de quase quatro quilômetros pelo interior de uma floresta intocada pelo ser humano no Parque Estadual do Rio Doce, na região Leste do Estado. Esta é uma iniciativa que vai consolidar o mais antigo parque estadual de Minas Gerais como um atrativo turístico regional.

Para implantar o projeto “Trilha da Lagoa da Juquita, uma Aventura na Mata, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) em parceria com o Senar capacitou cerca de 30 condutores ambientais, em sua maioria membros das comunidades do entorno do parque, especialmente da regional leste do município de Timóteo, área onde o parque, em passado recente, sofreu influências e impactos negativos decorrentes da caça e pesca ilegais, incêndios florestais e expansão urbana desordenada.

Para dar suporte aos guias e receber visitantes e caminhantes o Governo de Minas construiu o Centro de Visitantes do Macuco, mesmo nome da comunidade existente no limite leste do parque. Inaugurado em fevereiro, junto com outras obras de infraestrutura que transformaram a unidade de conservação na mais bem estruturada do país para pesquisas científicas, turismo ecológico, educação ambiental e combate a incêndios florestais.

“É um projeto-piloto e a tendência é se expandir para outras unidades de conservação abertas ao público”, explica a diretora de áreas protegidas do IEF, Nádia Araújo. Para o gerente do parque, Marcus Vinícius Freitas, a capacitação dos monitores, a parceria com empresas, prefeituras e comunidade são medidas acertadas que demonstram que este é o caminho para implantar o turismo sustentável e ao mesmo tempo gerar receita para a comunidade e trabalhar os princípios da educação ambiental.

Agência de turismo

Turma de monitores ambientais e a agente de turismo Regina Guerra

A Trilha da Lagoa da Juquita já está sendo vendida pela Regina Turismo, uma agência de Ipatinga. Sua proprietária, Regina Célia Rolla Guerra, participou do programa de capacitação de receptivos turísticos da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Minas Recebe, em 2007 e a partir daí se dedicou com entusiasmo a criar roteiros turísticos na região. A agência que trabalhava com turismo emissivo passou então a investir no destino Minas Gerais.

“Nunca houve esta capacitação, e o destino Minas era caro por este motivo, ninguém investia”, avalia Regina. A agência também participa atualmente do

Programa Aventura Segura, viabilizado por meio de parceria entre a Setur e a Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (ABETA), para que empresas que trabalham no Ecoturismo e no Turismo de natureza, possam oferecer prestação de serviço segura para seus clientes. Além da Trilha da Lagoa da Juquita, a agência prepara outros roteiros turísticos: um safári fotográfico, com observação de pássaros, também no parque, uma visita à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda do Zaca, em Ipatinga e Serra do Cocais, em Coronel Fabriciano.

A qualificação inclui palestras e visitas de consultores, inclusive com a participação dos monitores ambientais do Parque do Rio Doce. “A região é próspera e desde que abri minha agência, em 2005, sempre quis trabalhar com isto, especialmente turismo de aventura, a qualificação foi uma oportunidade. É a minha cara. Tenho conversado com as comunidades, nos eventos e a receptividade é grande. Trabalhei três anos no aeroporto de Ipatinga e vi o intenso movimento resultado de turismo de negócios na região”, analisa Regina.

Monitores ambientais

Com camiseta, boné e caneleira fornecidos pelo IEF, a turma de monitores ambientais aguarda ansiosamente a consolidação da trilha como atrativo turístico e um diferencial para turistas que visitam o parque. Muitos deles mantém a expectativa de se dedicar exclusivamente ao trabalho de guia. É o caso do pedreiro Manuel Pereira Valeriano, nascido na localidade de Macuco, em Timóteo. “Eu gosto muito de fazer este tipo de coisa e futuramente prefiro trabalhar como monitor” anuncia Manuel. Ele já levou alguns grupos até a Lagoa da Juquita, entre eles um grupo de turistas americanos, e se prepara para ainda em março levar outra turma.

A inauguração do Centro de Visitantes do Macuco deu novo alento a Glaucia Mara Morais Costa, também moradora de Macuco, que há três anos atua como monitora ambiental no parque. Nos finais de semana, Glaucia cuida de um idoso e durante a semana trabalha como monitora ambiental. “Eu abracei a causa, desenvolvo este trabalho com muito prazer”, declara. Nos dias 6 e 7 de março, ela guiou uma turma de médicos e enfermeiras de Ipatinga, via Regina Turismo, pela aventura na mata.

Fonte: Secretaria de Turismo de Minas Gerais

  
  

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