Parques temáticos revelam otimismo para 2006

Desde 2004, o mercado do turismo brasileiro conta com uma importante ferramenta para o acompanhamento das tendências do setor: o Boletim de Desempenho Econômico do Turismo. Elaborado pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur (Instituto Brasilei

  
  

Desde 2004, o mercado do turismo brasileiro conta com uma importante ferramenta para o acompanhamento das tendências do setor: o Boletim de Desempenho Econômico do Turismo.

Elaborado pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), e pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (Ebape/FGV), a pesquisa é um raio-X trimestral da economia do setor.

É criado a partir da tabulação das respostas dadas pelos empresários a questionamentos como as perspectivas de retração, estagnação ou expansão dos negócios; intenções de investimentos; contratação, manutenção ou demissão de pessoal, entre outros.

Ele considera o momento atual dos negócios, o trimestre imediatamente anterior, o trimestre imediatamente posterior e, também, um horizonte que pode abarcar até os próximos 12 meses.

O Boletim busca apoiar a tomada de decisões por parte de cada um dos setores do turismo e contribui para o estabelecimento de políticas públicas.

Durante estes dois anos foram ouvidos seis segmentos da cadeia turística : agências de viagens, empresas organizadoras de eventos, meios de hospedagem, operadoras de turismo, empresas de receptivo e restaurantes. Agora, quando a publicação chega à nona edição, somam-se mais dois: parques temáticos e transportadoras aéreas.

“Antes do Boletim cada um via apenas a si próprio. Agora temos uma visão do todo”, diz Alain Baldacci, ex-presidente da Associação Mundial de Parques Temáticos e Atrações e atual representante do segmento no Conselho Nacional de Turismo. Ele ressalta ainda a importância do Boletim para a finalidade a que se propõe: a tomada de decisões estratégicas e o estabelecimento de novas políticas comerciais: “É extremamente positivo”.

Com o acréscimo dos novos segmentos consultados houve um salto qualitativo na pesquisa. Em comparação com o trimestre anterior, o faturamento anual do universo entrevistado subiu de R$ 4 bilhões para R$ 6,6 bilhões na presente edição. O Boletim chega agora a um total de 748 empresas consultadas em 26 estados da federação.

“Ou seja, ao mesmo tempo em que passamos a investigar os humores de mais representantes da cadeia produtiva do turismo, também passamos a ouvir segmentos que movimentam mais uma quantia considerável de recursos”, interpreta o diretor de Estudos e Pesquisas da Embratur, José Francisco de Salles Lopes.

“Apesar de sermos um segmento ainda em desenvolvimento no País, as 16 empresas filiadas ao Sindepat (Sindicato Nacional de Parques e Atrações Turísticas) têm um movimento anual de oito milhões de turistas.

Além disso, nosso segmento, por sua natureza, realiza sempre investimentos de valor elevado, que podem chegar a US$ 200 milhões por um novo equipamento”, diz Baldacci.

“Para chegar a um dos parques brasileiros, o visitante usa grande parte dos segmentos abordados pelo Boletim, como um transporte aéreo, um carro alugado, um pernoite em hotel. Isso aquece toda a cadeia”, acrescenta ele, destacando a importância da participação dos Parques e Atrações para o conjunto do levantamento.

Alguns destaques :

Para as empresas administradoras dos parques temáticos as perspectivas são de um bom 2006, com 83% de indicações de expansão dos negócios, com absoluta ausência de indicações de retração.

Entre as transportadoras aéreas, a quase totalidade das indicações, 94%, aponta para o crescimento do faturamento. A maioria entre os consultados dos dois novos segmentos também já possui orçamentos para investimentos no ano.

O de parques temáticos deve aplicar 7,9% de seu faturamento em melhorias, renovação e/ou aquisição de mobiliário, tecnologia da informação, equipamentos e treinamento de funcionários, entre outros. Neste mesmo aspecto, entre as empresas aéreas a porcentagem do investimento deve ficar em 2,9% do faturamento.

“Essa correlação faz o maior sentido para nós. São respostas coerentes”, avalia Baldacci. “Mostra que é um segmento que, com a perspectiva manifestada de expansão, depende muito de reinvestimentos”.

O Boletim de Desempenho Econômico do Turismo pode ser consultado na Internet, na íntegra, em uma seção específica na página Dados & Fatos, no Portal Brasileiro do Turismo.

Fonte: Embratur

Del Valle Editoria
Contato: vininha@vininha.com

  
  

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