Pesquisadores avaliam piraputangas de Bonito/MS

Piraputangas do Balneário Municipal de Bonito (MS) são tema de um estudo que está sendo desenvolvido por professores da Uniderp - Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal, em parceria com a Prefeitura Municipal de Bonito, por

  
  

Piraputangas do Balneário Municipal de Bonito (MS) são tema de um estudo que está sendo desenvolvido por professores da Uniderp - Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal, em parceria com a Prefeitura Municipal de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O trabalho tem o objetivo de detectar a biodiversidade da região de maneira que seja possível propor manejo adequado às espécies, já que o conhecimento da ecologia e comportamento dos animais são fatores essencias para a gestão sustentável do turismo ecológico.

Durante o trabalho será feita uma avaliação populacional e do estado de saúde dos peixes do Rio Formoso, no trecho do Balneário. Além disso serão estudados alimentação, aparelho reprodutor, possíveis acúmulos de gorduras e problemas decorrentes da alimentação artificial que é oferecida aos peixes pelos visitantes.

A pesquisa é realizada pelos pesquisadores da UNIDERP e bolsistas da Fundação Manoel de Barros, José Sabino e Luciana Paes de Andrade e pelo biólogo da Universidade Edmundo Costa Júnior, ligados ao Laboratório de Biodiversidade e Conservação de Ecossistemas Aquáticos.

De acordo com Sabino, ao final do estudo, será possível conceder subsídios ao poder público para o ordenamento correto da questão da alimentação oferecida a esses animais, já que o contrário pode ocasionar a engorda excessiva das piraputangas.

`Tudo será fundamentado em pesquisas sobre o tamanho da população e quantidade correta de alimento a ser ofertada. Com o estudo pretendemos garantir o contato dos visitantes com as piraputangas, mas sem inibir processos naturais de alimentação e dispersão de sementes, realizados por estes magníficos peixes, símbolo do vigor e beleza de Bonito`, comenta.

Pesquisas realizadas anteriormente concluíram que a dieta da piraputanga é baseada em frutos da mata ciliar que caem na água. Após se alimentarem as piraputangas descartam as sementes, que podem dar origem a novas espécies da mata ciliar.

`As piraputangas atuam como jardineiras naturais, ajudando a recompor a mata ciliar`, conta Sabino.

Ainda em parceria com a Prefeitura, em uma segunda etapa, o Laboratório fornecerá informações para educação ambiental, com uma lista de espécies de peixes da área, seus hábitos e comportamento de alimentação, reprodução e defesa contra predadores.

Fonte: AssCom Uniderp


  
  

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