Programa qualifica profissionais para roteiro da Estrada Real

Mais de 500 moradores de 11 municípios mineiros localizados no roteiro da Estrada Real aguardam resultado da avaliação de desempenho em programa de capacitação em turismo, realizado pelo Sebrae em Minas Gerais, para abrir novas perspectivas de trabalho.

  
  

Mais de 500 moradores de 11 municípios mineiros localizados no roteiro da Estrada Real aguardam resultado da avaliação de desempenho em programa de capacitação em turismo, realizado pelo Sebrae em Minas Gerais, para abrir novas perspectivas de trabalho.

É que, se aprovados, eles serão reconhecidos como profissionais com certificação em tursimo, segundo normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A ABNT regulamentou várias atividades relacionadas ao turismo. O programa de capacitação do Sebrae contempla, entre outros, cursos para formação, qualificação e certificação de profissionais em atividades de camareiro, mensageiro e recepcionista em hotéis e pousadas.

O certificado da ABNT é dado após o término da capacitação e avaliação de desempenho. E comprova que as pessoas estão qualificadas para atuar no setor.

O programa é voltado para quem quer trabalhar ou já trabalha no turismo. `É uma forma de provocarmos inclusão social, dando acesso ao mercado de trabalho a pessoas que nem sempre têm a escolaridade exigida, mas têm competência para o trabalho`, explica a coordenadora do projeto Estrada Real no Sebrae Minas, Regina Vieira.

Já passaram pelos programas de capacitação 503 pessoas, que agora aguardam o resultado da avaliação para serem certificadas. Outros 60 profissionais fizeram as provas sem passar pela capacitação.

`A norma da ABNT avalia por competência. Se uma camareira não tem o 1º grau completo, mas consegue provar suas habilidades, é credenciada e seu futuro empregador tem a certeza de estar com um profissional qualificado`, explica Regina Vieira.

Para ela, o projeto é especialmente importante porque nessas localidades, freqüentemente, o primeiro emprego é relacionado ao turismo em atividades que não exigem maior escolaridade. `Dessa forma, elevamos a auto-estima e damos visibilidade ao profissional`, avalia.

Ela destaca ainda o fato de a capacitação não ser apenas importante para a comunidade local, mas também para os empresários do turismo, que podem ter mão-de-obra melhor qualificada. `Melhorar a qualidade do serviço é melhorar a competitividade do local`, assinala.

Geor Estrada Real:

O projeto Estrada Real está inserido na Gestão estratégica Orientada para Resultados (Geor). A metodologia foi adotada por Sebrae e parceiros para monitorar a avaliar resultados a partir de metas definidas pelos clientes.

Na Estrada Real, os empresários da cadeia do turismo definiram os resultados a serem alcançados. Dobrar a permanência média dos visitantes, que hoje é de 1,5 dia, é uma das metas.

Também ficou definia a necessidade aumentar em 40% o número de clientes atendidos em bares e restaurantes e em 50% os eventos realizados no centro de convenções.

Outro resultado a ser alcançado é certificar 300 profissionais e 30 meios de hospedagem e aumentar em 50% o número de eventos no calendário oficial de Ouro Preto.

O Sebrae em Minas lidera a iniciativa para revitalizar um dos mais importantes pontos da Estrada Real terá investimentos de R$ 3,4 milhões de todos os parceiros.

Roteiro

O roteiro da Estrada Real começa em Parati (RJ) e vai até Diamantina, no Noroeste de Minas. No século XVIII, foi o único caminho oficial para transporte do ouro e do diamante explorados no Estado para o litoral fluminense.

O trecho abrange 177 municípios, sendo 162 em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 7 em São Paulo. Já se tornou o principal projeto turístico de Minas. Tem o apoio de parceiros como o governo estadual, ministério do Turismo, Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e Sebrae.

O grande potencial turístico da região permite o desenvolvimento de diversas modalidades de turismo: ecoturismo, rural, de saúde, religioso, esotérico, esportivo, de negócios, gastronômico, histórico, cultural.

Espera-se que o percurso de 1400 quilômetros atraía cerca de 2,5 milhões de turistas por ano, gerando mais de 178 mil empregos e U$S 1,25 bilhão para as economias municipais.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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