Projeto Vai Brasil oferecerá pacotes de viagens a preços reduzidos

Foi assinado em 27 de abril, a acordo de cooperação técnica entre o Ministério do Turismo e a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) para a implementação do projeto Vai Brasil que visa gerar demanda nos períodos de baixa ocupação dos ma

  
  

Foi assinado em 27 de abril, a acordo de cooperação técnica entre o Ministério do Turismo e a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) para a implementação do projeto Vai Brasil que visa gerar demanda nos períodos de baixa ocupação dos mais diversos destinos brasileiros por meio da redução de preços.

O encontro contou com as presenças de José Zuquim, Presidente da Braztoa e do Presidente Lula, além dos membros do Conselho Nacional de Turismo. Após o encontro, o presidente comemorou com representantes da Braztoa, os três anos do conselho.

O cadastramento de operadoras de turismo, agências de viagens, meios de hospedagem e operadoras de receptivo começou no dia 30 de abril e o de locadoras de automóveis, companhias aéreas e parques, no dia 7 de maio. E, a partir do dia 17 de maio, as operadoras de turismo poderão inserir suas opções de pacotes adequados às condições do projeto.

O lançamento oficial do Vai Brasil ao público e ao trade em geral será no dia 2 de junho, na abertura do 2º Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, no Expo Center Norte, em São Paulo. Mas a consulta de pacotes no site e sua venda pelas agências de viagens cadastradas estarão disponíveis a partir do dia 15 de junho.

O Vai Brasil, que integra o programa do governo federal Turismo para Todos, é promovido em parceria pelo Ministério do Turismo e a Braztoa, e conta com apoio de diversas entidades do trade, como Abav Nacional (Associação Brasileira da Agências de Viagens), Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Abla (Associação Brasileiras das Locadoras de Automóveis), Fohb (Fórum de Operadoras Hoteleiras do Brasil), Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts), entre outras.

Esse esforço conjunto permitirá ao Comitê Gestor do projeto identificar a oferta turística existente para que o projeto atinja seus objetivos, como minimizar os efeitos da sazonalidade para o setor de turismo, aumentar a oferta e a procura para os períodos de baixa temporada e baixa ocupação e elevar a ocupação dos produtos e serviços já oferecidos.

Os meios de hospedagem, operadores de receptivo, locadoras de automóveis e companhias aéreas poderão, logo após se cadastrarem no projeto, lançar no sistema as tarifas específicas para o Vai Brasil, a partir das quais as operadoras de turismo formatarão seus pacotes. Para permitir a inclusão do público que não está tendo acesso a viagens de lazer, haverá restrições como número reduzido de diárias, período pré-determinado etc. Além disso, aqueles que já consomem pacotes poderão usufruir de um produto mais sofisticado, conquistando uma espécie de `up grade`.

A comercialização dos pacotes será feita exclusivamente pelas agências de viagens cadastradas – esse segmento é responsável pela emissão de 85% dos bilhetes aéreos no Brasil. Assim, depois fazer a busca no portal e escolher o produto que mais lhe interessou, o usuário visualizará na tela uma lista das agências mais próximas do endereço fornecido por ele que dispõem daquele pacote. O passageiro também terá a alternativa de acrescentar ao roteiro opcionais, chamados de “insumos”, como passeios pela cidade ou a localidades próximas, ingresso em parques etc.

O governo federal firmará convênio para oferecer o uso de computadores com Internet em estabelecimentos prestadores de serviço público, como agências do Correios, atingindo a população que não tem acesso a essa ferramenta.

A previsão da Braztoa é de uma redução média de 30% nos valores dos pacotes já oferecidos durante a baixa estação. Já foram disponibilizados para o projeto 600 mil leitos e 265 mil assentos em companhias aéreas por mês. Haverá a opção de pacotes só com parte terrestre, no qual o passageiro poderá utilizar veículo próprio ou locado.

Assim, o projeto deverá alavancar o turismo preenchendo a lacuna do setor durante os períodos de baixa ocupação, quando a demanda de hospedagem e vôos é menor. O Vai Brasil estimulará também viagens a destinos turísticos mais distantes da região de origem do passageiro e permitirá que, por meio de financiamento na rede bancária e de administradoras de cartões e fundos, os pacotes possam ser parcelados em até 24 meses.

Reunião com operadoras

Dia 11 de abril, o secretário de Políticas do Turismo do MTur, Airton Pereira, e o presidente da Braztoa, José Zuquim, apresentaram a diretores de 17 operadoras associadas detalhes do projeto como as regras e prazos para cadastramento e a sistemática de funcionamento do site, já com o lay out das principais páginas eletrônicas.

Os operadores aproveitaram para tirar as dúvidas sobre e se mostraram entusiasmados em participar do projeto. A expectativa da entidade é que todas operadoras Braztoa que trabalhem com produtos nacionais integrem o Vai Brasil como fornecedores de pacotes de viagens.

Estiveram presentes na reunião, realizada na sede da Braztoa, em São Paulo, as seguintes empresas associadas: Ambiental, Agaxtur, CI (Central de Intrercâmbio), CVC, Eden Tours, GTA, Leiser, Luxtravel, Nascimento Turismo, PNX, Pomptur, Sanchat, Selltop, Soft Travel, Tia Augusta, Visão Operadora e Visual Turismo.

Segundo o secretário de Políticas do Turismo, a participação das operadoras é fundamental para o sucesso do projeto. Ele explicou aos operadores presentes que o Vai Brasil terá uma matriz que informará quais os períodos e locais que registram baixa ocupação e a possibilidade de oferta dos fornecedores eles.

“Pode haver inclusive lugares onde haja uma diferença grande de procura entre o meio da semana e o fim de semana e aí poderão ser oferecidos pacotes do projeto”, justificou Pereira.

De acordo com o presidente da Braztoa, nos dois últimos anos as vendas de pacotes domésticos cresceram menos que a de internacionais. “O Vai Brasil certamente ajudará a aquecer esse segmento. O Comitê Gestor terá o controle das solicitações feitas no sites e de quantas resultaram em vendas”, explicou, acrescentando que as operadoras participantes terão de apresentar relatório periódico sobre o que produziu para o projeto.

Fonte: MVL Comunicação

Del Valle Editoria
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