Receitas com o turismo internacional somam quase US$2,2 bilhões

De janeiro a junho deste ano, os turistas estrangeiros em visita ao Brasil já deixaram exatos US$ 2,195 bi em nossos cofres, segundo boletim mensal do BC (Banco Central) divulgado hoje. A soma para estes primeiros seis meses do ano confirma o novo pat

  
  

De janeiro a junho deste ano, os turistas estrangeiros em visita ao Brasil já deixaram exatos US$ 2,195 bi em nossos cofres, segundo boletim mensal do BC (Banco Central) divulgado hoje.

A soma para estes primeiros seis meses do ano confirma o novo patamar alcançado pelo turismo internacional no País: é maior do que o total anual de qualquer ano até 2002, quando a receita somou US$ 1,998 bi.

E já se aproxima do total de 2003, quando chegou a US$ 2,479 bi. Os dados do BC contabilizam os gastos efetuados por meio de cartões de crédito internacionais e trocas cambiais oficiais.

A cifra registrada na primeira metade do ano é 17,51% superior ao total do mesmo período de 2005, durante o qual haviam sido acumulados US$ 1,868 bi. Este ritmo de expansão das receitas projeta valores de aproximadamente US$ 4,5 bi até o final de 2006, tomando como base a arrecadação recorde de 2005, de US$ 3,861 bi.

As receitas nos últimos 12 meses, de julho de 2005 a junho de 2006, também apontam para esta direção: já somam US$ 4,188 bi.

No mês de junho, isoladamente, os ganhos foram de US$ 295 milhões, número 7,42% superior ao do mesmo mês de 2005, que era até então o melhor mês de junho da série histórica do balanço turístico internacional.

O mês passado registrou também uma despesa, os gastos dos turistas brasileiros no exterior, de US$ 491 milhões, gerando um déficit de US$ 196 milhões no mês. No ano, a despesa acumulada é de US$ 2,664 bi (alta de 27,61% em relação ao primeiro semestre de 2005), com um déficit de US$ 469 milhões (ante US$ 220 milhões no ano passado, alta de 113,18%).

O dólar baixo, que em 2006 já caiu mais de 6% frente ao real e que estimula a ida de brasileiros ao exterior, reforçada pela Copa do Mundo, pode ser apontado como um dos principais fatores que determinaram este resultado, além da perda de assentos em viagens internacionais, resultante do cancelamento de vôos da Varig.

Os dados divulgados pelo BC não contabilizam as trocas não oficiais de moeda, aquelas feitas informalmente pelos turistas. No final do ano, a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) divulga uma estimativa que inclui este tipo de movimentação.

Fonte: Embratur

Del Valle Editoria
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