Roraima quer consolidar-se como novo destino de ecoturismo

Localizado no extremo norte do País, fronteira com Guiana e Venezuela, o Estado vem atraindo turistas de todas as partes do Brasil e do mundo

  
  

Roraima encanta pela biodiversidade da fauna e da flora. As cachoeiras, corredeiras, serras, zonas de mata e savanas recortadas por rios de águas transparentes confirmam o potencial do Estado para o ecoturismo, sendo uma excelente alternativa para aqueles que buscam aventura ou procuram apenas um maior contato com a natureza.

Localizado no extremo norte do País, fronteira com Guiana e Venezuela, o Estado vem atraindo turistas de todas as partes do Brasil e do mundo. Além do Monte Roraima, que é um dos destinos mais procurados pelos visitantes, a região também oferece um ambiente propício para observação de aves e orquídeas, oportunidades de conhecer de perto a cultura indígena e exercer a atividade da pesca esportiva, que hoje é o recurso mais consagrado internacionalmente.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Departamento Estadual de Turismo, Roraima recebeu o ano passado mais de 35 mil turistas. Parte deles desembarcou em Boa Vista em busca de turismo de aventura.

Com a inserção do Estado no Programa 'Roteiro Integrado Amazonas/Roraima' ao longo da BR 174, estima-se que o número de visitantes aumente consideravelmente. O Roteiro Integrado é uma estratégia do Ministério do Turismo em parceria com o Sebrae e tem objetivo de promover a divulgação dos roteiros turísticos. A intenção é que os turistas permaneçam mais tempo dentro da programação estabelecida pelas localidades.

Para absorver a demanda crescente do turismo na região, o governo possui um orçamento na ordem de R$ 4 milhões e já captou junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um montante de R$ 124 mihões. O recurso vai ser utilizado em infra-estrutura, capacitação e estímulo à iniciativa privada da construção e ampliação parque hoteleiro.

A possibilidade do Estado ser escolhido para ser a subsede dos jogos da Copa do Mundo em 2014 tem incentivado ainda mais as ações no setor. O trade turístico acredita que será possível consolidar a rota Amazonas/Roraima por meio da demanda gerada pelos jogos da Copa do Mundo.

O Estado tem uma localização privilegiada em comparação aos outros estados da Região Norte. A proximidade com o Caribe favorece Roraima porque os turistas precisam passar pela capital antes de seguir viagem, incentivando não apenas o ecoturismo, mas também o turismo de lazer. O roteiro que inclui visitas às fronteiras é outro programa bastante apreciado pelos visitantes.

Boa Vista

Mesmo com uma crescente demanda para o ecoturismo, há alternativa para o turismo de lazer. A capital Boa Vista é reconhecida pelos traços arquitetônicos inspirados em Paris, capital da França. As ruas sinalizadas, iluminadas e arborizadas promovem uma sensação de segurança e bem-estar a todos que visitam a cidade. A população é formada por pessoas das mais diversas localidades do Brasil e tem a característica de conquistar o visitante pela maneira receptiva de se aproximar.

A cidade oferece opções culturais como o Monumento aos Pioneiros, situado na Praça Barreto Leite, que representa a união dos nativos com os seus modos, usos e costumes, recebendo os pioneiros e desbravadores que aqui chegaram. Na parte de lazer, entre outras alternativas, está o Complexo Ayrton Senna que dispõe de quadras poliesportivas, pista para cooper, skate, bicicross, parques infantis, lanchonetes e uma variedade de peças artesanais em exposição. A Praça das Águas também é uma boa opção. No local está o Portal do Milênio que marcou a passagem para entrada do ano 2000.

O turista não pode deixar de conhecer a Orla Taumanam que além de proporcionar uma visão privilegiada do Rio Branco é um verdadeiro palco de inspiração para poetas e compositores, além de possuir um amplo cardápio gastronômico.

Principais pontos turísticos

Monte Roraima é reconhecido como o melhor destino da América do Sul para o turismo de aventura. A paisagem serviu de inspiração para o inglês Conan Doyle a escrever 'O Mundo Perdido', em 1912.

Para quem tem um espírito de aventura, fôlego para caminhar quatro dias e enfrentar temperaturas que podem chegar a 0ºC na madrugada, o Monte Roraima pode reservar belezas e surpresas que nenhuma outra viagem será capaz apagar da memória. As diferentes formações rochosas, rios, cachoeiras, plantas raras e animais exóticos são apenas alguns ingredientes que fazem parte do percurso rumo ao desconhecido.

Os viajantes saem de Boa Vista, em direção à Santa Elena de Uairen, na Venezuela. Em um veículo 4x4 vão até Parai tepuy, aldeia indígena em solo venezuelano. A partir desse trajeto começa a caminhada e durante o percurso, o descanso é em rede e o banho no rio. A melhor época para visitar a localidade é de setembro a março porque chove menos na região.

O Monte Roraima é uma das regiões mais antigas do mundo, com 1,7 a 2 bilhões de anos e fica localizado no Parque Nacional do Monte Roraima, em uma área de 116 mil hectares, com 2.734 metros de altitude. O Monte tem atraído a atenção de turistas, aventureiros, cientistas, biólogos, antropólogos e esotéricos.

Para os que desejam conhecer o Monte não podem esquecer de colocar na bagagem chapéu, lenço para o pescoço, protetor solar, repelente, capa de chuva, pilha, produtos de higiene pessoal, saco de dormir, isolante témico, tênis, meias, chinelos, agasalho de frio, passaporte e carteira de vacina.

Serra do Tepequém

O município do Amajarí é o lugar onde guarda este 'Eldorado' como é chamado pelos moradores. A região do Tepequém fica localizada a noroeste de Roraima, a cerca de 200 quilômetros de Boa Vista. A Serra do Tepequém possui vários encantos naturais e atrai principalmente os amantes de esportes radicais como: jipeiros, motoqueiros, praticantes de rapel, montain bike, paraquedistas e observadores de pássaros. A região possui mais de dez cachoeiras de pequeno e grande porte.

Além disso, os visitantes podem se aventurar com a subida do Monte Platô. O final da viagem reserva uma das visões mais espetaculares do Tepequém, além da enorme cadeia de montanhas que delimita a fronteira Brasil-Venezuela e o vale que um dia foi a cratera de um extinto vulcão. No caminho, o turista encontra o Vale das Orquídeas em uma coleção natural para botânico nenhum colocar defeito.

Serra Grande

Na subida da trilha contempla-se a variedade da fauna e da flora com a presença de macacos, quatis, tamanduás-bandeira, ente outros animais e uma variedade imensa de pássaros. A flora é representada por espécies de bromélia, orquídeas e árvores de grande porte como a Samaúma. Um passeio bonito, cheio de aventura em um lugar selvagem e bem próximo da cidade.

A viagem é por terra até o município de Cantá. A base da Serra fica a 50 quilômetros de Boa Vista. O trekking começa bem cedo por trilhas ou pelo leito do rio. O passeio promove banhos de cachoeiras com muitas piscinas naturais e quedas d’água em períodos de chuva. Se o visitante optar por pernoitar na localidade precisa estar atento aos acessórios como equipamentos para acampamento, mochila, saco de dormir e isolante térmico.

Uiramutã

A viagem é uma agradável aventura. As serras ganham forma e magnitude em contraste com os igarapés e as cachoeiras. As pessoas que visitam o lugar têm a oportunidade de conhecer o Monte Caburaí, hoje reconhecido como o extremo Norte do Brasil. É uma área bastante propícia para a canoagem onde os aventureiros descem as corredeiras do Rio Uailã.

O município onde se encontram essas maravilhas fica localizado a 330 quilômetros de Boa Vista, área mais setentrional do Brasil. Para chegar à localidade é preciso seguir viagem via terrestre em estrada asfaltada pela BR-174 até a vila de Surumú. A partir desse percurso com veículo tracionado segue em direção as cachoeiras Paiuá, Urucá e Sete Quedas.

Serviço:
Sebrae/RR - (95) 2121-8012

Fonte: Agência Sebrae de Noticias

  
  

Publicado por em

Thiago Henriques Rezende de Castro

Thiago Henriques Rezende de Castro

24/10/2009 23:44:17
Fantástico site de noticias da aréa turistica. Somos apaixonados por Roraima e temos uma intensa história de amor por esse estado. Ficamos felizes por ver noticias tão bem elaboradas e atrativas. Faço Tecnologia em Gestão de Turismo, filho de pai carioca e mãe paraense, nascido nessa Terra de Makunaima. Minha mãe costuma dizer que sua cuia é do Pará mas a água é do Rio Branco. Pela terceira vez voltamos a esse estado e cada vez ficamos mais fascinados por seus encantos e magias incontáveis. Dizem que não escolhemos onde nascer, mas certamente escolhemos onde viver e talvez morrer. Quiça nosso amor possa ecoar por todos os cantos e recantos dessa Roraima - "A Mãe dos Ventos e das belezas naturais" - tão minha e daqueles que lhe elegeram para trabalhar, morar, se encantar e permanecer enamorado por toda a vida.