Santos, no litoral paulista, não é só praia

Mata nativa, fonte natural com água potável, gruta, pomar e animais, além de um casarão do século 19. Para completar, playground com tirolesa e área para piquenique e churrasco. Tudo isso em um só lugar: o sítio Itabatatinga, na área continental

  
  
O local é apropriado para todas as idades e tem cenário magnífico e repleto de atrativos

Mata nativa, fonte natural com água potável, gruta, pomar e animais, além de um casarão do século 19. Para completar, playground com tirolesa e área para piquenique e churrasco. Tudo isso em um só lugar: o sítio Itabatatinga, na área continental de Santos. O roteiro foi apresentado pela Setur (Secretaria de Turismo) para a agência Caiçara Expedições, que demonstrou interesse em oferecer ao público mais essa opção de ecoturismo a partir do final do ano. Os guias ainda retornarão ao sítio para detalhar o percurso.

De acordo com Milene Correia, chefe da seção de Serviços Turísticos, a Setur ficou sabendo do local por moradores da Ilha Diana, que já conheciam o sítio. “Apropriado para todas as idades, ele tem um cenário magnífico e atrativos únicos”. De 1900 até 1935, o local pertenceu ao construtor espanhol João Esteves Martins, que o utilizou para plantações, também criando espaços para o lazer.

O acesso ao sítio pode ser por via fluvial, com saída do porto em direção à Ilha Diana, ou por terra, pela estrada Guarujá – Piaçaguera, sentido Cubatão. Com área de nove hectares, conta com vegetação natural, onde se destacam palmeiras e plantação de banana, e elevações naturais parcialmente cobertas pela mata. Para completar o cenário, há ainda a Gruta Esteves, descoberta em 1915, com cinco metros de altura, formada por rochas que sofreram erosão, e a fonte dos Amores, de 1900, que verte água fresca e potável.

Sambaqui
Para os amantes da história, a casa do sítio, de 400 m², possui uma senzala em seu andar inferior, onde dormiam os escravos. Nas paredes, há materiais de construção então utilizados, como massa de sambaqui, pedras e pedaços de tijolos, e até divisórias de madeira. Existem também ruínas de um alambique do início do século 19.

Na opinião do diretor comercial da Caiçara Expedições, Renato Marchesini, o roteiro vai interessar aos turistas e também aos escolares. “Poderemos aplicar noções sobre a Mata Atlântica e Serra do Mar, além da preservação do meio ambiente, ecoturismo, turismo rural e a vida em harmonia, onde o que é produzido tem o destino apenas para a sustentabilidade local. É um passeio seguro indicado para toda a família”.

Fonte: Prefeitura de Santos

  
  

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