Sumidouro proporciona uma viagem pelo tempo

Em seu interior, o visitante pode começar a se familiarizar com as riquezas naturais e arqueológicas da região

  
  
Trilha sinalizada direciona turista ao Parque do Sumidouro

Conhecer o Parque Estadual do Sumidouro, nos municípios de Pedro Leopoldo e Lagoa Santa, na RMBH, é uma viagem pelo tempo. A começar da Casa Fernão Dias, uma construção típica do século XVIII, ligada à formação do antigo Arraial do Sumidouro. Por esta rota passaram exploradores que percorreram a região na época do ciclo do ouro, entre eles o bandeirante Fernão Dias Paes Leme.

Recentemente entregue pelo Governo de Minas, completamente restaurada, a Casa Fernão Dias exigiu um cuidado especial para recolocar as paredes no nível correto e recuperar toda a estrutura de adobe e pau a pique. Trabalho meticuloso que exigiu mão de obra especializada e meses de dedicação do mestre de obras Paulo José Narciso. “As paredes estavam tombadas 16 centímetros e precisamos escorar e ir empurrando aos poucos, até chegar no nível”, explica Narciso.

Em seu interior, o visitante pode começar a se familiarizar com as riquezas naturais e arqueológicas da região. A exposição da Casa revela a pré-história da região, os seres humanos que viviam nas cavernas e os animais, muitos deles já extintos, cujos fósseis foram encontrados no século XIX, pelo cientista Peter W. Lund. A linha do tempo passa pelo período colonial, com os bandeirantes em busca do ouro, e costura com os atrativos turísticos e a biodiversidade encontrada no parque e na região do Carste. Por meio dos painéis e totens da exposição, o visitante pode viajar pelo tempo e pelo espaço, sem sair do lugar.

A Casa Fernão Dias foi totalmente restaurada pelo Governo de Minas

Da Casa Fernão Dias, o visitante pode escolher uma trilha mais leve, e caminhar 1,5 km até a Lagoa do Sumidouro, um dos ícones do parque, ou, se tiver mais fôlego, percorrer a trilha que margeia a lagoa, com tempo para observar pássaros, muitos deles de espécies migratórias, chegar até o Centro Administrativo, conhecer um moinho de fubá de mais de cem anos e retornar ao ponto inicial, mas desta vez pela mata, num percurso total de 8 quilômetros.

Também podem ser observadas pinturas rupestres na Lapa do Sumidouro e da sua crista, no mirante, a lagoa pode ser apreciada em toda sua beleza e especificidade. De acordo com a estação, a lagoa quase seca no inverno, ou invade as margens mudando seus limites no verão. No inverno é possível ver o Córrego Samambaia serpenteando no fundo da lagoa.

Projeto Rota Lund

O Parque Estadual do Sumidouro integra o Projeto Rota Lund, concebido como um produto único, que reúne atividade turística, conhecimento científico e educação ambiental. O Projeto permite a leitura da paisagem, uma transição entre Cerrado e Mata Atlântica, com ocorrência de vegetação rupestre em afloramentos calcários, que somado ao sistema de lagoas temporárias, resulta em elevada biodiversidade.

Para a secretária de Estado de Turismo, Érica Drumond, “os atrativos naturais têm grande potencial turístico e englobam a riqueza do Circuito das Grutas, que foi contemplado com um projeto de grande vulto, unindo preservação ambiental e turismo de qualidade. A intenção é transformá-lo num modelo de construção do conhecimento a partir das descobertas e das experiências visuais”, afirma Drumond.

São experiências diferentes que podem atrair públicos tão diversos como a região. O Projeto tem uma característica não contemplativa. Sua proposta inclui as três das mais importantes e visitadas grutas do país: Lapinha, Rei do Mato e Maquiné. Cada uma delas pertence a áreas de proteção especial do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos: Parque Estadual do Sumidouro, Monumento Natural Rei do Mato e Monumento Natural Peter Lund, respectivamente.

As três grutas receberão um centro de apoio à visitação com exposições. As obras estão em andamento e deverão ser entregues até meados de 2011. Os temas das exposições estarão relacionados entre si e com o Projeto Rota Lund, o que permitirá ter uma visão completa da relevância histórico - cientifica da região mesmo se a opção for conhecer apenas parte do roteiro.

“A intenção é mudar o paradigma da visitação, de um modelo de contemplação da beleza natural para um modelo de construção do conhecimento a partir da experiência visual, mas também da experiência da descoberta”, explica a coordenadora do projeto, Natasha Nunes.

Fonte: Governo do Estado de Minas Gerais

  
  

Publicado por em