Surpreenda-se ao visitar os Parques Nacionais

Se a ideia é, de vez em quando, fugir da selva de pedras, a solução pode ser simples e surpreendente. Vamos juntos conhecer mais e proteger os Parques Nacionais do nosso país

  
  

Por: Thaís Serrano / EcoViagem
<< Este é um PUBLIEDITORIAL >>

A vida nas grandes cidades pode se tornar, em alguns (ou todos) momentos, muito estressante. O barulho (de obras, de buzina, de caminhão), o vai e vem de pessoas apressadas para seus compromissos inadiáveis, a poluição e tantos outros problemas que surjem tornam as coisas muito difíceis.

Andar pelas ruas nas capitais do país é como observar uma selva... de pedras. Prédios enormes ocupam o lugar das grandes árvores, viadutos e pontes que atravessam nosso horizonte mais parecem cipós e galhos que se contorcem, enfim, essas são as cidades, com suas características próprias, certas ou tortas!

Com toda certeza, em algum momento nos dá uma vontade imensa de "fugir" desse ambiente e nos transportar para um lugar onde se consiga respirar o ar puro, ver o verde! Por isso, aqui vai o convite: Vamos visitar os Parques Nacionais? Agora!

Parques Nacionais

Criados através de decretos federais, a principal missão dos parques nacionais é conservar importantes ecossistemas naturais, permitindo assim pesquisas científicas, educação ambiental e, claro, visitação pública. Existem 67 parques nacionais espalhados por todas as regiões do Brasil, mas não são todos que estão abertos à visitação, eles são mantidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que por sua vez é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Os parques nacionais são ótimos refúgios para quem quer contato com a natureza, tranquilidade e belezas naturais. Algumas dessas belezas naturais protegidas pelos parques são considerados importantes atrativos em algumas cidades e geram muita procura e visitação por parte dos turistas!

Dia dos Parques Nacionais

Que os parques nacionais são de extrema importante para a nossa vida, isso já sabemos, mas para retribuir de alguma forma tudo que essas áreas naturais nos oferecem, foi criado o Dia dos Parques Nacionais, comemorado em 14 de junho.

Para comemorar este dia especial, alertar sobre a importância de conservá-los e, principalmente, incentivar o turismo nas Unidades de Conservação (UC's), a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza surpreendeu. Com a mensagem "Retribua a Visita. Conheça os Parques Nacionais", a fundação realizou algumas intervenções na maior selva de pedras do país - São Paulo - levando até a população alguns "moradores" dos parques nacionais.

Assita ao vídeo da camapanha:

Agora, de malas prontas, vamos passear por alguns parques nacionais:

Começando na região sul

No Paraná:

- Parque Nacional do Iguaçu - as Cataratas do Iguaçu, rodeadas por um importante ecossistema são protegidas pelo Parque Nacional do Iguaçu, um dos mais visitados no país. Sua criação data de 10 de junho de 1939, seguindo os passos da Argentina, que criou o Parque Nacional del Iguazú em 1934, apesar da idéia de preservação existir desde o século 19. O Parque Nacional do Iguaçu pode ser visitado durante o ano todo. Contudo, as épocas para se aproveitar melhor a viagem e a visita ao parque são as estações de baixa temporada, onde as áreas de contemplação e os passeios não apresentam grande lotação, como nas estações de alta temporada (meses de dezembro, janeiro, julho e semana Santa).

Foz do Iguaçu

- Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange- Criado em maio de 2001, é o quarto do estado do Paraná. Considerado como área núcleo da Reserva de Mata Atlântica, seu estabelecimento visa preserva-la, pois, nos últimos anos, ela é um dos biomas que sofre um dos maiores riscos ambientais do mundo. Apesar de seu grande potencial ecoturístico, o parque está fechado para visitação, e não possui infra-estrutura.

- Parque Nacional Superagui- Manifestações de ambientalistas conseguiram estimular a criação do Parque Nacional do Superagüi, em 1989, para proteger 21.400 hectares de um rico ecossistema costeiro repleto de vida. O parque pode ser visitado o ano inteiro, sendo que os meses de mais chuva são setembro e outubro.

- Parque Nacional Ilha Grande (localizado na divisa dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul) - Os 78.875 hectares do Parque Nacional da Ilha Grande estão inseridos no complexo ecossistema que integra o Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná. Foi criado em 1997. No interior do Parque existem praias com infra-estrutura rústica. As ilhas maiores contam com trilhas. Os passeios de barco são excelente opção de lazer. A unidade é aberta durante todo o ano, todos os dias da semana. Não há cobrança de ingressos na unidade.

Em Santa Catarina:

- Parque Nacional São Joaquim - A criação, em 1961, do Parque Nacional de São Joaquim está ligada à necessidade de proteção dos trechos restantes de bosques de araucárias, que se encontram dentro de seus 49.300 hectares. Apesar do Parque Nacional de São Joaquim não estar aberto à visitação, a região oferece uma paisagem magnífica. Os cartões-postais são: a Pedra Furada e o Morro da Igreja, com 1.828m de altitude. É possível fazer caminhadas passando pelos bosques de araucárias, pelas nascentes e piscinas naturais do Rio Pelotas. Para visitação é necessária autorização prévia do IBAMA em Santa Catarina.O parque possui apenas uma sede administrativa. A cidade de Urubici, a 24 km do parque, oferece hotéis, pousadas e restaurantes simples. São Joaquim, a 88 km, e Lajes, a 126 km, oferecem mais opções.

- Parque Nacional Aparados da Serra (localizado na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul) - Sua criação é antiga: 1959. Mais antigos são os cânions que começaram a se formar a 130 milhões de anos. Enriquecendo a paisagem estão trechos da quase extinta Floresta de Araucária. Isso é um pouco do que se pode encontrar dentro dos 10.250 hectares do Parque Nacional de Aparados da Serra.O maior cânion do parque é o Itaimbezinho, com 5,8km de extensão. Trilhas levam até as suas bordas e de lá, em dias claros, pode-se ter uma visão até do litoral do Rio Grande do Sul. Os mais aventureiros podem seguir trilhas que levam ao vale dos rios. Cachoeiras despencam das bordas dos cânions. A mais famosa delas é a Véu de Noiva com 720m de altura. O Parque possui centro de visitantes, espaço cultural para exposição de fotos, auditório com capacidade para 50 pessoas, lanchonete, sanitário, loja de artesanato e estacionamento.

No Rio Grande do Sul:

- Parque Nacional Serra Geral (localizado na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina) - Como uma forma de ampliar a área de proteção dos grandes e famosos cânions brasileiros, foi criado, em maio de 1992, o Parque Nacional da Serra Geral. A unidade é como uma extensão do Parque Nacional Aparados da Serra, o que forma uma área de conservação maior. Com mais de 60 cânions, dois se destacam por sua extrema beleza e, por isso, tornaram-se famosos: o Malacara e o Fortaleza, este com mais de 7 km de extensão e 500 m de altura. Eles são como um convite às caminhadas, que devem ser feitas com bastante observação: quando se chega perto da borda de cada um, tem-se uma sensação de extrema surpresa dada as imagens observadas.

- Parque Nacional Lagoa do Peixe - Criado em 1986 para proteger um dos mais importantes santuários de aves migratórias, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, com 34.357 hectares, preserva um importante ecossistema costeiro. O parque é ótimo lugar para a observação de aves, ideal para ser fotografado. Centenas delas se amontoam nas águas rasas da Lagoa do Peixe, que é um verdadeiro restaurante a céu aberto. Pode-se observar também a baleia franca, entre os meses de julho e outubro, que migram para Santa Catarina. As praias desertas escondem preciosidades, como o Farol da Solidão e o Farol de Mostardas, construído em 1858. Para quem gosta de se aventurar por cenários incríveis, a região é imperdível.

Partindo do sul para o sudeste

Em São Paulo:

- Parque Nacional Serra da Bocaina (localizado na Serra do Mar, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro) - O Parque Nacional da Serra da Bocaina foi criado em 1972 pelas autoridades militares com o intuito de proteger a população das principais cidades da região, caso houvesse um acidente nas usinas Angra I e Angra II. As escarpas da Serra do Mar, forradas por vegetação nativa, funcionariam como um escudo protetor. Hoje, os 100.000 hectares do parque protegem a mais rica amostra de Mata Atlântica do país. O parque possui diversas espécies de animais e vegetais, além de cachoeiras em meio à mata fechada, como a dos Veados. Ela pode ser apreciada por quem faz a Trilha do Ouro, uma caminhada de 3 dias passando por lugares históricos, ligando São José do Barreiro a Parati. Existem muitas outras trilhas.

No Rio de Janeiro:

- Parque Nacional Restinga de Jurubatiba - Composta por uma faixa de areia de 44 km de extensão parecidas com outras restingas, mas o que a diferencia das demais é o fato de estar localizada numa área de transição ecológica e por possuir lagoas costeiras, que são fonte de matéria orgânica para os oceanos. Uma das atrações do parque é o canal artificial de cem quilômetros entre Macaé e Campos, considerado o segundo maior do mundo em comprimento. O parque ainda conta com 18 lagoas, onde algumas são de água salgada e outras de água doce.

- Parque Nacional Tijuca - O Parque Nacional da Tijuca foi criado em 1961 para preservar uma importante floresta urbana. O parque pode ser visitado o ano todo. O período mais seco, ideal para fazer trilhas, vai de junho a setembro. Porém, o verão oferece melhor visibilidade da cidade a partir dos mirantes. Recomenda-se a permanência mínima de dois dias.

- Parque Nacional Itatiaia (localizado ao sul do Rio de Janeiro na divisa com Minas Gerais) - O Pico das Agulhas Negras está protegido pelo primeiro Parque Nacional brasileiro, que consegue sobreviver entre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Hoje, os 30.000 hectares do parque possuem boa infra-estrutura e continuam fascinando muita gente. O parque é uma ótima opção para os amantes do trekking e da escalada, ambos para os picos das Agulhas Negras (2.787m) e das Prateleiras (2.540m). Existem cerca de dez trilhas dentro do parque. Uma delas dura dois dias, partindo do Abrigo Rebouças, dando a volta nas Agulhas Negras, até a cidade de Visconde de Mauá. Funciona diariamente e é cobrada uma pequena taxa para entrar.

- Parque Nacional Serra dos Órgãos - Criado em 1939, por influência de Getúlio Vargas. Seus 11.800 hectares protegem um importante cenário natural, bem próximo ao Rio de Janeiro, além de monumentos históricos. A melhor época para praticar trekking vai de maio a agosto, pois o clima fica mais seco e facilita a caminhada. Para tomar banho nas cachoeiras e piscinas naturais, o período ideal é de novembro a fevereiro, porém deve-se tomar cuidado com as chamadas cabeças d`água, fortes enxurradas que atingem trechos próximos aos rios.

Em Minas Gerais:

- Parque Nacional Serra do Cipó - Criado em 1984 para proteger a fauna e flora da Serra do Cipó, as espécies endêmicas da região e, além de tudo, os importantes elementos históricos e culturais presentes dentro de seus 33.800 hectares. Uma das atrações do parque são as pinturas rupestres, datando de 5 mil anos, de povos primitivos que viveram na região. Suas inúmeras cachoeiras, rios, canyons, vegetação exuberante, paredões para prática de alpinismo, cavernas e trilhas para prática de "mountain bike" e caminhada também atraem os visitantes. O Parque está aberto para visitação pública todos os dias de 8:00 às 17:00 hs, Possui lanchonete, laboratório, áreas de camping, alojamento para pesquisadores e aluguel de cavalos e bicicletas.

- Parque Nacional Sempre Vivas - Possui 121.000 hectares e está situado em uma região rica em água, com cachoeiras e que se caracteriza pela existência de matas de galeria e campos de altitude, localizadas na Serra do Espinhaço. Seu nome refere-se às variadas espécies de “sempre-vivas”, que são pequenas flores típicas que só são encontradas nesta região. O Parque ainda não tem infra-estrutura implementada. Tem como cidade de apoio Diamantina, com meios de hospedagem e restaurantes.

- Parque Nacional Grande Sertão Veredas - A criação do parque em 1989 está ligada a estudos realizados pela ONG Funatura - Fundação Pró-Natureza. Em parceria com o Ibama, a Funatura administra até hoje os 83.364 hectares do parque. Apesar de não estar aberto à visitação, necessita de licença prévia do IBAMA para visitação. O escritório da unidade fica no município da Chapada Gaúcha. É possível conhecer o parque e a região, de preferência com a ajuda de um bom guia e um veículo de tração nas quatro rodas. Explorar a região permite conhecer um pouco mais sobre o cerrado e suas características.

- Parque Nacional Cavernas do Peruaçú - O parque abriga mais de 140 cavernas, uma tribo indígena, os Xakriabás e mais de 80 sítios arqueológicos catalogados. Toda a área se desenvolveu ao longo do Rio Peruaçú, que é afluente do Rio São Francisco. As maiores atrações são as inscrições rupestres nas grutas e cavernas encontradas no parque, que foram deixadas pelas populações pré-históricas há 11.000 anos. O parque não está aberto à visitação púbica, apenas para fins de pesquisa ou com uma autorização prévia do IBAMA.

No Espírito Santo:

- Parque Nacional Caparaó (localizado na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo) - Criado em maio de 1961, visa preservar parte da Mata Atlântica que ainda resta. Uma das principais atrações do Parque é o Pico da Bandeira, considerado em 1859 o ponto mais alto do país, quando D. Pedro II mandou hastear no topo uma bandeira. Provavelmente esta é a origem do seu nome - Para quem gosta de caminhadas, este parque é uma ótima opção. Da portaria ao Centro de Visitantes são 6 km, passando pelo Vale Verde, a 1.200m de altitude, riachos e piscinas naturais. Estas últimas também são encontradas no Vale Encantado. O Parque abre diariamente, das 7:00 às 22h e os ingressos custam R$ 3,00. Possui Centro de Visitantes, alojamento para pequenos grupos e áreas para camping. É necessário fazer reservas pelo telefone.

Indo pro centro-oeste

Em Goiás

- Parque Nacional Chapada dos Veadeiros - Todo o misticismo é fruto da enorme energia proveniente dos mistérios e das belezas que ali se encontram. Cristais que brotam do chão e cachoeiras de águas cristalinas são os maiores convites para a meditação. Dentro de seus 65.514 hectares está uma importante amostra do Cerrado brasileiro. Suas cachoeiras, cânions e trilhas são ideais para quem procura por aventuras. A Unidade possui atrativos de rara beleza como a Cachoeira Salto I (120m), Salto II (80m), Corredeiras, Cachoeira Carioquinhas, os Cânions I e II e o Mirante do Jardim de Maytréa no trajeto de Alto Paraíso a São Jorge. O Parque é aberto à visitação de terça-feira a domingo, durante todo o ano, obedecendo aos seguintes horários: entrada de 8h as 12h e saída até às 17h; no horário de Verão a entrada é das 9h às 13h e a saída até as 18h. Só é permitida a entrada com acompanhamento de Condutor de Visitantes credenciados. Paga-se uma pequena taxa para entrar no parque.

- Parque Nacional das Emas - Criado em 1961, protege 131.868 hectares de um ecossistema bastante frágil. As maiores ameaças são as lavouras que o cercam e os incêndios, muitas vezes criminosos, durante o período seco. O grande atrativo no Parque Nacional das Emas é a observação de animais. Os amantes da fotografia encontrarão ótimas oportunidades para fotografar animais bem de perto, principalmente o tamanduá-bandeira. As emas também correm soltas pelos campos do parque.

No Distrito Federal

- Parque Nacional de Brasília - Apenas 10km da capital nacional está uma importante área de preservação ambiental: o Parque Nacional de Brasília. A área preserva uma grande quantidade de espécies animais e vegetais típicas do cerrado, um dos ecossistemas mais ameaçados do país. Lá também nascem os principais rios que abastecem as cidades da região. Além disso, o parque é a principal área de lazer do Distrito Federal. O Parque Nacional de Brasília surgiu no contexto da construção da cidade de Brasília como nova capital do Brasil, na década de 60. Os 30.000 hectares do parque, criado em 1961, protegem uma importante amostra do cerrado. A principal atração do parque são as piscinas (01 e 02) formadas a partir dos poços d’água, que surgiram às margens do Córrego Acampamento, pela extração de areia feita antes da implantação da nova Capital do Brasil (Brasília). Além disso, dispõem de duas trilhas de pequena dificuldade: a da Capivara com duração de 20 minutos e a do Cristal Água cujo trajeto pode ser percorrido em 1 hora. O Centro de Visitantes oferece caminhadas programadas. A melhor época para visitação vai de maio a outubro. A unidade é aberta diariamente à visitação de 8:00 às 16:00 hs.

No Mato Grosso

- Parque Nacional Pantanal Matogrossense - Criado em 1981, engloba 135.000 hectares do Pantanal. Na década de 80, a reserva foi base de operações contra os caçadores de jacarés, chamados de coureiros. O parque não está aberto à visitação. Uma boa opção para quem quer conhecer a região é hospedando-se em uma das inúmeras fazendas e conhecendo o cotidiano pantaneiro. As atividades mais comuns para quem visita o Pantanal são: trekkings com guias, focagem noturna de jacarés, safári fotográfico, passeios de barco, cavalgadas e observação de pássaros.

- Parque Nacional Chapada dos Guimarães - Possui 46 sítios arqueológicos catalogados em seus 33 mil hectares de área onde estão gravadas inscrições rupestres e pinturas feitas por antepassados. O parque é considerado um verdadeiro museu a céu aberto, onde foram encontrados ossos de dinossauros do período Jurássico, fósseis de inúmeros outros animais e conchas, entre outras preciosidades. Possui várias atrações turísticas constituídas por cachoeiras (Véu da Noiva, Cachoeirinha), sítios arqueológicos e monumentos históricos. A melhor época para a visitação é de novembro a julho, devido ao período de seca. O Parque é aberto à visitação todos os dias da semana, das 8:00 às 17:00 h e é cobrada uma pequena taxa para entrar no parque. Possui ainda um centro de visitantes e sede do Ibama.

No Mato Grosso do Sul

- Parque Nacional Serra da Bodoquena - Com 76.481 hectares que estão divididos em dois fragmentos, um ao norte e outro ao sul, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena possui como cenário de fundo uma formação de montanhas de rochas calcárias que a difere das demais montanhas da região. O parque ainda possui áreas compostas campos alagados, cerrados, floresta estacional e o maior trecho de Mata Atlântica do estado de Mato Grosso. O parque oferece muitos atrativos e um deles é o Rio Perdido, que corta um pedaço da área do parque e que tem esse nome porque percorre alguns trechos se perdendo no meio do caminho, por baixo da rocha e por cavidades naturais, ressurgindo em outro local.

Partindo pro Nordeste

Na Bahia

- Parque Nacional Chapada Diamantina - Difícil mesmo é arrumar tempo para conhecer todas as atrações do parque. Cachoeiras de todos os tipos estão dentro de seus limites, inclusive a impressionante Cachoeira da Fumaça, que despenca de um paredão de 400m de altura. Para chegar até seu poço e depois subi-la, há um trekking de 3 dias. Aqui também está uma das caminhadas mais bonitas do país, o trekking do Vale do Pati. Algumas atrações ficam fora dos limites do parque, mas são imperdíveis. O cartão postal da região é o Poço Encantado, uma gruta com um lago azul. Poço Azul, Gruta da Pratinha, Gruta Azul são similares. Gruta do Lapão e Gruta da Lapa Doce apresentam formações interessantes. Para apreciar a paisagem fantástica da Chapada, o melhor ponto é o Morro do Pai Inácio, com 1.120m. A diversidade é tanta, que há até um pantanal, o Marimbus, com locais para banho e pesca.

Chapada Diamantina - Palmeiras BA. Morro do Pai Inácio com o Vale do Camelo

- Parque Nacional Monte Pascoal - A área do parque possui 22.500 hectares que é compartilhada com a reserva indígena, território dos Pataxós com 8.600 hectares. A região é coberta por Mata Atlântica e do topo do monte, têm-se a visão do mar de um lado e da Serra do Itamaraju do outro. A unidade tem como principal atração a trilha para o Monte Pascoal (valor histórico) e o centro de visitantes que conta parte da história do descobrimento do Brasil. Nos meses de dezembro a março e os de junho e junho, a unidade é mais visitada. É aberto à visitação todos os dias da semana, das 7:00 às 18:00 hs e é cobrada uma pequena taxa para entrar. Possui centro de visitantes.

- Parque Nacional Pau Brasil - O Parque Nacional do Pau Brasil foi um dos primeiros pedaços de terra avistados pelos portugueses, onde encontraram a árvore pau Brasil, com tronco vermelho, bem resistente e com 30 metros de altura. O Parque não está aberto à visitação pública. Suas principais atrações são as diversas espécies encontradas na flora e fauna.

- Parque Nacional Marinho de Abrolhos - Os 91.300 hectares do Parque Nacional Marinho de Abrolhos abrigam o arquipélago formado por cinco ilhotas vulcânicas: Santa Bárbara, Sueste, Redonda, Guarita e Siriba. Devido à riqueza das águas da região, donas de uma rica fauna e exclusiva formação de corais, em 1983 foi criado o parque nacional. Mas a efetiva preservação deste santuário só foi possível pelo difícil acesso. As águas claras do parque chegam a ter 30m de visibilidade, tornando o local um dos principais pontos de mergulho do Brasil. O cenário marinho conta com centenas de espécies de peixes tropicais, moluscos, crustáceos, formações de corais incríveis, além do Rosalina, um cargueiro italiano naufragado em 1.939. O ingresso custa R$ 9,00 e o Parque é aberto todos os dias. Diversas embarcações oferecem passeio de um dia ou mais à unidade. As visitas ao arquipélago só podem ser feitas nas lanchas e escunas do Ibama. Não é permitido permanecer nas ilhas, onde há apenas uma base da marinha. Para pernoitar no local, só mesmo nas escunas.

- Parque Nacional do Descobrimento - O Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Costa do Descobrimento, que é considerado Reserva da Biosfera, está integrado ao parque. A área possui trilhas que foram utilizadas e abertas por antigos exploradores de madeira, ainda é possível encontrar arvores enormes caídas no chão e em processo de decomposição. A unidade ainda não está aberta à visitação, mas já ocorrem atividades de educação ambiental e pesquisas em seu interior, com a devida supervisão da equipe do Parque.

No Pernambuco

- Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha - Criado em 1988, com 11.270 hectares, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha guarda uma riqueza submarina que faz do arquipélago um dos melhores pontos de mergulho do Brasil. Além da beleza natural, construções históricas contam um pouco de seu interessante passado, marcado pela cobiça de invasores franceses. Golfinhos e tartarugas-marinhas, e águas que chegam a 50m de visibilidade são um convite para um deslumbrante paraíso ecológico.

- Parque Nacional Catimbau - Localizado no agreste de Pernambuco é considerado o segundo maior parque do estado, com uma área de 62.000 hectares. Possui mais de uma centena de sítios arqueológicos, nos quais foram encontradas pinturas rupestres com mais de 6.000 anos e artefatos da ocupação pré-histórica. Na região podemos encontrar terrenos antigos com cavernas, cânions e lapiais, que são formações multicoloridas e que foram esculpidas pela ação dos ventos e chuvas sobre as paredes areníticas.

No Piauí

- Parque Nacinal Sete Cidades - Os 6221 hectares do Parque Nacional de Sete Cidades, criado em 1961, protegem um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil, além de monumentos geológicos e diversas nascentes que brotam no Piauí semi-árido.

- Parque Nacional Serra da Capivara - Os 129.140 hectares guardam a maior concentração de sítios pré-históricos da América e uma importante amostra da Caatinga brasileira. Para proteger essa riqueza da humanidade foi criado em 1979 o Parque Nacional da Serra da Capivara, que está sob a responsabilidade da Fundação Museu do Homem Americano, além do Ibama. Pela sua inegável importância, a região é considerada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade. As maiores atrações do parque são os 260 sítios arqueológicos catalogados com 30 mil pinturas rupestres. São figuras humanas, animais, plantas, objetos e signos representados em diversos temas, sendo o sexual um dos mais freqüentes. Mais de 30 sítios estão preparados para a visitação, como as tocas do Salitre, do Boqueirão da Pedra Furada, do Caldeirão do Rodriguez e do Baixão das Mulheres. O parque abre diariamente das 7h às 17h e é cobrado um ingresso com custo baixo.

- Parque Nacional Serra das Confusões - Criado em 1998, o parque ainda não está aberto a visitação, mas existem projetos de educação ambiental e recreação, além de incentivo à pesquisas científicas em toda a sua área. O Parque Nacional da Serra das Confusões abriga um único ecossistema: a caatinga. Sua principal preocupação é preservar toda a riqueza desta paisagem, sua fauna e sua flora para as futuras gerações.

No Maranhão

- Parque Nacional Lençóis Maranhenses - Para preservar o único deserto brasileiro, constituído por um ecossistema exótico foi criado em 1981 o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Seus 155.000 hectares abrigam dunas e mais dunas que avançam para o interior, oásis de lagoas coloridas e um povo nômade, cuja vida é regida pelo regime das chuvas e das areias. Para conhecer bem o parque, o ideal é caminhar pelas dunas. Para tanto, um guia experiente é indispensável. No meio da imensidão branca surgem lagoas coloridas que refrescam quem se aventura a enfrentar as areias. Sobrevoar a região dá uma noção exata de sua beleza. Além disso, o parque oferece 70 km de praias desertas. Um passeio interessante é pelo Rio Preguiça, cercado de vegetação nativa.

Lençóis Maranhenses

- Parque Nacional Nascentes do Rio Paraíba (localizado na divisa dos estados Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins) - A área possui um grande potencial ecoturístico e é de grande Importância para a conservação da biodiversidade. Possui uma área de 729.813 hectares e foi criado principalmente para proteção das cabeceiras do Rio Parnaíba, onde a área de Proteção Ambiental Serra da Tabatinga também se tornou uma parte da área do parque. O fato de o parque estar situado no segundo maior rio do nordeste já o torna um grande atrativo, mas, além disso, o local tem um grande potencial ecoturístico, o que atrai os amantes deste tipo de turismo. O parque não está aberto à visitação.

No Ceará

- Parque Nacional Jericoacoara - O parque possui vilas com ruelas de areia e sem iluminação pública, dando característica de rusticidade e simplicidade, além da enorme duna do pôr-do-sol, que em julho e uma parte do mês de agosto, permite a visualização do sol descendo pelo centro da Pedra Furada, que é considerada o cartão postal do local.Os maiores atrativos turísticos da região são os campos de dunas, praias e o singular afloramento rochoso do substrato cristalino denominado Serrote.

- Parque Nacional Ubajara - O Parque Nacional de Ubajara foi criado em 1959 para proteger amostras de caatinga e floresta tropical no sertão cearense, além de um grande números de grutas e cavernas. Com 563 hectares, é o menor parque nacional do Brasil, mas um dos mais organizados. A melhor época para visitar o parque vai de junho a dezembro, período seco. Em janeiro e fevereiro chove bastante, por isso o acesso à trilha que leva a gruta é suspenso.

Rumo ao norte

No Pará

- Parque Nacional Ilha do Marajó - A Ilha de Marajó é a maior ilha fluviomarinha do mundo, palco da mais famosa pororoca do mundo e fenômeno de formação de ondas gigantescas no encontro da águas. Os cenários são transformados de seis em seis meses, devido a grande quantidade de chuva, principalmente no primeiro semestre, quando as matas e os campos ficam embaixo das águas. No segundo semestre, o período da seca acaba e a visitação se torna mais favorável pela melhor observação dos animais e da vegetação. Praias com dunas claras, praticamente inexploradas são o grande atrativo.

- Parque Nacional Amazônia (localizado na divisa entre os estados do Pará e Amazonas) - Os 994.000 hectares do Parque Nacional da Amazônia guardam uma boa amostra da rica diversidade da Floresta Amazônica. Criado em 1974, ele surgiu no contexto do Programa de Integração Nacional do governo militar, cujo principal projeto era a construção da Transamazônica.

Em Roraima

- Parque Nacional Viruá - Criado em abril de 1998, recebeu este nome devido ao igarapé de mesmo nome, com sua nascente no interior do parque. A criação da unidade foi estimulada pela implementação destas duas estações ecológicas, de Caracaraí e Niquiá, na década de 80, pela extinta Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA). Além disso, o fato de seu solo revelar falta de aptidão para atividades agrícolas ou pecuárias, contribuiu bastante. A unidade ganha destaque por situar-se em uma importante zona conhecida como Fronteira Guiana-Brasil, região em que é prioritária a implantação de unidades de conservação na Amazônia. Apesar de seu grande potencial ecoturístico, a unidade não está aberta para visitação e não possui infra-estrutura.

- Parque Nacional Serra da Mocidade - O nome ao Parque originou-se das belezas cênicas da serra existente no local. Ao noroeste, a unidade faz interface com a reserva dos povos indígenas Yanomami.

- Parque Nacional Monte Roraima - O Monte Roraima, um dos pontos culminantes do Brasil com 2.875m, é a morada do Deus Macunaíma, segundo a lenda dos índios caribés para explicar sua formação e a diversidade de ecossistemas das savanas amazônicas. Para protegê-lo foi criado em 1989 o Parque Nacional do Monte Roraima abrigando 116.000 hectares. Espécies vegetais exóticas, algumas endêmicas da região, integram a paisagem já curiosa pelas estranhas formações rochosas que lembram dinossauros. Esse cenário povoou o imaginário dos rimeiros conquistadores do Roraima, com lendas e medos. Eles acreditavam que ali viviam monstros e dinossauros. Um grande espetáculo são as cachoeiras que despencam dos temuis.

Em Rondônia

- Parque Nacional Pacaás Novos - Em 1979 foi criado o Parque Nacional de Pacaás Novos com o intuito de proteger um importante refúgio ecológico da Bacia Sedimentar Amazônica. A área de 764.801 hectares coincide com o território dos índios uru-eu-uau-uau e uru-pan-in, cujos primeiros contatos pacíficos com o homem branco só foram feitos no início da década de 80.

- Parque Nacional Serra da Cutia - Com o objetivo de preservar mais uma parte dos ecossistemas Amazônicos, foi criado, em agosto de 2001, o Parque Nacional Serra da Cutia, no Estado de Rondônia. Apesar de suas condições naturais serem propícias para o desenvolvimento de pesquisa científica, programas de educação ambiental e de turismo ecológico, a unidade ainda não está aberta para visitação e não possui infra-estrutura turística.

No Amazonas

- Parque Nacional Jaú - Com 2.272.000 hectares o Parque Nacional do Jaú é o maior parque nacional brasileiro e a maior área florestal tropical contínua do mundo. Criado em 1980, ficou por muito tempo no papel, protegido apenas pelo acesso difícil. A partir de 1.993 a Fundação Vitória-Régia, uma organização não-governamental, iniciou uma série de pesquisas na região. Além da observação das ricas fauna e flora pode-se visitar as diversas cachoeiras isoladas, como a do Miratucu, e as praias formadas nas margens do Rio Jaú. Próximos ao parque, em Manaus, existem vários atrativos históricos e culturais para serem visitados.

- Parque Nacional Pico da Neblina - Até 1954, o Pico da Bandeira, no Parque Nacional do Caparaó (MG), era considerado o ponto mais alto do Brasil. Neste ano foram descobertos o Pico da Neblina e o 31 de Março, os dois mais altos. Muitos anos depois foi criado o segundo maior parque nacional do país para proteger uma região onde certamente a natureza se apresenta selvagem. O segundo maior parque brasileiro, com 2,2 milhões de hectares, foi criado em 1979, durante o governo do general Figueiredo, juntamente com os outros parques amazônicos.

No Amapá

- Parque Nacional Cabo Orange - Em 1980 o governo transformou 619.000 hectares do extremo norte do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, no Parque Nacional do Cabo Orange. O Parque também faz limites com uma aldeia indígena, abrigando uma pequena vila de pescadores chamada Tapereba. Ali, na desembocadura do Rio Oiapoque, a exuberância vegetal dos manguezais contrasta com a simplicidade da pequena população dessa vila de pescadores que a cada dia luta para sobreviver.

- Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (localizado na fronteira entre o Amapá, a Guiana Francesa e o Suriname) - O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque possui uma área de 3.867.000 hectares e é considerado um dos maiores patrimônios da Amazônia, a maior unidade de conservação do Brasil e a maior área protegida de floresta tropical do mundo. Para quem optar sobrevoar o parque, poderá visualizar o encantador, longo e extenso tapete verde de copas de árvores e os desenhos que os rios Araguari, Oiapoque, Amapari e Jarí, formam na mata espalhando vida por onde passam.
O parque também possui uma rica fauna, que apesar de pouco estudada, é uma grande atração.

No Acre

- Parque Nacional Serra do Divisor - O Parque Nacional da Serra do Divisor foi criado em 1989, durante o governo Sarney, em um contexto de pressão internacional de ambientalista e defensores dos povos da floresta. Seus 843.000 hectares protegem a parte mais ocidental da Amazônia.

No Tocantins

- Parque Nacional do Araguaia - Na década de 60, o governo JK tinha metas para ocupação e desenvolvimento da região Centro-Oeste. Para tanto criou uma reserva ambiental na Ilha do Bananal, onde viviam, e ainda vivem, os índios carajás e javaés. Mas foi em 1983 que a reserva se transformou em Parque Nacional do Araguaia, com 562.312 hectares abrigando uma extensa rede de drenagem e amostras de dois ecossistemas, a Floresta Amazônica e o Cerrado. Os animais e a vegetação são o maior atrativo do parque.Outra atração são as praias formadas nas margens dos rios Javaés e Araguaia no período de seca. Acompanhados por funcionários é possível percorrer estradas e caminhos existentes próximos à sede, fazer excursões terrestres e fluviais na porção oeste da unidade, observar e fotografar diferentes ambientes e paisagens, grupos de animais, bem como espécies raras da flora. Nas proximidades do Parque Indígena do Araguaia há excelentes pontos de observação astronômica e ainda pode-se ver o pôr-do-sol e praias fluviais no período de seca.

Para saber mais sobre a ação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, acesse o site ou acompanhe as novidades pelas redes sociais Twitter e Facebook

  
  

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Cristiris

Cristiris

04/08/2012 10:45:26
De todos esses parques, (c/ a graça de Deus)pude conheçer apenas o PN Chapada dos Veadeiros (estive seis vezes e PN Chapada Diamantina (estive 2 vezes) e Lençóis Maranhenses. Gostaria ter condições p/ trilhar por todos esses outros. Desejo isso do fundo da alma, sonho c/ isso ... Feliz de quem pode!

Luis carlos

Luis carlos

18/01/2012 14:38:49
No Brasil existem ótimas opções de turismo, pena que alguns brasileiros não enxergam isso. Preferem conhecer as belezas de outros países, desvalorizando assim as nossas. Viagem mais pelo Brasil e contribua para o turismo local!

Catarina ricci

Catarina ricci

16/12/2011 06:08:48
Sensacional, primeira vez que entro neste site, estao de parabéns.

Acabo de me graduar como técnica em turismo receptivo pela ETEC BEST DE JUNDIAI, mas também sou formada em Jornalismo e Letras espanhol/portugues. Há possibilidade de colaborar com vocês focando a área do Circuito das Frutas do estado de SP?

Equipe EcoViagem

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