Turistas adotam o Parque da Serra do Brigadeiro (MG) como destino

Belezas naturais e boa infraestrutura atraem cada vez mais visitantes

  
  
Brigadeiro

O numero de visitantes no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro em janeiro de 2011 foi de 1.692, o dobro em relação ao mesmo período do ano passado, quando 880 turistas puderam conhecer os diversos atrativos naturais da área preservada.

Em setembro de 2010, a Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop) concluiu a pavimentação com bloquetes, em trechos mais íngremes, em 21,7 quilômetros dos 42 quilômetros da estrada que corta o parque no sentido leste-oeste e liga os municípios de Araponga e Fervedouro, na Zona da Mata mineira. O investimento foi de cerca de R$ 5 milhões.

“Certamente que esta obra de melhoria no acesso ao parque contribuiu com o aumento do número de visitantes e satisfação dos usuários que buscam contemplar a natureza e tomar banho de cachoeira”, declara o gerente da unidade de conservação, José Roberto Mendes de Oliveira. “Somente na estrada, no primeiro mês de 2011, registramos a movimentação de quase quatro mil pessoas, para chegarem às cachoeiras próximas ao parque”, completa o gerente.

Aberto ao público desde 2005, o parque trabalha prioritariamente com visitas agendadas e guiadas, com um publico estudantil e acadêmico , educadores que buscam ampliar os conhecimentos dos alunos com aulas de campo, palestras e seminários no parque.

Desde 2006, a visitação no parque tem aumentado de forma constante. Em relação ao ano de 2010, houve um aumento de 64% no número de turistas que estiveram no parque, no acumulado do ano. Em 2006 foram 4.234 visitantes e no ano passado 6.940 pessoas passaram o dia no parque. A visitação, nos últimos cinco anos, ficou concentrada no período seco, com destaque para o mês de julho, época de férias escolares.

O parque conta com centro de visitantes, com sala de exposição, biblioteca e auditório para 50 pessoas, alojamento para pesquisadores e laboratório e portarias nas porções Oeste e Leste.

Mais investimentos
De acordo com o Plano de Manejo, outras intervenções estão programadas, desta vez no interior do parque, e que vão ampliar a capacidade de recepção da unidade. Entre elas, encontra-se a restauração da sede da Fazenda do Brigadeiro, construção de portaria, casa de funcionário, implantação de trilhas, sinalização, com investimentos previstos de R$ 2 milhões.

“Essas obras estão previstas para a porção Norte e Central do parque. “Esperamos que esta iniciativa do Instituto Estadual de Florestas (IEF), somada à participação das comunidades e sociedade organizadas por meio do Conselho Consultivo, contribuam para proteger o patrimônio natural e histórico parque. As obras no norte do parque vão garantir não apenas a proteção do casarão, patrimônio histórico do município de Araponga mas também a proteção da maior população de muriquis, que hoje se concentra nesta área”, explica Oliveira.

Entusiasmado com a presença crescente de turistas na unidade de conservação, que está sendo descoberto por grupos organizados de caminhantes, cavalgadas ecológicas, passeio de bike e outros eventos, o gerente José Roberto informa que o projeto de turismo de base comunitária implantado no entorno da UC, está contribuindo para a renda das famílias moradoras do entorno.

Já existe uma associação de condutores na região e a proposta é capacitar os condutores e estabelecer uma parceria com as seis pousadas do entorno do parque para fomentar o turismo. Outra parceria proposta pelo parque envolve as prefeituras dos oito municípios onde se localiza a unidade de conservação. Atualmente, a prefeitura de Miradouro cede um funcionário que trabalha como guarda-parque. Oliveira quer a parceria ampliada para os municípios de Araponga, Fervedouro, Ervália, Sericita, Pedra Bonita, Muriaé e Divino.

Inserido em dois Circuitos Turísticos, o Serras de Minas e Serra do Brigadeiro, o parque é um atrativo turístico valioso, com seus picos, trilhas e cachoeiras. A Serra possui inúmeras nascentes, que contribuem de maneira significativa para a formação das bacias hidrográficas dos rios Doce e Paraíba do Sul. Com área de 14.984 hectares onde predominam a Mata Atlântica, o parque se estende por montanhas, vales, chapadas e encostas da porção Norte da Serra da Mantiqueira.

Fonte: Governo do Estado de Minas Gerais

  
  

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