Notícias > Turismo > EcoViagem >EcoViagem participa de coletiva sobre Revitalização do TietêA SOS Mata Atlântica e a Sabesp realizaram hoje, no Sofitel do Ibirapuera, uma entrevista coletiva para anunciar os resultados do Programa de Monitoramento do Projeto de Revitalização das Águas da Bacia do Rio Tietê, que percorre cerca de 1200 km no Estad19 de Março de 2004. Publicado por Equipe EcoViagem A SOS Mata Atlântica e a Sabesp realizaram hoje, no Sofitel do Ibirapuera, uma entrevista coletiva para anunciar os resultados do Programa de Monitoramento do Projeto de Revitalização das Águas da Bacia do Rio Tietê, que percorre cerca de 1200 km no Estado de São Paulo. A coletiva foi precedida por uma palestra do especialista em recursos hídricos e diretor de Relações Institucionais da SOS Mata Atlântica Mário Mantovani, que explicou como surgiu, em que consiste e como está sendo executado o projeto de revitalização do Tietê, o maior de despoluição de um rio brasileiro e, atualmente, de saneamento no planeta. Realizado pelo Governo Estadual em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o Projeto Tietê visa, em 30 anos, reduzir a praticamente zero a emissão de esgoto sem tratamento no rio, o que hoje é a principal causa de poluição desse que se tornou um símbolo na luta contra a degradação dos recursos hídricos no país. Mantovani falou também sobre o acompanhamento direto do andamento do projeto, que o Núcleo Pró Tietê da SOS Mata Atlântica está realizando através do monitoramento da qualidade da água nas diversas sub bacias do rio, realizado hoje por 7.500 jovens e crianças nos municípios que abrangem a bacia do Tietê ao longo do Estado. Os trezentos grupos realizam coletas e análises constantes das águas do Tietê e seus afluentes em seus municípios, através de kits fornecidos pela empresa Poli Control. Os kits para coleta e análise de água contém reagentes físicos que analisam parâmetros como pH, temperatura, fósforo total, nitratos, oxigênios dissolvidos e ainda um manual com instruções que avaliam dados não-quantitativos, baseados na percepção visual e olfativa dos “analistas”. Dessa forma, o Projeto de Monitoramento do Tietê acompanha o desenvolvimento dos trabalhos na bacia e, o mais importante, insere a sociedade civil no processo de gestão participativa dos recursos hídricos, deixando-a mais próxima e consciente dos problemas de ordem ambiental. O projeto principal, iniciado em 92, está em sua segunda fase e elevou o percentual de esgotos tratados em relação aos coletados em 40%, com investimento de cerca de US$ 1,1 bilhão, com cada centavo fiscalizado pela SOS. “Conseguimos algo inédito na história do país, dar continuidade a um projeto ao longo de sucessivos governos, inclusive de oposições, e fazer com que as obras fossem cumpridas dentro dos prazos e orçamentos previstos” – comemora Mantovani. A revitalização da Bacia do Tietê ainda prevê duas décadas de obras, US$ 1,6 bilhões em investimentos e muito trabalho e atenção do Governo, das empresas e instituições envolvidas e, principalmente, da sociedade civil. Caso isso ocorra com êxito, o Brasil entrará numa nova fase de seu relacionamento com seus recursos naturais: “Se o Tietê for recuperado” – afirma Mantovani – “qualquer rio brasileiro também poderá ser”. Na próxima segunda-feira, 22/03, Dia Mundial da Água, a Fundação SOS Mata Atlântica lançará o livro “Observando o Tietê”, que apresenta os resultados do Projeto de Monitoramento e a importância da população nesta ação para recuperar o principal rio da Região Metropolitana de São Paulo. O evento será no Itaú Cultural da Avenida Paulista, nº 149, 1º andar, a partir das 11h00. |
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