Empresas do roteiro Estrada Real buscam escala internacional

Seminário fortalece Rede de micro, pequenas e médias empresas do destino; maior dificuldade é a criação de produtos e venda Eliza Caetano Fazenda Monte Alegre, em Paty do Alferes, é aberta à visitaç

  
  

Seminário fortalece Rede de micro, pequenas e médias empresas do destino; maior dificuldade é a criação de produtos e venda Eliza Caetano
Fazenda Monte Alegre, em Paty do Alferes, é aberta à visitação pública

Belo Horizonte - Melhorias de sinalização, melhorias nos destinos, pesquisas comerciais e, sobretudo, muita divulgação. Depois da cuidadosa preparação, a Estrada Real, destino turístico que abrange territórios de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, quer gerar negócios e multiplicar o número de visitantes, tanto brasileiros quanto estrangeiros. “Este ano vamos partir para a prática”, informa o assessor internacional do Instituto Estrada Real (IER) Jean Pierre Sensevy.

O assunto será discutido durante o seminário 'Rede de Micro, Pequenas e Médias Empresas Turísticas: Seminário de Boas Práticas', que será realizado pelo Instituto Estrada Real nesta terça-feira (27), a partir das 9h30, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia – Belo Horizonte).

A iniciativa é parte do projeto Turismo e Negócios na Estrada Real: Uma Rede de Oportunidades, que já foi implantado nos núcleos turísticos de Santa Bárbara, Ouro Preto, São João Del Rei, Diamantina e Serra do Cipó. “Fala-se muito em circuitos turísticos, mas percebemos que a maior dificuldade dos atores econômicos é a criação de produtos e comercialização. O que havia era uma compilação de atrativos naturais, igrejas e restaurantes”, analisa Sensevy.

Para a formatação dos produtos, a interação entre os empresários e localidades foi estimulada. Assim, foram criados 21 produtos, apresentados pela primeira vez durante a I Feira de Turismo da Estrada Real (Feter). O evento reuniu 250 empresários no mês de dezembro de 2006 em um shopping center de Belo Horizonte. “Os empresários criaram e tiveram de vender seus produtos. Acho que perceberam que não é fácil mesmo”, conta Sensevy.

Durante seu primeiro ano, a Rede reuniu empresários e outros atores econômicos das localidades, designou representantes em cada uma das cidades participantes e criou produtos turísticos. Uma consultoria também foi feita para criar a base de um sistema de rede adequado às localidades. Apesar de o modelo se basear em experiências internacionais, o assessor do IER explica que é preciso que a forma de trabalho seja adequada. “Não se pode clonar um sistema de rede. Cada destino tem suas peculiaridades”, diz.

Os representantes da Rede em cada localidade ficarão responsáveis, este ano, pela organização dos destinos. “Comerciantes, empresários, guias, instituições têm de estar coerentes para satisfazer o turista”, explica Jean Pierre. Também será constituído o Centro de Organização de Negócios Turísticos da Estrada Real (Conter).

“Acredito que, em dez anos, o Brasil estará entre os cinco primeiros países do mundo a receber turistas. Em 15 anos, estimo que serão cerca de 55 milhões, 95% deles no Nordeste. Os outros 5%, três milhões, queremos na Estrada Real”, diz Sensevy. Para ele, o destino não se presta ao turismo de massa. “Buscamos o viajante individual, que desfruta da cultura, quer aprender, ensinar, integrar-se ao local e que gaste um bom dinheiro”, diz.

Enquanto o estrangeiro continua a ser alvo, brasileiros e até mineiros continuam bem-vindos. “Necessitamos de todos os turistas. Da Alemanha, Itália, de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Com os problemas no transporte aéreo em épocas de carnaval e fim de ano o turista pode vir a Minas”, convida.

A programação do Seminário inclui as palestras 'Tendências Turísticas no Cenário Mundial', proferida pela sócia-sênior da IPK Internacional, Barbara Postel; 'Marketing Turístico e Internet', proferida pelo especialista em turismo Knud H. Stauggard; 'Boas práticas: Desenvolvimento Turístico do Distrito Riviera Dei Cedri – Itália', proferida pelo sócio-proprietário da Target Euro, Vincenzo Zappino; e 'A Realidade da Rede da Estrada Real', proferida pelo assessor internacional do Programa BID/Estrada Real, Jean Pierre Sensevy.

Serviço:
Rede de Micro, Pequenas e Médias Empresas Turísticas: Seminário de Boas Práticas
Dia 27 de fevereiro, a partir das 9h30
Local - Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia – Belo Horizonte).
Instituto Estrada Real - (31) 3241-7166

Fonte: SEBRAE

  
  

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