A importância da Copa para o Brasil está além dos 30 dias de jogos

Em palestra em São Paulo, secretário-executivo do MTur, Mário Moysés, falou sobre as oportunidades do Mundial de 2014 para o País

  
  

Oportunidades de investimento e de obtenção de resultados objetivos a médio e longo prazo. Um momento propício para ampliar exposição do Brasil no exterior, de modo a aumentar o número de visitantes e a entrada de divisas no País. A importância da Copa do Mundo de 2014 para o Brasil está além dos 30 dias de jogos. O campeonato é, desde já, um celeiro de oportunidades.

A avaliação do secretário-executivo do Ministério do Turismo (MTur), Mário Moysés, foi feita na manhã desta segunda-feira (21), durante a palestra ‘Políticas Públicas de Turismo e Desenvolvimento Econômico’, promovida pelo curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

O Mundial deve atrair ao Brasil pelo menos 500 mil estrangeiros somente nos 30 dias de jogos. Esse número equivale a 10% do total de estrangeiros que visitaram o País ao longo de 2008.

Além disso, o Brasil já começa a preparar as cidades e os serviços oferecidos para receber bem e com qualidade torcedores, jornalistas, jogadores e equipes técnicas.

Turismo doméstico – Durante o encontro, a professora Simone Sarsato citou o “salto de qualidade” do turismo brasileiro nos últimos 10 anos. E tratou da necessidade de qualificação contínua para que os profissionais sejam absorvidos pelo mercado de trabalho.

O secretário-executivo, Mário Moysés, foi além: destacou o papel dos gestores públicos e a necessidade de aproximação com a Academia para o desenvolvimento sustentável da atividade.

“O Brasil busca, hoje, o desenvolvimento mais técnico do turismo. O papel da universidade é fundamental nesse processo”, disse o secretário. “Mas também é preciso investir sempre no aprendizado. Ter um conhecimento que os outros não tenham fará diferença na hora de ser contratado”, acrescentou.

Em seguida, Moysés traçou um panorama do turismo no Brasil. Segundo ele, em 2008 a atividade respondeu por 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, gerando o equivalente a US$ 39 bilhões.

Ele ponderou que, em alguns países, a participação do turismo na economia chega a 10% do PIB, o que mostra o quanto o Brasil tem a investir no setor. “Mas estamos bem, principalmente se levarmos em consideração que somos um destino muito distante dos grandes emissores de turistas, como a Europa e os Estados Unidos”.

O secretário lembrou que desde que foi criado, em 2003, o MTur trabalha para democratizar o acesso ao turismo e para construir uma cultura de viagens no Brasil.

“Daí a importância de investirmos em campanhas como a que tem como mote Se você é brasileiro, está na hora de conhecer o Brasil. “Daqui a 10, 15 anos, a pessoa não lembrará do modelo de celular que estava usando hoje, mas com certeza vai se lembrar da viagem que fez”.

De acordo com ele, o recorde em desembarques domésticos em julho - 5,19 milhões, que representam crescimento de 20% com relação ao mesmo período de 2008 — mostra que a crise financeira internacional não afetou o turismo doméstico. “O Brasil não teve crise emprego. Por causa de medidas do governo, como a redução do IPI, a renda geral se manteve estável e o consumo interno manteve o turismo aquecido”.

Outros temas abordados pelo secretário executivo foram a discussão em torno de linhas de crédito que financiem viagens e que possibilitem, por exemplo, a reforma de hotéis; os investimentos do MTur em obras de infraestrutura e na qualificação de mão-de-obra para atividades turísticas.

O evento Realidades e Perspectivas no Brasil no Cenário Turístico Mundial: a importância da qualificação profissional continua o dia todo no Campus Centro da Universidade Anhembi Morumbi.

Fonte: MTur

  
  

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