Brasil dispara no ranking da recepção de eventos internacionais

Da 19ª posição ocupada em 2003, com 62 eventos, o País passou em 2008 para o 7º lugar no ranking mundial, com 254 eventos internacionais

  
  

O Brasil deu um salto de quantidade e de qualidade na realização de grandes eventos internacionais. Segundo a Associação Internacional de Congressos e Convênios (ICCA, na sigla em inglês), da 19ª posição ocupada em 2003, com 62 eventos, o País passou em 2008 para o 7º lugar no ranking mundial, com 254 eventos internacionais realizados ao longo do ano, como congressos, fóruns, conferências e simpósios.

As informações constam da ‘Pesquisa do Impacto Econômico dos Eventos Internacionais realizados no Brasil - Setembro/2007 – Dezembro/2008’, da Fundação Getúlio Vargas, apresentada nesta quinta-feira (22) no 37º Congresso da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav 2009), no Rio de Janeiro.

A pesquisa traça o perfil dos estrangeiros, identifica a movimentação econômica deles e levanta dados sobre a organização da viagem. As informações são destinadas aos prestadores de serviços de eventos e turismo e agentes públicos.

Os eventos realizados em 2008 geraram US$ 122,6 milhões para o Brasil. Medicina é o segmento que mais gera impacto econômico com um ingresso total de US$ 15,38 milhões, seguido de Tecnologia e Meio Ambiente (US$ 9,42 milhões), Educação, Social e Esporte (US$ 5,4 milhões) e Outros (US$ 4,7 milhões).

A média de permanência no Brasil é de 6,8 pernoites e hospedagem e alimentação registraram um impacto US$ 21,468 milhões. Entre as atividades pessoais realizadas, compras e serviços pessoais foram citados por 64,7% dos entrevistados. Souvenir e artesanato foram mencionados como os itens preferidos por 60,9%, seguido por roupas e calçados, com 28,7%. Depois das compras, os passeios turísticos foram citados como a segunda atividade preferida com 40,9% e 66,34% responderam afirmativamente sobre a intenção de adquirir serviços e produtos turísticos.

O fato de determinado evento ter sido realizado no Brasil influenciou a decisão de comparecer para 58,2% dos pesquisados e a intenção de voltar ao País foi citada por 92,57%.

A presidente da Embratur, Jeanine Pires, diz que há uma estratégia governamental para captação e promoção de eventos. Mesmo sendo reconhecido como um importante segmento, segundo ela, a oportunidade poderia ser melhor aproveitada por cidades de pequeno porte, que não acreditam na possibilidade por desconhecimento desse mercado. “Cerca de 70% deles são realizados com uma média de apenas 500 participantes”, o que torna viável sua promoção em cidades menores.

Questionada sobre a capacidade hoteleira e de infra-estrutura brasileira para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, Jeanine Pires, afirmou que o País, do ponto de vista público e privado, amadureceu muito. “O Brasil foi credenciado pela Fifa e pelo COI e eles aprovaram o nosso plano de obras”.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – 3348-7398 e 2107-9362
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Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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