Cuiabá abre o Festival Cururu Siriri com festa gastronômica

Maior evento de cultura popular de Mato Grosso começa nesta sexta-feira (28) à noite e prossegue até domingo (30) em Cuiabá; paralelamente, realiza-se o 4º Festival Gastronômico

  
  
O artesão Manoel Benedito de Jesus com seus bonecos esculpidos em madeira

A rica gastronomia cuiabana ganha pitadas de inovação com receitas que mesclam pratos típicos da culinária regional a outros criados especialmente para o 4º Festival Gastronômico Sabor & Arte, que começa nesta sexta-feira na capital de Mato Grosso, Cuiabá.

Ingredientes tradicionais como a banana, carne seca ou pacu seco são preparados, muitas vezes, seguindo técnicas internacionais que aplicam-se a outros produtos que não os locais. O resultado são pratos como a crepe cuja massa é feita com banana da terra e o recheio de paçoca de pilão ou os risotos de pacu seco e de carne seca desfiada com queijo.

Essas são algumas das novidades que integram a quarta edição do Festival Gastronômico, parte integrante do Festival Cururu Siriri (música e dança que misturam o religioso e o profano) de Mato Grosso, maior evento regional de cultura e folclore, que em sua oitava edição reúne 18 grupos em apresentações que começam nesta sexta (28) e prosseguem até domingo (30) no espaço criado especialmente para o festival, no bairro do Porto, em Cuiabá.

Tanto o festival de gastronomia quanto o espaço do artesanato são organizados pelo Sebrae Mato Grosso, um dos parceiros da Prefeitura de Cuiabá, promotora do evento, através da Secretaria de Cultura.

“O Sebrae/MT apóia este evento porque entendemos que eventos culturais como o Festival Cururu Siriri, que apresenta a mais pura tradição regional, são uma importante alavanca para o turismo”, diz a diretora do Sebrae/MT, Eneida Maria de Oliveira, acrescentando que o artesanato e a gastronomia são elementos vitais no segmento turístico.

Para as empresas participantes, o festival é uma forma de experimentar novos desafios, divulgar a marca e comercializar o produto em larga escala, uma vez que o evento concentra um grande público – a estimativa é de que 20 mil pessoas passem pelo local.

A empresária Rosana Pavão participa do festival desde a primeira edição e ressalta que sua expectativa é ótima, uma vez que a cada ano, o resultado é melhor. Ela explica que a idéia de criar o risoto de pacu seco surgiu quando estava degustando um risoto de carne seca. Até chegar à receita final fez vários testes ,incluindo ou retirando ou substituindo ingredientes, como fez com o queijo curado no lugar do queijo parmesão para “evitar a concorrência de sabores”.

Jean Biancardini comanda o restaurante Regionalíssimo, que também participa do festival desde a primeira edição. Ele relembra alguns pratos criados especialmente para o evento, como o vatapá de pacu, a musse de bocaiúva e o maxixe recheado com carne seca desfiada. Esse ano, aposta no crepe de banana com paçoca de pilão.

O empresário Francisco Chaves, do restaurante Confrade, vai resgatar o Caribeo, um prato bem antigo cuja base é carne seca e mandioca, a ser servido com arroz branco e feijão empamonado. Ele diz que este ano o festival está sendo bastante divulgado, o que deve garantir um bom movimento.

Cuiabana de coração, Norma Rodrigues, proprietária de um buffet que leva seu nome, vai participar do festival e lembra que esta é uma festa de tradição, colorida e muito animada, além de ser muito boa para os negócios.

Artesanato

O Espaço do Artesanato tem como marca apresentar e comercializar peças e produtos nos mais diferentes materiais e técnicas – cerâmica, madeira, massa fria, fibras, tecelagem, costura, bordado – centrados na temática da cultura dessa região, muitos deles tendo como tema os próprios cururu e siriri.

O Núcleo Graça e Arte retrata imagens da viola-de-cocho (instrumento musical feito em caixa de madeira esculpida e que marca o som do cururu e siriri) e os aventais, caminhos de mesa, jogos americanos, guardanapos, toalhas de mesa e pegadores de panela, feitos em tecido com aplicação em chita e bordado da coleção Kuyaverá.

As esculturas de Manoel Benedito de Jesus, um brincante de cururu de 70 anos, reproduzem em pedaços de marupá (árvores de madeira branca e leve), talhados a canivete, tocadores de ganzá e de viola-de-cocho com seus respectivos instrumentos. Ele destaca que o festival é uma forma de manter a tradição e um bom local para incrementar as vendas.

Para os que adoram as delícias regionais, haverá doces e licores típicos, como paçoca de pilão, pixé, banana frita, francisquito, bolo de arroz e outras gostosuras em charmosas embalagens.

Folclore

O Festival Cururu Siriri é um grande evento que celebra duas das mais importantes manifestações do folclore da Baixada Cuiabana, o cururu e o siriri – música e dança que misturam o religioso e o profano. No siriri, os dançarinos fazem evoluções usando vestimentas coloridas ao som de cantos acompanhados pelo ganzá, pelo mocho e pela viola-de-cocho, enquanto o cururu, raiz da cultura popular regional, reúne apenas homens que cantam, em versos e toadas, a vida dos santos. Ambas as manifestações são muito comuns em festejos religiosos, como Festa do Divino, de São Benedito e São Gonçalo, entre outros.

Promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o Festival Cururu e Siriri tem entrada franca e começa às 19 horas (sexta e sábado) e 18 horas no domingo.

Serviço:
Sebrae em Mato Grosso – (65) 3648-1262
www.mt.sebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae – 0800-570-0800

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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Silvana alves

Silvana alves

16/09/2009 21:06:15
eu estive presente no festival este ano, e foi uma das coisas mais lindas que ja presenciei na vida, todos do festival estão de parabens,,festival do cururu siriri de Cuíaba é tudo de bommmm