Pesquisa revela a reputação das cidades brasileiras que sediarão a Copa do Mundo de 2014

A mensuração da reputação das cidades é baseada no modelo City RepTrak

  
  

Foram 12 as cidades brasileiras escolhidas para sediar um dos maiores eventos esportivos do mundo. Mas o que os brasileiros têm a dizer sobre a reputação destas capitais?

Uma pesquisa inédita do Reputation Institute, consultoria líder mundial em Gestão da Reputação, revela a percepção dos residentes e da população em geral a respeito destas localidades.

A pesquisa “A reputação das cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol 2014 no Brasil” foi realizada entre os meses de fevereiro e março de 2013.

Foram somadas mais de quatro mil avaliações sobre as 12 cidades pesquisadas, sendo que cada respondente avaliou, além de sua cidade, mais uma com a qual tivesse um mínimo de familiaridade.

A mensuração da reputação das cidades é baseada no modelo City RepTrak, uma metodologia desenvolvida pelo Reputation Institute composta por uma avaliação emocional, que considera o grau de estima, admiração, confiança e empatia das pessoas; e outra racional, resultado das percepções sobre três dimensões: Ambiente Atrativo, Governo Efetivo e Economia Avançada.

Cada dimensão se desdobra em atributos como, por exemplo, ser uma bela cidade, oferecer um ambiente seguro para moradores e visitantes e ser dirigida por líderes respeitáveis.

O resultado é apresentado na forma de um score que varia de 0 a 100, referindo-se aos seguintes níveis de reputação: pobre, fraca, mediana, forte e excelente.

Segundo a pesquisa, entre as doze localidades, Porto Alegre é a de melhor reputação na percepção de seus moradores com nota 68,19.

Curitiba está em segundo lugar, com 67,48. Isso significa que estas capitais - assim como Natal, com 66,33 - despertam um alto grau de estima, admiração, empatia e confiança nas pessoas que nelas vivem.

São Paulo, Salvador e Brasília ficaram com índices fracos de reputação.

Na avaliação dos não residentes, Curitiba (66,15) e Porto Alegre (65,84) permaneceram entre as mais bem percebidas e são as únicas que alcançaram índices reputacionais superiores ao do Brasil, que é de 67,24.

Já entre as cidades mais mal avaliadas, Rio de Janeiro (49,23) e Brasília (43,39) alcançaram índices considerados fracos, merecendo maior atenção, já que essas localidades tendem a se tornar menos interessantes para visitar, viver, investir, trabalhar ou estudar.

Em geral, os moradores mostraram uma percepção mais positiva sobre suas cidades do que sobre as demais, com exceção de Cuiabá, Salvador e Fortaleza, cujas percepções externas são superiores.

Outro dado surpreendente é que, em 2013, todas as cidades alcançaram índices menores que em 2012. Em um comparativo, Porto Alegre foi de 73,64 em 2012 para 68,19 em 2013. São Paulo teve uma queda de 13 pontos. A única exceção foi Natal, que aumentou sua reputação em cerca de seis pontos.

“Isso mostra que o brasileiro aumentou seu senso crítico e está com um nível maior de exigência em diversos aspectos como segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico”, explica a diretora executiva do Reputation Institute no Brasil, Ana Luisa de Castro Almeida.

A pesquisa revela também que os residentes consideram que a “beleza” e o “estilo de vida” são aspectos muito importantes para a cidade, mas o conjunto de questões como “segurança”, “infraestrutura”, “lideranças respeitáveis”, “avanço tecnológico” e “bom ambiente para realização de negócios” é fundamental para uma percepção positiva sobre ela.

Nas dimensões que compõem o estudo, a cidade de São Paulo teve mérito no índice “Economia avançada”, com pontuação de 65,94. Rio de Janeiro teve a maior alta em “Ambiente Atrativo”, com 74,67.

E quais são os riscos e oportunidades para estas cidades? Do ponto de vista dos visitantes, a pesquisa mostra claramente que atributos como oferecer um ambiente seguro e ser uma bela cidade são amplamente considerados no momento da decisão por visitar uma localidade.

Na percepção dos moradores, o Ambiente Atrativo é a dimensão de maior peso na construção da reputação enquanto que, para outros brasileiros, o Governo Efetivo é o que tem maior relevância.

“O fato é que a reputação é um grande diferencial, especialmente para as cidades. Compreender como esse atrativo é construído torna-se, portanto, um excelente ponto de partida para repensar postura, políticas e ações de modo a construir a cidade desejada”, completa Ana Luisa de Castro Almeida.

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Fonte: Juliana Antunes

  
  

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