A boa cachaça na mesa dos belo-horizontinos

Pinga, caninha, meiota, branquinha, aguardente. São vários os sinônimos para a cachaça terceiro destilado mais consumido no mundo. Tipicamente brasileira, a bebida teve sua origem em Minas, onde é apreciada sempre ao lado de uma boa comida caseira

  
  
Seja na mesa do bar ou num restaurante mais requintado, ela combina com diversos pratos típicos do Estado

Pinga, caninha, meiota, branquinha, aguardente. São vários os sinônimos para a cachaça, terceiro destilado mais consumido no mundo e ingrediente principal do coquetel internacionalmente conhecido, a caipirinha. Tipicamente brasileira, a bebida teve sua origem em Minas Gerais, onde é apreciada sempre ao lado de uma boa comida caseira.

Seja na mesa do bar ou num restaurante mais requintado, ela combina com diversos pratos típicos do Estado. Tradicionalmente consumida em botecos de todo o país, a bebida tem ganhado novos mercados e apreciadores mais exigentes.

Segundo o especialista em cachaça, Jairo Martins da Silva, em 1516 chegou a Minas Gerais o primeiro carregamento de cana-de-açúcar vindo de Portugal, conforme descreve um documento arquivado na alfândega de Lisboa. "Na Capitania de São Vicente, foi descoberta a garapa azeda, feita a partir de sobras dos tachos de rapadura. Os senhores de engenho passaram a servir o caldo, denominado Cagaza e, a partir daí, cachaça", explica o cachacista. A cachaça se popularizou juntamente como samba e foi considerada símbolo de brasilidade em 1922. Hoje é reconhecida em todo o mundo como uma bebida requintada e saborosa.

Vários bares e restaurantes em Belo Horizonte já utilizam a aguardente como um ingrediente obrigatório na gastronomia, desde a entrada, prato principal, até a sobremesa. É o que afirma Marcos Vinicius Duarte, dono do site Apaixonados por Cachaça, “o prato feito com cachaça fica mais gostoso, porque intensifica o paladar. Essa mistura já acontece há algum tempo, mas agora está sendo valorizada. Isso faz com que o prato tenha um sabor todo diferente e especial”.

Para Marcos Vinícius e o sócio dele, Higor Borges, atualmente são muitos os investimentos destinados à comprovação da qualidade do produto. “Em BH há concursos para a divulgação das melhores cachaças. Além disso, a capital consegue reunir não só todas as marcas em um só lugar como possui toda a infraestrutura necessária para a produção”, argumenta.

Em 1988, um grupo de produtores em parceria com universidades e com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais(INDI) criou a Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade (AMPAQ). “A AMPAQ estabeleceu normas de fabricação, ministrando cursos e palestras e criou um selo de qualidade, sendo o primeiro para bebidas alcoólicas do país”, afirma Borges.

Na internet, sites que descrevem a história da cachaça, dão dicas de degustação, vendem o produto e até mesmo oferecem sugestões de bares, são facilmente encontrados. As cachaças aqui produzidas já são exportadas para todo o mundo, criando um vínculo ainda maior com outros países.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte

  
  

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