Cunha realiza ALMOÇO TÍPICO TROPEIRO

Cunha resgata tradição e cultura dos Tropeiros do Vale do Paraíba em almoço típico caipira.

  
  

Tropeiro mais antigo da cidade conta seus “causos” ao ar livre, junto a um fogão de lenha recheado de panelas de ferro com muito feijão tropeiro, torresmo, arroz com lingüiça e carne seca.

A Cia dos Tropeiros de Cunha, em parceria com a prefeitura municipal e a Cunhatur, realizam no dia 30 de maio, às 13h, um verdadeiro Almoço Tropeiro como nos tempos coloniais: cozido ao ar livre nas tradicionais panelas de ferro.

O anfitrião da festa é Seu Roque Inácio. Hoje com 94 anos, tropeiro desde os 12, Seu Inacinho se diverte contando seus “causos”. Sua família, que preserva até hoje as tradições, levará para o encontro os principais objetos usados pelos tropeiros do Vale do Paraíba. O encontro ainda será embalado por música caipira ao vivo e terá cavalgadas pela região.

O tropeirismo, ou seja, o transporte de gado, mulas e riquezas do Sul para o Sudeste brasileiro, que começou no século 16, marcou a cultura paulista e fincou raízes na gastronomia. Na festa serão servidos ícones da cozinha tropeira caipira como o Feijão Tropeiro, Torresmo, Arroz com Lingüiça e Carne Seca. “O evento resgata as principais tradições tropeiras na última cidade da Estrada Real antes do Porto de Paraty”, destaca Ana Sanches, presidente da Cunhatur e organizadora do encontro. “Cunha surgiu como ponto de apoio dos tropeiros que traziam o ouro das Minas Gerais em lombos de burros, para ser pesado e seguir em direção a Parati, onde era embarcado para Portugal”, lembra. “Depois faziam o caminho inverso, levando as manufaturas portuguesas chegadas nos navios para a região mais rica da Colônia naquela época”, conclui.

Os Tropeiros

O Tropeirismo é o berço da comida paulista, pois preserva a identidade das tradições indígenas, portuguesas e espanholas, que se misturam para formar um complexo patrimônio cultural e culinário na região do Vale do Paraíba. A comida do tropeiro era feita por mão de homem. Na tropa não havia mulheres. O primeiro fogão do tropeiro paulista foi a trempe. As panelas ficavam apoiadas em pedras em formato de triângulo ou penduradas em uma armação de três varas em estilo tripé por cima do fogo, que podiam ser de ferro ou de pau verde. Cozinhava-se também no chamado tucuruva, um fogão improvisado no meio do cupinzeiro. Com o passar dos tempos a trempe ganhou altura e formato, tranformando-se no que é hoje o fogão à lenha.

Serviço:
Almoço Tropeiro em Cunha
Data: 30 de maio
Local: Bar e Restaurante Celeiro
Endereço: Estrada do Macuco, km 4
Preço:
R$30 (almoço)
R$25 (cavalgada)
- Reservas feitas com antecedência na Cunhatur (12) 3111-2634

Fonte: Assessoria de Imprensa da cidade de Cunha

  
  

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