De comida de boteco a alta gastronomia, Belo Horizonte oferece ótimas opções aos turistas quando o assunto é culinária

Engana-se quem vem a Belo Horizonte pensando que só vai encontrar botecos e comida mineira por aqui.Na capital de Minas Gerais, existem diversos restaurantes especializados em culinária internacional e também em pratos típicos de outras regiões

  
  
Os amantes da boa gastronomia encontram opções diversificadas na capital mineira

Engana-se quem vem a Belo Horizonte pensando que só vai encontrar botecos e comida mineira por aqui.Na capital de Minas Gerais, existem diversos restaurantes especializados em culinária internacional e também em pratos típicos de outras regiões do Brasil.

“Apesar de BH ser conhecida como a capital dos botecos, aqui também temos restaurantes de altíssimo nível, preparados para receber turistas do mundo inteiro”, afirma Ivo Faria, chef proprietário do Vecchio Sogno, restaurante especializado em culinária italiana.

Segundo dados da Abrasel/MG (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) existem cerca de 12 mil bares e restaurantes na cidade. O setor representa mais de 40% do PIB do turismo da capital mineira e emprega 50% dos funcionários deste segmento. “Percebemos que a gastronomia vem crescendo e impressionando belo-horizontinos e turistas. Hoje, podemos nos comparar às capitais mundiais que se destacam na culinária. Isso é sinal de desenvolvimento e de que estamos no caminho certo, atendendo cada vez mais aos gostos dos clientes”, declara Fernando Júnior, presidente da Abrasel/MG.

Globalização gastronômica
De acordo com a Abrasel/MG a cultura de se comer fora em Belo Horizonte e em todo o Brasil está em expansão. Hoje, 25% dos gastos com alimentação já se enquadram na categoria fora do domicílio. Nos Estados Unidos, este número chega a 40%. “Tal crescimento, aliado às novas técnicas, faculdades e intercâmbios de profissionais, gera menor distância entre os restaurantes de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e até do mundo inteiro. Estamos na era da globalização gastronômica”, define Fernando.

Para Ivo Faria, essa globalização é positiva para a cidade, pois os restaurantes de alto padrão daqui não perdem em nada para os mais requintados de metrópoles maiores. “Eu tenho um cliente que vem, frequentemente, da capital paulista apenas para jantar em Belo Horizonte. Nossos restaurantes competem de igual para igual com os de outras capitais”, afirma.

Matusalem acredita que a riqueza da culinária de BH valoriza e divulga a cozinha brasileira. “Hoje em dia, a gastronomia belo-horizontina tem um circuito. Vários festivais gastronômicos são realizados aqui pela qualidade dos nossos restaurantes”, acredita.O chef Matusalem Gonzaga, um dos proprietários do Restaurante Matusalem e vice-presidente da Abrasel/MG, é especialista em comida baiana. Segundo ele, há espaço para todo tipo de comida na capital mineira. “Não é porque estamos em Minas que precisamos oferecer apenas restaurantes tipicamente mineiros. A comida baiana, por exemplo, é muito procurada. A ideia é justamente diversificar e dar mais opções aos clientes”.

Fernando concorda. “Nem sempre podemos ir a outros países provar os mais diversos gostos e temperos. Por isso, devemos nos sentir orgulhosos desses sabores virem até nós por meio dos restaurantes temáticos da capital”, declara.

Copa do Mundo gastronômica
De acordo com o Sebrae-MG, a expectativa é de que 500 mil pessoas venham para o Brasil em 2014, no mês da Copa do Mundo. De olho no evento, Belo Horizonte já se prepara para receber os turistas do mundo inteiro. Um dos setores que saiu na frente é o da gastronomia.

Segundo Matusalem, os restaurantes de Belo Horizonte começaram a se preparar para a Copa do Mundo 2014 mesmo antes da FIFA confirmar que o evento seria no Brasil. “Participamos de um congresso da Abrasel nacional e Belo Horizonte foi escolhida como cidade-piloto para desenvolver um projeto de capacitação dos funcionários desses estabelecimentos”, declara.

De acordo com o chef, a Associação realizou cursos de culinária e também em outras áreas. “Os participantes conheceram os pontos turísticos da cidade, fizeram cursos de línguas [inglês e espanhol], de estoque, de seleção de alimentos, entre outros”, conta.

O objetivo dessas ações, segundo Matusalem, é transformar alguns restaurantes em verdadeiros pontos de informações turísticas. “Para isso, estamos expandindo os cursos e vamos trabalhar para que, até 2014, duas pessoas de cada estabelecimento, pelo menos, falem inglês”.

Segundo o presidente da Abrasel/MG, se a Copa fosse hoje, 1.700 funcionários de diversos restaurantes e bares já estariam prontos para receber turistas do mundo inteiro. “Sabemos que, invariavelmente, todos os turistas da Copa passarão por um de nossos estabelecimentos. Diferente de todos os outros setores do turismo, o de alimentação fora do lar é o mais importante, o que emprega mais e o que gera mais renda em eventos desse porte”, acredita.

Matusalem ainda conta que “até a Copa do Mundo 2014, Belo Horizonte vai ganhar mais nove restaurantes de peso”. E as novidades incluem também os estabelecimentos já existentes. Ivo Faria revela que já pensa em alguma “surpresa” para os pratos do Vecchio Sogn, durante o campeonato. “Gosto de experimentar e variar os sabores. Para a Copa do Mundo, penso em acrescentar ingredientes mineiros nos pratos italianos. Queremos que os turistas se sintam bem na capital”.

O chef Matusalem Gonzaga está otimista. “A gastronomia mineira não vai deixar nada a desejar para a comida italiana, para a francesa ou para a espanhola. A comida mineira, a comida regional e a brasileira estão vivendo um excelente momento”, enfatiza.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte

  
  

Publicado por em

Edivaldo Ferreira

Edivaldo Ferreira

28/01/2013 22:16:04
Olá, achei uma boa ideia para todos.